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Primeira franquia brasileira a importar robôs humanoides aposta em IA para mapear mercado e reduzir incertezas no comércio exterior

  • Quinta, 19 Março 2026 18:46
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Com uso de dados e automação, Asia Source busca acelerar análises de mercado, apoiar franqueados e aumentar a segurança nas operações de importação

A incorporação de inteligência artificial às rotinas corporativas tem avançado rapidamente nos últimos anos, e começa a redesenhar também a forma como empresas conduzem operações de comércio exterior. Um relatório recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) indica que a adoção dessas tecnologias pode aumentar o valor do comércio global de bens e serviços em quase 40% até 2040, impulsionada principalmente pela capacidade de empresas utilizarem dados para identificar oportunidades, comparar mercados e tomar decisões com maior previsibilidade.

Para Luis Muller, fundador da Asia Source Brasil, primeira franquia de importações do país, o avanço dessas ferramentas tem permitido que empresas operem com maior agilidade em um ambiente que depende fortemente de informação qualificada. “A inteligência artificial entrou principalmente como suporte para análise de dados. Com mais informações organizadas, as redes conseguem executar processos com mais velocidade e tomar decisões de forma mais assertiva”, afirma.

Os impactos desse movimento já aparecem na prática: um levantamento conduzido pela Secretaria da Organização Mundial do Comércio (OMC) em parceria com a Câmara de Comércio Internacional (CCI) mostra que quase 90% das empresas que utilizam inteligência artificial em atividades relacionadas ao comércio relatam benefícios operacionais. Entre os principais ganhos apontados estão aumento de eficiência e produtividade (22%), melhoria na tomada de decisões (14%), ampliação da base exportadora (10%) e expansão do portfólio de produtos negociados internacionalmente (17%).

Na prática, a tecnologia tem sido aplicada em diferentes etapas das operações de importação. Sistemas analíticos, por exemplo, são capazes de cruzar bases de dados internacionais para identificar fabricantes que já exportam para determinados mercados, mapear histórico de vendas, levantar perfis de clientes atendidos e estimar faixas médias de preço de diferentes produtos.

Segundo Luis, esse tipo de recurso ajuda a reduzir um dos principais receios de empresas que iniciam operações internacionais: a confiabilidade dos fornecedores. “Um dos maiores medos de quem começa a importar é comprar de empresas desconhecidas. Quando você consegue reunir informações sobre histórico de exportação, clientes atendidos e posicionamento de preço, a decisão fica muito mais segura”, explica.

Tomando a Asia Source, franquia criada por Muller, como exemplo, as ferramentas tecnológicas são utilizadas desde as primeiras etapas de um projeto de importação. Os sistemas auxiliam na coleta de informações de mercado, no mapeamento de potenciais fabricantes e na análise comparativa de preços internacionais. A empresa também desenvolveu um sistema próprio de pontuação para avaliação de fornecedores. “Criamos um score que pontua os fornecedores com base nas informações que coletamos. Isso permite apresentar ao cliente uma análise mais estruturada e reduzir o risco de trabalhar com empresas pouco confiáveis”, afirma.

Os recursos também são utilizados no relacionamento com clientes e franqueados. Agentes automatizados auxiliam no atendimento inicial, no acompanhamento de processos e no esclarecimento de dúvidas frequentes, direcionando demandas mais específicas para analistas especializados. Ainda assim, Muller destaca que a interação humana continua sendo essencial no comércio exterior. “A tecnologia funciona como suporte. Nas primeiras operações, o empresário ainda precisa conversar com especialistas para entender o processo e ganhar confiança”, observa.

Robôs humanoides no radar de importações

Ao mesmo tempo em que transforma a forma de conduzir negociações internacionais, a inteligência artificial também influencia a própria cadeia produtiva global. O avanço dessas tecnologias tem impulsionado o desenvolvimento de novas soluções automatizadas, entre elas os robôs humanoides, que começam a ganhar aplicações em diferentes setores da economia. De acordo com estimativas da Federação Internacional de Robótica (IFR), o mercado global de robôs deve movimentar cerca de US$ 100 bilhões até 2030, impulsionado pela ampliação do uso desses equipamentos em ambientes industriais, centros logísticos, serviços e atividades operacionais que exigem repetição e precisão.

Os modelos já vêm sendo testados em funções como suporte em linhas de produção, movimentação de cargas em armazéns, atendimento em espaços comerciais e execução de tarefas operacionais em ambientes industriais. A tendência é que a evolução tecnológica e a redução gradual de custos ampliem a presença desses equipamentos em diferentes setores produtivos.

Foi acompanhando esse movimento que a Asia Source Brasil passou a estruturar negociações voltadas à importação desse tipo de tecnologia, tornando-se a primeira franquia brasileira do segmento de comércio exterior a iniciar operações com robôs humanoides.

Para Muller, a presença crescente desses equipamentos nas cadeias produtivas internacionais tende a gerar novas oportunidades de importação nos próximos anos. “Hoje muitos fabricantes e distribuidores passaram a trabalhar com esses produtos para abastecer uma demanda mundial crescente. À medida que a tecnologia avança, ela começa naturalmente a aparecer também nas operações de comércio exterior”, afirma.

Sobre a Asia Source:

A Asia Source é o maior ecossistema de comércio exterior do Brasil. Fundada em 2019, a franquia atua com o objetivo de ser um ponto de convergência entre empresas nacionais e o comércio internacional, oferecendo consultoria e gestão de importação. Com sede na China, a rede já conta com 152 unidades, e atua com segmentos variados, que vão de autopeças a itens para indústrias diversas.

Raio-x:
Investimento inicial: a partir de R$49 mil
Faturamento médio mensal: R$30 mil
Prazo de retorno: 3 a 12 meses


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