Brasil,

O novo consumidor, regulação e parceria com governos deram o tom do maior evento da odontologia suplementar brasileira

Organizado pelo SINOG, entidade que representa os planos odontológicos do País, simpósio contou com players renomados para discutir temas da atualidade

“Cenários propositivos para o segmento odontológico na retomada pós-pandemia” foi o tema central do Pocket SIMPLO, uma versão customizada on-line do Simpósio de Planos Odontológicos, o maior evento do país para o segmento da Odontologia Suplementar, ocorrido no início de dezembro. A cada dia, um painel foi apresentado, tendo importantes convidados em suas áreas de atuação para debater e trazer insights relevantes sobre os temas abordados.

O primeiro painel foi a Democratização do acesso à saúde bucal. Por que tão importante? Caroline Martins, coordenadora-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, e Rodrigo Bacellar, diretor-presidente da Odontoprev, trouxeram dados interessantes sobre os cuidados com a saúde bucal. De acordo com a coordenadora, quando falamos em tratamento odontológico, temos que considerar algo como proteção social. Isso porque, além da questão física, o indivíduo se sente inserido na sociedade e precisa ter um sorriso adequado. Caroline também comentou sobre a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2020, divulgada recentemente, e disse que pouco mudou em relação à última pesquisa sobre a saúde bucal do brasileiro de 2013: apenas 49,4% da população havia consultado um dentista nos últimos 12 meses anteriores à data da entrevista e entre as pessoas de 60 anos ou mais, somente 34,3% tiveram acesso a um tratamento odontológico pela rede pública.

Bacellar lembrou a incongruência de o Brasil ter 19% dos dentistas do mundo e ter uma saúde oral tão precária, mencionando os dados da Pesquisa Nacional de Saúde que apurou que 14 milhões de brasileiros acima de 18 anos perderam todos os dentes. Ele ressaltou ainda que só 13% da população tem plano odontológico (26 milhões de pessoas) e que com ticket médio de apenas R$ 19,46 a contratação de um plano odontológico é sem dúvida a opção mais eficiente para manutenção da saúde de oral de qualidade ao logo da vida. Em sua avaliação, esse cenário é um estímulo para desenvolver uma ação coordenada para mudar este quadro e encerrou sua explanação com a proposta de atuação junto aos jovens, em idade escolar, que somam 43 milhões de brasileiros. “Se atendermos nessa idade, na prevenção, conseguiremos mudar o panorama da saúde bucal do Brasil”, avaliou o executivo.

Essa ideia vai ao encontro com uma das principais bandeiras do novo presidente do Sinog, Roberto Cury: “a combinação do setor público e privado pode ser um caminho adequado para multiplicar a oferta de acesso à saúde bucal da população. Por isso, é tão importante esse tipo de debate. Estamos trabalhando para que se torne realidade”, declarou.

Um novo consumidor para o mercado odontológico?

O segundo painel foi tratado a partir do tema A pandemia mudou o comportamento do mercado. E agora, como trazer, reter e fidelizar os clientes de planos odontológicos?

Marco Antunes, vice-presidente de Operações e TI da SulAmérica trouxe ao público a necessidade das operadoras se adequarem aos canais online de contato com os clientes. Segundo ele, a ampliação da utilização do e-commerce reforça a necessidade das operadoras atuarem nesta modalidade de comercialização de planos odontológicos, com a visão de navegabilidade, comunicação clara para os clientes sobre todos os aspectos da contratação, sempre observando a legislação.

Afeto, empatia e inclusão deram a tônica da apresentação do professor doutor em Comportamento do Consumidor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Top Voice Linkedln 2020, Fábio Mariano Borges. Ele convidou o público para refletir como estamos e como estaremos pós-pandemia e apontou cinco tendências que devem ser observadas:

Digitalização: como uso de inteligência artificial para entender a preferência dos consumidores ou até mesmo construir conteúdo com causa, transcendendo os produtos.
Inclusão: públicos até então com pouca representatividade ganhando destaque.
Indignação: as pessoas estão mais atentas e engajadas para combater ações preconceituosas, discriminatórias ou racistas, muitas vezes, “cancelando-as” e expondo as situações nas redes sociais, cobrando que as marcas e personalidades sejam cidadãs.
Cuidar: esse momento também nos mostrou inúmeros exemplos de solidariedade e de preocupação com o outro, de humanização, de diálogo mais estreito com os consumidores.
Fofura: o uso de emojis e figuras mais lúdicas na comunicação com o cliente, bem como na decoração dos escritórios e em embalagens, que gerem afeto e remeta às memórias. E finalizou com uma questão: “Quais experiências de afeto você oferece aos seus clientes?

Por fim, o terceiro painel trouxe a questão da Regulação no segmento odontológico. O que é preciso para o mercado se desenvolver ainda mais? com a participação do diretor-presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Rogério Scarabel Barbosa e da advogada especializada em saúde suplementar e assessora regulatória do SINOG, Virgínia Rodarte Gontijo Couto. Em sua apresentação, o representante da ANS lembrou da missão da Agência, de controlar, fiscalizar e proteger o consumidor e citou leis como a 13.848 que tornou a análise de análise de impacto uma obrigatoriedade legal e a 13.874 de 2019 que instituiu a declaração de direito da liberdade econômica para contribuir com o setor odontológico.

Vírginia lembrou como os planos odontológicos foram e são importantes para levar a saúde bucal à população, mostrando a importância dos cirurgiões-dentistas estarem no interior do país para que o acesso fosse ampliado, descentralizando e saindo dos grandes centros. Também explicou que as conversas com a ANS para que o segmento conte com uma análise de impacto regulatório diferenciado se iniciaram em 1998 com a lei 9656. “Em 1998 tínhamos pouco mais de 2 milhões de beneficiários e hoje são 26 milhões. Nosso pleito começou pela cobertura básica, passando pelo equilíbrio financeiro e agora nosso foco é voltado para a atenção do serviço prestado. Já avançamos bastante, mas ainda temos muito o que conquistar”, avalia.

Os interessados em assistir aos painéis na íntegra podem acessar o site do Pocket SIMPLO http://sinog.com.br/pocketsimplo/home as palestras ficarão disponíveis até 31 de janeiro de 2021. Posteriormente ficarão no canal do Sinog no Youtube.

Sobre o SINOG

O Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo foi criado em 1996 com o objetivo de atuar como agente de crescimento e aprimoramento das empresas de assistência odontológica, colaborar no desenvolvimento técnico-científico da categoria, definir padrões mínimos de qualidade e de gestão, divulgar e ampliar o conceito de odontologia de grupo como agente facilitador do acesso à assistência de saúde bucal da população e promover a integração das empresas junto à classe odontológica. Atualmente, a entidade reúne empresas de odontologia de grupo em todo o país, responsáveis pelo atendimento a 26 milhões de beneficiários, através de uma estrutura de mais de 313 mil cirurgiões-dentistas.


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