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CASA DO FUTURO: cultura do delivery muda concepção de novos prédios residenciais

Grab and go, um espaço que tem sido tendência em projetos de alto padrão, que contão como gôndolas de autoatendimento, que funcionam como um minimercado dentro do condomínio - Divulgação Grab and go, um espaço que tem sido tendência em projetos de alto padrão, que contão como gôndolas de autoatendimento, que funcionam como um minimercado dentro do condomínio - Divulgação

Lockers, drone-pontos e os grab and go são algumas das novas estruturas já projetadas nas áreas de serviços dos modernos edifícios, que estão cada vez mais adaptados ao E-commerce

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o crescimento nas vendas online em 2020 foi de 68% na comparação com 2019. O mesmo estudo revela que 20,2 milhões de consumidores brasileiros realizaram pela primeira vez uma compra pela internet no ano passado e que 150 mil lojas passaram a vender também por meio das plataformas digitais.

A cultura do delivery de tudo, que já estava em ascensão, foi fortemente impulsionada neste mais de um ano de pandemia, e acredite, essa nova forma de se consumir está impactando nos novos prédios residências dos grandes centros urbanos: porque hoje em dia a sua casa também precisa estar pronta para o E-commerce.

Especializada em projetos de prédios de alto padrão, a Norden Arquitetura já antevia, antes mesmo deste momento pandêmico, soluções para esta cultura do delivery de tudo. “O nosso trabalho sempre foi um exercício de prever o futuro. Isso porque um projeto de um prédio residencial, por exemplo, até os trâmites de aprovação, lançamento, venda e construção leva em torno de cinco anos para que a pessoa usufrua deste empreendimento. Portanto, muitas dessas tendências que vemos hoje como lockers, grab and go, drones pontos, garagens com pontos de recarga para carros elétricos e outras já estavam sendo pensadas nos nossos projetos”, explica o arquiteto e urbanista Paulo Renato Alves, sócio-diretor do escritório de arquitetura em Goiânia.

O arquiteto salienta que essas e outras tendências, que de fato foram impulsionadas pela pandemia, já estavam previstas em projetos de 2018 e 2019. “Até há cinco anos mais ou menos fazia-se prédios com o hall social, onde chegavam as visitas, com um espaço gigantesco, com pé direito duplo, e tudo mais. Enquanto o hall ou área de serviço era um corredor muito pequeno. Era o menor espaço possível para não gastar a área nobre, que é a área do térreo. Mas hoje isso mudou e o hall social é um espaço mínimo de transição, onde o visitante irá somente se pronunciar ao porteiro e depois subir. Ao passo que a área de serviço é muito maior e bem seccionada, onde os entregadores e prestadores de serviços terão uma estrutura preparada para a entrega não só de alimentos deliverys mas de qualquer coisa”, afirma Paulo Renato.

Ele cita, por exemplo, a inserção nos projetos dos novos condomínios verticais de espaços reservados para a instalação de lockers inteligentes, que são armários que permitem uma gestão otimizada de entrega e recebimento de encomendas online e de delivery. Através deles, os moradores podem retirar os pedidos no próprio armário, por meio de uma senha recebida via aplicativo.

O arquiteto lembra ainda de outra tendência que se fortaleceu nestes tempos da pandemia, com a necessidade do teletrabalho, mas que já era uma solução pensada pela Norden bem antes, são espaços de meeting e coworking em edifícios residenciais. “O home-office que já vinha numa ascensão antes mesmo dessa mudança de comportamento imposta pela Covid-19, é algo que veio para ficar e os novos empreendimentos precisam estar preparados para isso”, avalia o arquiteto.

Drone-pontos

Paulo Renato fala ainda de tendências nos novos residenciais, que podem parecer coisa de um cenário futurista, mas que, segundo ele, já é realidade em muitos lugares, em Goiânia inclusive. “Já temos inserido em alguns projetos nossos pontos de parada para drones ou drone-pontos. Isso porque já percebemos que temos grandes corporações, como a Amazon, que têm investido em entregas por meio de drones nos Estados Unidos, e você pode ter certeza que essa tendência chegará aqui, muito mais rápido do que se imagina”, destaca o arquiteto, ao revelar que no nobre Setor Marista em Goiânia, projetos de novos prédios já prevêem a instalação de drones-pontos em suas coberturas.

Por causa dessa cultura do delivery de tudo, Paulo Renato estima que hoje em dia nos prédios modernos cerca de 70% do espaço que se tem para o lobby ou do hall principal seja dedicado aos serviços. “Os produtos entregues de forma delivery começaram a chegar bem rápido na casa das pessoas e os modernos prédios estão se adaptando, não só para o delivery de alimentos, mas para receber todo tipo de encomenda. Estão preparados para receber também prestadores de serviços como cabeleireiros e personal trainer, que já têm espaços específicos dentro dos condomínios para atender seus clientes”, explica o arquiteto.

Para Paulo Renato, com a pandemia e as medidas restritivas que levaram ao fechamento de grande parte do comércio, as compras onlines, que antes eram apenas uma opção mais prática, passaram a ser para muita gente, que não pode sair de casa, a única opção possível. “Hoje compra-se tudo pela internet e você não precisa estar em casa ou ter alguém em casa para receber esta encomenda, seja ela uma simples pizza, ou uma geladeira que você comprou de forma online. Por isso os prédios atuais dedicam um espaço bem maior para para receber essas encomendas, diferentemente de antigamente, onde só se tinha um escaninho para receber as correspondências”, lembra o arquiteto e urbanista.

Prestadores de serviço

Paulo Renato lembra que há algum tempo, os prédios eram lançados com espaços dedicados a receber prestadores de serviços no condomínio, como por exemplo, os "espaço mulher" ou "espaço beleza" e até mesmo os pet places dedicados para receber prestadores que dão banho e tosa em cães. O arquiteto explica que muitos edifícios residências foram lançados com essas áreas, mas que a ideia acabou não pegando, mas com a pandemia e essa cultura do delivery de tudo, tal tendência ressurge com força total.

“Esses espaços dedicados a receber prestadores de serviços estavam em muitos lançamentos de 2008, 2009, 2010, mas em 2013, 2014 e 2015, quando estes empreendimentos ficaram prontos, percebeu-se que eles não pegaram tanto, pois havia ainda uma mobilidade muito grande das pessoas, diferente do que se tem hoje. Então se você já estava na rua, ia ao cabeleireiro de sua preferência, ou ia à academia de sua preferência, e já passava na pet shop e pegava seu cão. Porém, esses espaços agora estão sendo ressignificados e ganhando adesão. Você não precisa mais pegar seu carro e enfrentar um trânsito para ir a uma academia, ou ao cabeleireiro ou levar seu cão para um pet shop, pode-se fazer tudo isso dentro do seu condomínio”, diz.

O arquiteto e urbanista diz que os modernos projetos residenciais têm encontrado solução até para uma das tarefas do dia a dia, que ele considera como uma das mais chatas e cansativas: a de ir ao supermercado. “Hoje, além dos aplicativos que fazem as compras de supermercado para você, entregando tudo no seu prédio e deixando armazenado de forma segura nos lockers, temos também os grab and go, um espaço que tem sido planejado em todos os projetos de residências de alto padrão que temos feito. São como gôndolas de autoatendimento, que funcionam como um mini-mercado dentro de seu condomínio. Você escolhe o produto, pega o seu celular e passa o QR code, então já é debitado na taxa de condomínio ou na sua conta no banco”, esclarece.


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