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Malware que rouba credenciais bancárias “lacrou” em 2023 e retorna em 2024

  • Segunda, 15 Janeiro 2024 18:13
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Juliana Vercelli
  • SEGS.com.br - Categoria: Info & Ti
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Imagem de Anja por Pixabay

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, publicou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de dezembro de 2023. Os pesquisadores da CPR informaram o retorno do Qbot, quatro meses depois de as autoridades policiais internacionais e dos Estados Unidos terem desmantelado a sua infraestrutura na Operação Duck Hunt em agosto de 2023. Enquanto isso, o downloader de JavaScript FakeUpdates saltou para o primeiro lugar no ranking global do final do ano.

Em dezembro do ano passado, o malware Qbot foi utilizado pelos cibercriminosos como parte de um ataque de phishing de escala limitada dirigido a organizações do setor de hotelaria. Na campanha, os pesquisadores da CPR descobriram que os hackers se fizeram passar pela Receita Federal dos Estados Unidos (o órgão IRS - Internal Revenue Service) e enviaram e-mails maliciosos contendo anexos PDF com URLs incorporadas ligadas a um instalador da Microsoft.

Uma vez ativado, este instalador desencadeava uma versão invisível do Qbot que se aproveitava de uma biblioteca Dynamic Link Library (DLL) incorporada. Anterior a agosto de 2023, o Qbot dominava o índice de ameaças, tanto globalmente como no Brasil, classificando-se como um dos três malwares mais prevalentes durante dez meses consecutivos. Embora não tenha voltado entre os Top 10 Malwares do índice, os próximos meses determinarão se o Qbot recuperará a notoriedade que tinha previamente.

Entretanto, o FakeUpdates continuou a sua ascensão ao topo depois de ter reaparecido no final de 2023, alcançando o primeiro lugar do ranking global com um impacto de 2%. O Nanocore também manteve uma posição entre os cinco primeiros durante seis meses consecutivos, ocupando o terceiro lugar em dezembro; e registraram-se novas entradas dos malwares Ramnit e Glupteba.

"Ver o Qbot de volta ao cenário menos de quatro meses depois de a sua infraestrutura de distribuição ter sido desmantelada é um lembrete de que, embora possamos interromper as campanhas de malware, os cibercriminosos por trás delas se adaptarão às novas tecnologias", alerta Maya Horowitz, vice-presidente de pesquisa da Check Point Software. "É por isso que as organizações são orientadas a adotar uma abordagem preventiva à segurança dos endpoints e a realizar a devida diligência sobre as origens e a intenção de um e-mail", completa Maya.

A equipe da CPR também revelou que "Apache Log4j Remote Code Execution (CVE-2021-44228) e "Web Servers Malicious URL Directory Traversal" foram as vulnerabilidades mais exploradas, afetando 46% das organizações em todo o mundo. A "Injeção de comandos Zyxel ZyWALL (CVE-2023-28771)" veio na sequência com um impacto global de 43%.

Principais famílias de malware

O FakeUpdates e o Formbook foram os malwares mais prevalentes em dezembro de 2023, com um impacto de 2% nas organizações mundiais, seguidos pelo Nanocore, com um impacto global de 1%.

Principais setores atacados no mundo e no Brasil

Em dezembro de 2023, a Educação/Pesquisa continuou a ser o setor mais atacado a nível mundial, seguido das Comunicações e do Governo/Forças Armadas.

1.Educação/Pesquisa
2.Comunicações
3.Governo/Forças Armadas

No Brasil, os três setores no ranking nacional mais visados por ciberataques durante o mês de dezembro foram:

1. Utilities (média de 1.891 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – julho a dezembro 2023)
2. Transportes (média de 1.744 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – julho a dezembro 2023)
3. Governo/Forças Armadas (média de 1.951 ataques semanais por organização nos últimos seis meses – julho a dezembro 2023)

Principais vulnerabilidades exploradas

Em dezembro, "Apache Log4j Remote Code Execution (CVE-2021-44228)" e "Web Servers Malicious URL Directory Traversal" foram as vulnerabilidades mais exploradas, afetando 46% das organizações a nível mundial, seguidas da "Zyxel ZyWALL Command Injection (CVE-2023-28771)" com um impacto global de 43%.

Principais malwares móveis

Em dezembro, o Anubis permaneceu em primeiro lugar como o malware móvel mais difundido, seguido por AhMyth e Hiddad.

Os principais malwares de dezembro no Brasil

Em dezembro, o ranking de ameaças do Brasil contou com o Chaes na liderança do ranking com impacto de cerca de 3%; em segundo lugar, o Fakeupdates cujo impacto foi de 2,76% (pouco a mais que o global de 2,32%); enquanto o Nanocore permaneceu em terceiro lugar com impacto de cerca de 2%.


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