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Caso Roblox evidencia a necessidade de formar usuários mais conscientes

  • Segunda, 02 Fevereiro 2026 18:58
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Patrícia
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Para especialista, compreender como a tecnologia funciona é tão importante quanto limitar seu uso

A recente decisão do Roblox de restringir o chat entre jogadores reacendeu um debate urgente sobre a segurança de crianças e adolescentes no ambiente online. A plataforma, um dos jogos mais populares entre o público jovem, anunciou que usuários com menos de 13 anos não podem mais enviar ou receber mensagens de pessoas fora da lista de amigos ou de grupos supervisionados.

Esse movimento ocorre em um contexto em que crianças e adolescentes estão imersos no universo digital cada vez mais cedo, o que amplia os desafios relacionados à segurança online. De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, 92% dos jovens de 9 a 17 anos já acessam a internet no país, e 28% tiveram o primeiro contato com a web antes dos seis anos de idade.

A mudança ganhou ainda mais visibilidade após o youtuber Felca liderar um protesto dentro da própria plataforma, chamando atenção para relatos de exposição a conteúdos inadequados, abordagens suspeitas e falhas na moderação. O episódio evidenciou uma realidade que muitos pais ainda subestimam: jogos online também funcionam como redes sociais e envolvem riscos.

A iniciativa do Roblox representa uma tentativa de reduzir a exposição de públicos vulneráveis a interações imprevisíveis. No entanto, a verificação de idade da plataforma segue sendo facilmente burlada. Casos recentes mostraram que crianças conseguiram contornar o sistema com extrema facilidade, inclusive utilizando artifícios simples, como desenhar barba ou bigode no rosto para liberar o acesso ao chat por voz dentro do jogo. A situação expõe fragilidades nos mecanismos automatizados e reforça que a tecnologia, isoladamente, não garante proteção efetiva.

Diante dos acontecimentos, surge um questionamento inevitável: restringir funcionalidades resolve, de fato, o problema da segurança infantil? Ou essas ações apenas atenuam os sintomas, enquanto a falta de preparo das crianças para compreender os riscos dos ambientes online permanece inalterada?

Para Marco Giroto, fundador da SuperGeeks, escola especializada em competências para o futuro, as mudanças adotadas pelo Roblox são necessárias, mas insuficientes. “Limitar chats ou aplicar verificações de idade baseadas em dados autodeclarados ajuda, mas não substitui educação e orientação. Se uma criança consegue alterar a data de nascimento ou enganar sensores básicos, isso mostra que precisamos ensinar não apenas regras, mas como as ferramentas funcionam e como identificar riscos durante o uso”, afirma.

O caso do Roblox reforça que a responsabilidade é compartilhada. Empresas de tecnologia precisam evoluir continuamente seus sistemas de moderação, verificação e segurança, mas isso não elimina a necessidade de acompanhamento ativo por parte de pais e responsáveis. Sem a formação de usuários conscientes, essas soluções acabam atuando de forma paliativa. Crianças e adolescentes seguem vulneráveis enquanto não compreendem como os ambientes digitais operam, quais são seus limites e de que forma podem se proteger.

A educação tecnológica surge como uma aliada essencial para o uso seguro do ambiente online. Ao aprenderem como plataformas e sistemas funcionam, jovens desenvolvem autonomia crítica e passam a lidar de maneira mais consciente com estímulos digitais. “Quanto mais eles entendem como a tecnologia opera, maior é a capacidade de se proteger. Conhecimento técnico se transforma em consciência, e é essa consciência que realmente garante segurança no ambiente digital”, conclui Giroto.

Jogos, redes e plataformas digitais podem, sim, ser espaços de aprendizado, socialização e criatividade, desde que utilizados com responsabilidade, orientação e consciência.

Sobre

A rede de franquias SuperGeeks nasceu com o objetivo de formar não somente consumidores, mas também criadores de tecnologia. Desde 2014, a marca assume uma posição importante ao preparar as novas gerações para os desafios e oportunidades do futuro tecnológico, dedicando-se a ensinar programação, robótica e inteligência artificial, de forma lúdica e criativa, atendendo todas as faixas etárias.


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