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Blockchain: conheça a tecnologia por trás dos bitcoins e transferências internacionais

  • Quinta, 06 Agosto 2020 12:16
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rafaela Rodrigues
  • SEGS.com.br - Categoria: Economia
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Utilizando blocos de dados criptografados, instituições financeiras podem realizar transações internacionais de forma rápida e segura. Mas nem só os bancos se beneficiam dessa tecnologia; entenda.

A tecnologia está dominando cada vez mais o mercado financeiro. Um exemplo são as fintechs, start ups financeiras que prometem realizar transações internacionais rapidamente, a custos baixos e sem a burocracia das instituições tradicionais.

Essas empresas garantem que o dinheiro estará na conta no exterior em, no máximo, dois dias. Em alguns casos, até pode cair imediatamente.

Para os leigos, parece uma daquelas promessas milagrosas que deixam qualquer um desconfiado. No entanto, os responsáveis por esse tipo de empreendimento garantem que o processo é seguro.

Este texto vai tratar destas medidas de segurança e da tecnologia empregadas para facilitar a vida dos clientes e usuários.

Agilizando o acesso

Como é possível reunir tantos benefícios em uma operação financeira? Simples: eliminando intermediários como corretores e banqueiros.

Com o auxílio luxuoso da tecnologia, a conexão entre emissor e beneficiário é direta e feita totalmente online. Isso significa que as informações trocadas entre as partes não passam por um servidor central de alguma instituição ou banco.

Conhecida como blockchain, essa tecnologia P2P (Peer to Peer - "par a par" na tradução para o português) consiste em computadores ligados em rede e compartilhando informações em tempo real.

E é aí que está o “pulo do gato” que garante a segurança das transações: o sistema cria uma cadeia de blocos (daí o nome em Inglês) que registram todas as informações das transações já feitas no mundo por meio dessa tecnologia.

Tudo fica registrado de forma definitiva numa espécie de livro-caixa e é impossível desfazê-las.

Os dados dos usuários ficam protegidos por criptografia, uma mensagem codificada que só é revelada quando encontra o seu destino certo.

E por que a blockchain é segura? Porque todas as operações realizadas dessa forma são auditáveis. Ou seja, podem ser rastreadas e identificadas sempre que necessária, mantendo o sigilo dos dados criptografados.

A tecnologia blockchain foi criada em paralelo com os bitcoins, a moeda eletrônica que vem sendo utilizada desde 2008 nas transações P2P e representam um marco das relações financeiras descentralizadas. Uma tecnologia é dependente da outra.

Para ampliar a rede, todos os computadores ligados pela blockchain ganham bitcoins como recompensa pelas transações que ajudam a realizar.

Entendendo o bitcoin

O bitcoin é o responsável pelo ressurgimento de um sistema bancário livre.

De que forma? Por meio da blockchain, permite que as transações sejam feitas diretamente entre pessoas físicas ou jurídicas, sem que uma entidade administradora interfira no processo.

Assim, inviabiliza qualquer tipo de manipulação ou indução da inflação com a emissão de mais dinheiro como acontece nas relações financeiras convencionais.

Seu valor varia de acordo com os movimentos especulativos de oferta e demanda no mercado de câmbio, sendo definido livremente ao longo do dia.

Semelhante ao ouro, o bitcoin se enquadra em algumas categorias dentro do mercado financeiro: ativo especulativo, dinheiro commodity ou unidade de compra.

Para que serve a blockchain?

Embora tenha sido criada para dar vida ao bitcoin, as criptomoedas não são as únicas a se beneficiarem dessa tecnologia.

Qualquer pessoa que deseje fazer alguma operação bancária internacional pode contar com plataformas online como Remessa Online, Transferwise, Moneygram, entre outras.

Essas empresas se utilizam dos blocos criptografados para agilizarem e baratearem esse tipo de serviço. Tornando-se uma opção interessante para fugir da burocracia e das altas taxas das transações convencionais.

Elas podem, inclusive, suprir a demanda de clientes de bancos digitais, que ainda não utilizam a blockchain.

Os pagamentos e transferências internacionais do Nubank, por exemplo, só podem ser realizados por meio desses aplicativos. A conta corrente do banco ainda é recente e não oferece esse tipo de serviço aos correntistas.

De olho nesse filão, bancos tradicionais como Santander e Itaú já estão utilizando a tecnologia dos blocos criptografados para agilizarem e baratearem as transferências entre bancos situados em outros países.

Blockchain além dos bancos

Embora tenha sido criada para fins financeiros, a agilidade e segurança permitidas pela tecnologia blockchain são bastante úteis para garantir logísticas mais desburocratizadas em diversos setores.

No agropecuário, por exemplo, já vem sendo utilizada para registrar os termos de contrato entre compradores e fornecedores, gerenciar a documentação do comércio, permitir que o agricultor forneça uma garantia, consiga letras de crédito e finalize a transação com pagamento imediato.

Além disso, a tecnologia vem sendo estudada também para agilizar, assim como evitar fraudes e manipulações nos processos eleitorais para governos e instituições.

Há ainda outros usos interessantes dessa ferramenta em áreas que, aparentemente, têm pouca relação com a tecnologia, como o Direito.

A blockchain pode ser aplicada, por exemplo, no registro de provas de autoria, no registro de dados para escritórios e empresas, na autenticação de documentos e nos contratos eletrônicos.


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