Brasil,

TOKIO MARINE SEGURADORA

Fintechzação do Varejo e Agronegócio

Varejo

Esse é o segmento que realmente faz parte do dia a dia de todas as pessoas, principalmente daqueles que moram nos grandes centros. Com a pandemia e o isolamento social, as pessoas passaram a adquirir os produtos necessários para a sua existência via e-commerce, os varejistas online. Entregas no mesmo dia, no dia seguinte e, até mesmo, em poucas horas, trouxe essa experiência para parte do dia a dia das pessoas. Os grandes players acabam inserindo funções adicionais para fazer as pessoas permanecerem usando os serviços deles. São muitas as empresas que fazem isso. O objetivo é fidelizar os clientes para permanecer o mais próximo possível de suas plataformas.

Neste cenário, as fintechs foram as que desenvolveram os pagamentos eletrônicos. A todo momento surgem novas opções de empresas com os mais diferentes formatos, segmentando cada vez mais seu público e levando até essas grandes empresas o melhor formato de pagamento. Eles podem apenas contratar o serviço ou até mesmo comprá-las, como já temos observado no mercado.

Uma prática bem comum é o cashback, uma experiência super positiva, e uma das principais ferramentas de engajamento na internet. Para movimentar essa ferramenta é necessário uma conta digital, passamos a observar mais uma oportunidade de comercialização de serviço e mais uma oportunidade de fidelização dos consumidores finais.

Agro

Nos últimos anos também temos observado uma digitalização do campo. O número de startups no agronegócio cresceu muito, alguns estudos apontam isso (pesquisa Agtech garagem). Boa parte dessas startups que surgiram no agronegócio são ligadas ao crédito agrícola. Inicialmente elas surgiram em trabalhos relativos a monitoramento de safra via satélite, com uma pegada de ajudar o produtor rural a entender onde ele tinha uma falha de plantio, para ele poder corrigir e aumentar a produção. Além de startups que nasceram para emitir títulos agrícolas, desburocratização, digitalização do crédito agrícola, dentre outras.

Em determinado momento, todas essas startups começaram a perceber que elas tinham uma proposta de valor muito grande para o crédito. Seja para analisar o compliance da propriedade, seja para fazer o monitoramento de risco de inadimplemento do financiamento, seja para digitalizar e acelerar o processo de financiamento. E assim, esse setor começa a prestar serviços para empresas que já faziam esse processo de financiamento para o agronegócio (por meio da venda a prazo para insumos, para securitizadoras, bancos, etc).

Como o agronegócio tem uma peculiaridade muito grande, já que é muito diferente conceder financiamento para o agro de fazer um desconto de duplicatas originadas de operações mercantis, por exemplo. Essas startups que já atuavam no campo ou com empresas do agronegócio, começaram a adquirir uma expertise que permitiram que elas, que já atuavam no segmento e já tinham ferramentas para analisar o crédito e até fazer o monitoramento de risco dessa operação, começaram a estruturar os próprios mecanismos e instrumentos financeiros para deixar de ser apenas um prestador de serviços e se tornar um intermediário no financiamento do agronegócio.

Essas startups passaram a usar essa capilaridade que elas já tinham e o conhecimento específico do campo para financiar o produtor rural. Nesse sentido, a gente tem como exemplo a startup Terra Magna, que surgiu como uma prestadora de serviço de monitoramento de safra. Eles identificaram um bom alinhamento com o crédito e passaram a migrar seu negócio para uma fintechzação da sua atividade. Várias outras startups repetem essa mesma história.


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