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Estigma e preconceito: os desafios do TDAH em adultos

  • Quinta, 14 Setembro 2023 18:37
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ricardo Mello
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TDAH em adultos: tratamento do transtorno inclui medicação e psicoterapia - Freepik

Médico explica que tratamento do transtorno inclui medicação e psicoterapia

Assim como acontece com outros problemas de saúde mental, as maiores barreiras que o adulto com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) enfrenta são o preconceito e o estigma. A demora no diagnóstico faz com que, muitas vezes, os sintomas clássicos de desatenção, impulsividade e hiperatividade sejam confundidos com comportamentos inadequados, como preguiça, desinteresse e até mesmo falta de compromisso. “Quando descobri o diagnóstico, muitos aspectos da minha vida passaram a fazer sentido. A dificuldade em lembrar de datas especiais; a eterna corrida contra o tempo para terminar tarefas; a dificuldade de administrar dinheiro e a impulsividade que me provocaram vários problemas de relacionamento, tanto pessoais, quanto no trabalho, tinham uma explicação. Mas, para muita gente que convive comigo, isso é encarado, até hoje, como uma desculpa para os meus erros”, comenta um paciente diagnosticado com o problema aos 45 anos.

O TDAH é um transtorno de neurodesenvolvimento da região frontal do cérebro, que é a responsável pela execução de tarefas, planejamento, organização, além das emoções. Estima-se que entre 5% e 8% da população mundial viva com o transtorno. Entre os adultos, a estimativa da Academia Americana de Psiquiatria é de que 2,5% tenham o transtorno.

O diagnóstico é clínico e o tratamento inclui medicação e psicoterapia. “Não há cura para o TDAH, os casos de remissão são raros e muito provavelmente a pessoa precisará usar medicação por toda a vida, esse é um dos principais estigmas. A boa notícia é que, com o tratamento adequado, a pessoa consegue ter uma vida normal”, afirma o psicanalista, médico pós-graduado em Psiquiatria e membro da Associação Brasileira de Médicos com Expertise em Pós-Graduação (Abramepo), Fernando Negri.

O médico explica que o apoio e participação da família são fundamentais para o sucesso do tratamento. “É preciso fazer o que chamo de psicoeducação da família no início do tratamento, que é mostrar o que realmente significa ter TDAH. Essa informação inicial ajuda a mudar a forma como as pessoas mais próximas enxergam o transtorno. Os pacientes medicados relatam uma grande mudança na vida, como se a medicação removesse os sintomas e os tornassem mais produtivos, concentrados e organizados. Isso melhora as relações familiares, profissionais e até com os amigos”, comenta.

Tratamento concilia medicação e terapia

Ansiedade e depressão

Vencida essa etapa inicial, é preciso definir o tratamento, e isso pode ser uma tarefa delicada, já que, em muitos casos, o TDAH está relacionado a outras condições clínicas, como a ansiedade, a depressão e o transtorno bipolar. “É indispensável um diagnóstico completo da saúde física e mental do paciente porque, muitas vezes, será necessário combinar medicamentos para tratar duas ou mais condições associadas, como ansiedade, depressão e transtorno bipolar, o que torna a tarefa ainda mais desafiadora. Escolher a medicação correta é determinante para o sucesso do tratamento”, explica.

Cuidados coadjuvantes

Assim como a psicoterapia, alguns hábitos podem contribuir para o sucesso do tratamento. A prática de atividade física e a alimentação adequada são indispensáveis para controlar os níveis de ansiedade e, portanto, podem ajudar também no tratamento do TDAH. “Um ambiente organizado e com menos estímulos ajuda na concentração para estudar ou trabalhar. Usar listas de tarefas e lembretes no celular são outras opções que ajudam organizar as tarefas do dia e a não esquecer compromissos e datas especiais. São pequenos ajustes que, combinados com todo o resto, podem surtir efeito”, completa.

Abrangente

Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 2 milhões de brasileiros sofrem os sintomas do TDAH. Essas pessoas têm um nível baixo de dopamina, neurotransmissor que controla habilidades cognitivas da memória, atenção, ansiedade e humor. Ainda segundo a ABDA, as comorbidades associadas, como ansiedade e depressão, atingem 70% das crianças com o transtorno.


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