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Enem e Fuvest: o que muda entre os dois maiores vestibulares do país?

  • Quinta, 06 Novembro 2025 18:19
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Bartira Betini
  • SEGS.com.br - Categoria: Educação
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Tamarcus Brown

Por Paulo Rota

A organização nos estudos é, muitas vezes, um dos primeiros grandes desafios que se apresenta na vida de uma pessoa. Mais do que memorizar conteúdos, trata-se de compreender vários aspectos. Em vista disso, é importante saber por qual meio chegar ao Ensino Superior. Entre os caminhos estão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porta de entrada para universidade via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas ProUni e instituições no exterior, e a prova da Fuvest, específica para a Universidade de São Paulo (USP).

Quanto às diferenças, elas se dão em conteúdo, formato, modelagem das questões, objetivos e peso da redação. O Enem é regido pela TRI (Teoria da Resposta ao Item), que atribui valores diferentes às questões conforme a dificuldade. A nota depende do padrão de acertos e erros, desestimulando o chute. Essa metodologia é usada internacionalmente, o que dá validade à prova em países como Canadá e Portugal. Já a Fuvest utiliza a teoria clássica, somando acertos de modo direto.

Na redação, o Enem exige proposta de intervenção social e vale até 1 mil pontos, impactando fortemente a nota. Por sua vez, a Fuvest pede elaboração mais filosófica, científica ou cultural, sem exigir intervenção.

Quanto ao tempo, o Enem exige maior gestão, pois a prova é longa, tem caráter interdisciplinar, transitando entre áreas e focando em análise crítica e problemas cotidianos. A Fuvest demanda menos nesse aspecto, uma vez que é mais clássica e conteudista, exigindo domínio aprofundado, embora venha incorporando interdisciplinaridade.

Em ambos os casos, a preparação precisa ser centrada, e um exemplo disso acontece na Escola Gracinha, que envolve múltiplos recursos e está intrinsecamente relacionado aos desafios do mundo. O currículo é atualizado e foca em questões contemporâneas. Provas de vestibulares são incorporadas ao ensino desde o Ensino Fundamental, e os conteúdos programáticos abordam vestibulares de forma sistemática. Os itinerários formativos nasceram em diálogo com os exames e já formaram a primeira turma em 2024.

Desde a primeira série, no componente Projeto de Vida, os estudantes projetam sonhos pessoais e coletivos, pesquisam áreas de interesse, cursos e universidades, e compreendem o campo profissional. Assim, constroem repertório e trilham escolhas de carreira. O Brasil tem alto índice de mudança de curso no ensino superior, o que reforça a importância desse preparo.

Além disso, utiliza diversos dispositivos para preparar os alunos. Há simulados Geek, online, alternando Enem e Fuvest; simulados CPV, aos sábados, que incluem provas específicas sob demanda; e pequenos simulados por áreas. Os professores têm acesso a um banco de questões e os simulados são parte do processo avaliativo.

No preparo da redação, há parceria com a Redação Online. Os estudantes escrevem, recebem correção rápida e aprimoram técnicas argumentativas. Eletivas semestrais reforçam áreas ligadas a linguagens, ciências da natureza, matemática e humanas, além de escrita argumentativa. O resultado desse trabalho aparece em conquistas, como medalha de ouro na Olimpíada de Filosofia da USP.

A seguir, quatro dicas para fazer bonito em ambas as provas:

- Pratique provas: faça simulados nos formatos do Enem (TRI) e da Fuvest (conteudista e discursiva);

- Organize o tempo: no Enem, adote estratégias de agilidade; na Fuvest, concentre-se no domínio aprofundado das matérias;

- Aprimore a redação: no Enem, inclua proposta de intervenção; na Fuvest, exercite argumentação conceitual, cultural ou científica;

- Amplie o repertório: mantenha-se atualizado em temas sociais e atuais para o Enem e fortaleça referências filosóficas e acadêmicas para a Fuvest.

Mestre em Educação e Tecnologia pelo Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP, com pós-graduação em Administração Escolar e Coordenação Pedagógica pela Universidade Veiga de Almeida. É professor de História na Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP e coordenador geral e pedagógico do Ensino Médio da Escola Nossa Senhora das Graças – Gracinha


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