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Como lidar com os palpites da sogra no pós-parto? Psicóloga explica

  • Terça, 07 Janeiro 2025 18:14
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Tais Gomes
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Crédito: Drazen Zigic

Psicóloga perinatal explica como a rede de apoio pode impactar a saúde mental da mãe e ensina a torná-la um suporte efetivo

A chegada de um bebê transforma a rotina da família, e o papel da sogra nesse momento pode ser de grande ajuda ou uma fonte de estresse. Segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, tudo depende de limites claros, diálogo aberto e respeito às necessidades da mãe e do casal.

“Tem sogras que se tornam um apoio tão importante que muitas mulheres preferem a presença delas até no parto. Por outro lado, há sogras que acabam se tornando um fator de risco para a saúde mental da mãe no pós-parto”, afirma Rafaela.

Rede de apoio: aliada ou desapoio?

A especialista destaca que a rede de apoio é essencial para ajudar a mãe a descansar, se cuidar e lidar com a nova rotina. No entanto, quando as relações não são bem definidas, essa rede pode se tornar uma “rede de desapoio”.

“Palpites constantes, críticas e invasões de privacidade são atitudes que deixam a mulher mais insegura e ansiosa. Isso, somado às demandas do pós-parto, pode ser prejudicial à saúde mental”, explica.

Como transformar a ajuda da sogra em uma aliada no pós-parto?

A especialista traz algumas dicas para evitar conflitos e fazer da presença dela um apoio:

- Estabeleça limites: Deixar claro como e onde a ajuda será bem-vinda evita desgastes. Por exemplo, pedir para trazer uma refeição pode ser muito mais útil do que visitas longas e sem aviso prévio.
- Comunique-se com respeito: Conversas francas e delicadas ajudam a alinhar expectativas e a evitar mal-entendidos.
- Valorize as boas intenções: Muitas sogras querem ajudar, mas nem sempre sabem como. Elas agem com base no que aprenderam no passado. Entender que a intenção é boa facilita o diálogo.
- Delegue tarefas: Permitir que a sogra ajude em tarefas como organizar a casa, preparar refeições ou segurar o bebê pode aliviar a mãe sem interferir nos cuidados principais com o bebê.
- Oriente sobre visitas e horários: Visitas inesperadas ou em momentos inoportunos, como quando o bebê está dormindo, podem atrapalhar o descanso e a rotina da mãe.

Pai é pai, não rede de apoio

Outro ponto importante, segundo Rafaela, é entender o papel do pai no pós-parto.

“O pai não é ajudante, ele é pai. Ele tem as mesmas responsabilidades que a mãe no cuidado com o bebê, como trocar fraldas, dar banho e ajudar no sono. Precisamos falar em paternidade saudável, em que o pai realmente compartilha os cuidados de forma igualitária”.

Quando a rede de apoio vira um problema?

Rafaela explica que a rede de apoio se torna um problema quando invade o espaço da nova família ou desvaloriza as escolhas da mãe. “Frases como ‘você não sabe segurar o bebê’ ou ‘seu leite não sustenta’ minam a confiança da mãe e podem agravar quadros de estresse ou depressão”, diz.

Ela destaca que os psicólogos perinatais têm um papel importante na orientação da rede de apoio. “É preciso educar essa rede para que ela realmente ajude e saiba identificar os sinais de que a mãe pode precisar de ajuda profissional. Um apoio bem estruturado fortalece a mãe e cria um ambiente acolhedor para o bebê”, conclui Rafaela.

Quem é Rafaela Schiavo?

Profª-Dra. Rafaela de Almeida Schiavo é psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil.

Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.


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