SEGS Portal Nacional

Economia

Pix e a evolução dos pagamentos digitais no Brasil

  • Segunda, 14 Setembro 2020 12:26
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Murilo Sarro
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
  • Imprimir

*Por Ricardo Granados, head da Minsait Payments no Brasil

O avanço da tecnologia no setor financeiro do Brasil é impressionante. Em pouco mais de vinte anos, saímos de um patamar que via o chip em cartão de crédito como uma inovação sem precedentes e chegamos a discussões sobre o uso de pagamentos invisíveis e seu crescimento num país que tem mais smartphones do que pessoas.

Se as mudanças pareceram aceleradas para os cidadãos, elas tiveram a velocidade da luz para as empresas que atuam nesse segmento. Um mercado tradicionalmente estável e dominado por corporações gigantes se viu tendo que dividir parte de seus negócios com empresas recém-criadas, totalmente orientadas à tecnologia à excelência. Em números, as fintechs foram responsáveis por 35,6% de todo o capital investido por fundos de venture capital em startups brasileiras no ano passado – o que significa, em termos práticos, US$ 910 milhões, de acordo com estimativas do Distrito.

Com um novo modus operandi de trabalho, o setor também assistiu de perto a criação de novas leis e normas, criadas para garantir a segurança dos usuários e, de certa forma, amparar em termos legais a disrupção. O Open Banking foi um exemplo disso, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) tem parte de seu conteúdo atrelado a isso e, agora, a regulamentação do PIX completa esse cenário. Mas afinal, do que se trata? E o que vem pela frente, a partir dele?

Em termos gerais, o PIX é um formato de transferência instantânea que deve eliminar por completo os conhecidos “DOC” e “TED”. Disponível sete dias por semana, sem tarifas entre instituições financeiras e eliminando a burocracia existente no processo de transferência de fundos – número da agência, do banco, CPF, entre outros – o novo formato deve ganhar rápida adesão e diversificar ainda mais a indústria financeira no país. As consequências são positivas em vários níveis: oportunidade de inclusão financeira para a população não-bancarizada, maior competitividade da indústria e eficiência dos serviços no país.

Muito mais do que uma fonte de receita para o mercado financeiro, esse recurso facilita as transações peer-to-peer, tornando-se um importante e econômico meio para alavancar e reter clientes. Ou seja, realizar transferências em tempo real, sem dinheiro físico, pode se tornar um diferencial importante para que companhias aumentem de forma significativa o volume de compras realizadas por cliente – uma situação bastante atrativa considerando o atual cenário de pandemia e a necessidade do varejo físico se readaptar aos novos hábitos de consumidores que pretendem adquirir o que precisam cada vez mais rápido.

Olhando um horizonte mais amplo, o PIX pode possibilitar o surgimento e a popularização de outras soluções digitais de pagamento, acirrando cada vez mais a disputa entre companhias de tecnologia, grandes bancos e fintechs. O atual parque de smartphones no Brasil (cerca de 225 milhões de aparelhos) é um grande atrativo para o crescimento delas e de outras que deem ao cliente a melhor experiência de uso, como as wallets, por exemplo.

É claro que a popularização dessas tecnologias não vem sem desafios. Fatores como o forte investimento em infraestrutura/conectividade/aceitação (hoje presente somente nos grandes centros urbanos), reduzir a desconfiança dos usuários e pôr fim à mudança cultural (acelerada na pandemia com a suspeita de contaminação pelo uso de dinheiro físico) são algumas barreiras que empresas do setor devem ter de superar nos próximos anos.

O desafio vale a pena: pesquisas mostram que o dinheiro físico tende a desaparecer completamente do mercado em dez anos. Além dele, outras formas de pagamento devem ter seu volume reduzido ao longo do tempo: os populares boletos devem reduzir sua circulação em breve, pois além de apresentarem custos mais elevados, não fornecem aos usuários a melhor experiência de uso. A aquisição e retenção de clientes estará cada vez mais focada na experiência fornecida pelas empresas.

