NRA Show apresenta as novas tecnologias para o setor de foodservice
A maior feira de varejo de foodservice do mercado mundial, o NRA Show (National Restaurant Association Show), aconteceu em maio desse ano em Chicago. E, mais uma vez, tive o prazer de acompanhar de perto as novidades do setor, que destaco aqui neste artigo.
Para começar vale contextualizar que os Estados Unidos estão vivendo um sério problema com mão de obra e também de abastecimento. Em alguns restaurantes, é comum você ficar na fila de espera e notar que há diversas mesas desocupadas no salão. Isso por conta da falta de capacidade de atendimento. Na busca para reparar esse gap, estamos vendo entrar em cena a automatização dos serviços com o chamado RAAS (robot as a servisse).
Confesso que me surpreendi com as possibilidades, que vão desde os robôs programados para atuar nos procedimentos básicos da cozinha e máquinas de fazer sushi até o atendimento dos clientes. São robôs que salvam pedidos, carregam pratos, desviam das pessoas... Sabemos que essa é uma realidade ainda muito cara, mas os protótipos estão aí, dando os primeiros passos.
A tecnologia também entra nas despensas dos restaurantes, focando em produtividade e economia. Com a padronização dos processos, fica muito mais fácil atuar na redução do desperdício e conquistar previsibilidade de estoque. Gosto de reforçar que essa antecipação no abastecimento é muito significativa nos tempos atuais em que os preços dos insumos têm oscilado de forma tão impactante.
E os dados, os ativos mais valiosos dos dias de hoje, estão aí para serem explorados a favor do negócio. A partir da coleta e da análise, é possível conhecer a fundo o comportamento de compra e as preferências do consumidor. Assim, dá para personalizar as ofertas e ganhar em aderência.
Outro ponto muito discutido no evento foi sobre os canais de venda online. A pandemia acelerou o delivery e fez com que o hábito de pedir comida em casa se consolidasse. Porém, ficar refém dos grandes entregadores pode ser muito limitador e oneroso. Por isso, vemos um forte movimento do foodservice na busca por canais próprios. São aplicativos exclusivos de cada estabelecimento, vendas por WhatsApp, redes sociais e outros canais.
O consumo está diferente
Cada vez mais vemos as novas gerações pautando o jeito de consumir. Nesse sentido, é preciso ouvir esse público e entregar valor. As pessoas estão realmente preocupadas em comprar de empresas que tangibilizam o discurso da responsabilidade social.
E no foodservice, o cuidado deve ir além dos produtos usados na cozinha. Entram nessa conta a preocupação em evitar o desperdício, o reaproveitamento de insumos, o respeito ao meio ambiente, o descarte de lixo e outras questões socioambientais.
E tem até tecnologia atrelada à forma de consumir. Pensando principalmente nas gerações Alfa e Z, já estão em prática experiências de consumo ligada aos jogos eletrônicos. Pedir algo para comer via plataformas de game já é uma realidade. Um passo para o mergulho no metaverso, que está batendo à porta.
Jornada orquestrada
Reforço aqui mais um papel fundamental da tecnologia pensando no omnichannel. A necessidade agora é integrar os canais de venda de um estabelecimento. Mais do que nunca, a cozinha precisa estar preparada para atender ao mesmo tempo quem está no salão e o pedido que acaba de chegar pelo site, telefone, aplicativo... Tudo precisa ser orquestrado para que o atendimento seja excelente independentemente do canal escolhido.
O desafio é proporcionar a mesma experiência transacional para o mundo físico e a mesma experiência sensorial para o mundo digital.
E em relação às entregas, é válido também criar esse alinhamento, que vai facilitar as rotas e reduzir os custos. Imagine que chega um pedido para entrega via app e outro por WhatsApp, ambos para a mesma região. A ideia é que eles estejam integrados e possam ter suas rotas programadas em conjunto.
Sabor e saúde passaram a andar juntos
Como esperado, o plant based vem ganhando o mundo, não só no mercado voltado para o veganismo, mas também para a saudabilidade. Já há uma quantidade enorme de empresas produtoras de carne, ovos, peixe e outros à base de plantas.
E, cada vez mais, os restaurantes estão entendendo que, independentemente do segmento em que atuam, é fundamental sempre ter no cardápio um prato ou alguns produtos que atendam ao público que prefere esse tipo de alimentação. Ampliar o leque é o caminho para atrair diversos nichos.
O futuro do foodservice é centrado no cliente, amparado em tecnologia, inovação e responsabilidade. Conhecer o seu cliente é fundamental para o sucesso do negócio, mas destaco nessa jornada, a importância do consumidor que recebe o voucher como benefício para sua refeição diária. Esse é um dinheiro carimbado, então temos um comportamento de uso certo, com muita disponibilidade para esses clientes de aderirem ao consumo de alimentos fora do lar.
*Antônio Aguiar (Tombé), Diretor de Estabelecimentos da Sodexo Benefícios e Incentivos
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