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Cinco razões que explicam a aceleração do 5G

Michael Winterson, Managing Director da Equinix Services

Não há como negar que a economia mundial está atualmente em transição, com alguns setores como viagens, varejo e hoteleiro enfrentando pressão significativa em razão das medidas de distanciamento social. Ao mesmo tempo, outros setores como telecomunicações e serviços de cloud estão apresentando uma demanda acelerada para suportar o crescente volume de interações virtuais, trabalho remoto, telemedicina e muito mais. O setor de mobilidade, embora não seja 100% imune a mudanças na economia global, é o principal facilitador para interações como essas.

Como resultado, a pandemia da Covid-19 não deverá ter um impacto significativo na implantação do 5G ao redor do mundo e, de fato, a GSMA projeta que o 5G valerá US$ 2,2 trilhões para a economia global até 2034.

Aqui estão cinco razões pelas quais o 5G avança a toda velocidade:

Não se destina essencialmente aos humanos

Embora os consumidores certamente se beneficiarão do 5G, essa é, na verdade, a primeira geração de comunicações móveis/sem fio construídas para lidar com casos de uso corporativos avançados e comunicação máquina a máquina (M2M). Aplicações de consumo podem tolerar bem latências acima de 20 milissegundos (ms), mas a maioria das aplicações M2M, como internet das coisas (IoT) e aprendizagem de máquina, exigem latência abaixo de 20ms. Espera-se que o 5G supere em muito as redes 4G no processamento de latência sensíveis ao M2M e de casos de uso corporativos como esses com maiores velocidades de downlink (até 20 gigabits por segundo), latência mais baixa (até 1 milissegundo) e maior capacidade (até um milhão de conexões simultâneas por quilômetro quadrado). O 5G acelerará ainda mais os avanços em inteligência artificial (IA), veículos autônomos, IoT industrial, cidades inteligentes, além de revolucionar vários setores, incluindo aeroespacial, manufatura, saúde e transportes.

As aplicações e o conteúdo na far edge estão crescendo

Empresas de conteúdo e de mídia digital como Netflix, Hulu, YouTube e outras devem garantir uma performance ideal em ambas as extremidades da far edge – onde o conteúdo é produzido, distribuído e consumido. No lado da produção, um estúdio de cinema pode filmar direto para o digital ou precisar fazer algum trabalho de geração de imagens pelo computador, ambas tarefas sensíveis à latência com arquivos grandes. A latência também conta na outra ponta, na qual os usuários finais estão assistindo seus programas de TV e filmes, muitas vezes em telefones celulares.

Outras aplicações estão se tornando cada vez mais dinâmicas, complexas e distribuídas, alimentadas por mais fontes de dados e provedores de tecnologia em várias clouds. As altas expectativas dos usuários móveis em relação à capacidade de resposta em tempo real de aplicativos sensíveis à latência, como realidade aumentada/virtual (RA/RV), requerem mais largura de banda, armazenamento e recursos de processamento de dados mais rápidos na edge, mais próximos de fontes de criação e de consumo de dados.

As operadoras móveis/provedores de serviços de rede (NSPs) já estão implantando o 5G

Mesmo que o business case do 5G tenha sido menos atraente, os NSPs estão investindo em uma nova infraestrutura de 5G para substituir a antiga infraestrutura móvel, com torres de celular no fim da vida útil (mais de 10 anos).

A virtualização torna isso ainda mais fácil

As empresas continuam a transferir mais cargas de trabalho dos recursos físicos tradicionais para ambientes virtuais. A tecnologia de virtualização melhora a agilidade da infraestrutura e reduz os custos e não apenas para aplicações ou armazenamento. As redes também estão sendo cada vez mais virtualizadas por meio de redes definidas por software (SDN), virtualização de funções de rede (NFV) e funções de rede virtual (VNF).

Espera-se que a implantação do 5G siga o exemplo à medida que as infraestruturas virtualizadas de 5G são implantadas adjacentes a pontos de interconexão em grandes áreas metropolitanas para fornecer suporte a casos de uso emergentes na edge, como IoT, RA/RV, IA e ML. Como exemplo, a AT&T pretende ter 75% de sua rede virtualizada até o final de 2020 e planeja usar a virtualização para avançar em direção à edge da rede e trabalhar com provedores de cloud, de acordo com um relatório da AvidThink.

Os provedores de serviços na cloud (CSPs) estão investindo mais próximos da far edge

Historicamente, os CSPs têm operado e se interconectado com parceiros no nível do que chamamos de Núcleo Híbrido Regional, mas essa não é uma abordagem adequada para casos de negócios sensíveis à latência. Por exemplo, se um CSP tivesse uma zona de disponibilidade de cloud em Londres, uma empresa com sede em outras áreas da Europa poderia conseguir acessar essa cloud com 10-20 ms de latência, mas isso não é rápido o suficiente para muitas aplicações.

Para atender a essas necessidades, os CSPs estão fazendo parcerias com empresas de telecomunicações para implantar mais capacidade localizada de computação de edge em todo o mundo. Por exemplo, a Amazon fez parceria com a Verizon e outras empresas de telecomunicações para implantar a AWS WaveLength e o Google fez uma parceria com a AT&T para implantar a Google Mobile Edge Cloud. E, além da parceria com a AT&T para implantar o Azure Edge Zones, a Microsoft também adquiriu recentemente duas empresas de telecomunicações. Esses tipos de parcerias estão se proliferando em todo o mundo à medida que os CSPs trabalham com NSPs para abranger a edge.

A interconexão na edge sempre foi essencial para que empresas e parceiros colaborassem e trocassem dados entre si, e com o 5G não é diferente. Se um fabricante de automóveis usa AWS WaveLength com a Verizon e outro usa a Google Mobile Edge Cloud com a At&T para conectar o veículo, os dois fabricantes não serão capazes de falar um com o outro em uma rede de veículos sem interconexão. Soluções de interconexão independentes são fundamentais para o sucesso de iniciativas como essa.


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