Pesquisas já apontam que o dinheiro físico deve desaparecer nos próximos dez anos. É necessário estar atento: o avanço da tecnologia no setor financeiro do Brasil corre a passos largos e aproveitar todas as oportunidades que o país oferece é a chave para que tenhamos um setor cada vez mais democrático.

Sobre a Minsait

A Minsait, uma empresa da Indra (www.minsait.com), é uma empresa líder em consultoria de transformação digital e tecnologia da informação na Espanha e na América Latina. A Minsait apresenta um alto grau de especialização e conhecimento setorial, complementados com sua alta capacidade de integrar o mundo core ao mundo digital, sua liderança em inovação e transformação digital e sua flexibilidade. Com isso, concentra sua oferta em propostas de valor de alto impacto, baseadas em soluções end-to-end, com uma notável segmentação, o que permite obter impactos tangíveis aos seus clientes em cada setor sob uma abordagem transformacional. Suas capacidades e sua liderança são mostradas na oferta de produtos, sob o nome de Onesait, e sua oferta transversal de serviços.

Indra no Brasil

Presente no Brasil desde 1996, a Indra é uma das principais companhias de tecnologia e consultoria do país. Conta com mais de 8.500 profissionais, escritórios distribuídos nos principais estados brasileiros e quatro Centros de Produção. A companhia faz parte de alguns dos projetos mais inovadores para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil nos setores de Transporte & Defesa e de Tecnologia da Informação (TI), os quais estão agrupados em sua filial Minsait.

Sobre a Indra

A Indra é uma das principais empresas globais de tecnologia e consultoria e parceira de tecnologia para as principais operações comerciais de seus clientes em todo o mundo. É uma fornecedora líder global de soluções proprietárias em segmentos específicos dos mercados de Transporte e Defesa e uma empresa líder em transformação digital e consultoria em Tecnologia da Informação na Espanha e na América Latina através de sua subsidiária Minsait. Seu modelo de negócios é baseado em uma oferta abrangente de seus próprios produtos, com uma abordagem de ponta a ponta, alto valor e um componente de alta inovação. No final do exercício de 2019, a Indra alcançou receitas de 3.204 milhões de euros, mais de 49.000 funcionários, presença local em 46 países e operações comerciais em mais de 140 países.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+ECONOMIA ::

Fev 09, 2026 Economia

Carnaval exige atenção redobrada contra fraudes e furtos

Fev 06, 2026 Economia

O erro que faz muitos brasileiros perderem dinheiro com…

Fev 05, 2026 Economia

Entender a renda fixa ajuda a construir segurança…

Fev 04, 2026 Economia

FGTS pode facilitar acesso ao primeiro imóvel em um…

Fev 03, 2026 Economia

Disparada da Bolsa: como funciona o teto, como…

Jan 30, 2026 Economia

Criptomoedas terão novas regras no Brasil a partir de…

Jan 29, 2026 Economia

Reforma Tributária: 6 erros que já estão custando caro…

Jan 28, 2026 Economia

Porque 2026 promete ser um dos melhores anos para…

Jan 27, 2026 Economia

Receita Federal amplia monitoramento de gastos com…

Jan 26, 2026 Economia

Simples Nacional sobrevive à Reforma Tributária? O que…

Jan 26, 2026 Economia

Solana (SOL): o que é e como entender seu preço e seu…

Jan 23, 2026 Economia

Contas de início de ano: como organizar o orçamento e…

Jan 22, 2026 Economia

Início de 2026 marca novo ciclo com planejamentos…

Jan 21, 2026 Economia

Tributação de dividendos exige revisão do planejamento…

Jan 20, 2026 Economia

Mercado cripto inicia 2026 cauteloso e de olho na…

Jan 19, 2026 Economia

Investir em 2026 exige menos coragem e mais método para…

Mais ECONOMIA>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version