Detran.SP: região de Santos teve queda de 13% no número de acidentes no trânsito
Estatísticas do Infosiga SP apontam redução nas ocorrências que incluem vítimas não fatais no comparativo de janeiro de 2021 com 2022
De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e Detran.SP, a região de Santos teve queda de 13% no número total de acidentes com vítimas, que incluem ocorrências não fatais na comparação entre janeiro de 2021 com 2022, de 724 para 627 ocorrências.
Já nas mortes no trânsito na comparação entre os meses de janeiro de 2021 e 2022 houve um aumento de 15%. Foram apontadas 13 ocorrências fatais no ano passado contra 15 no primeiro mês deste ano.
Houve aumento de 50% nas mortes de pedestres na comparação entre os meses de janeiro de 2021 e 2022. O número de quatro óbitos no trânsito no ano passado subiu para seis neste ano. Em relação às ocorrências fatais com ciclistas, os números se mantiveram estáveis: duas fatalidades no trânsito tanto em janeiro de 2021 quanto em janeiro de 2022. Sobre os acidentes fatais envolvendo motociclistas, foram apontados três casos no primeiro mês do ano de 2021 contra cinco óbitos registrados no mesmo período em 2022 (aumento de 67%). Também foi registrado aumento de 100% nos óbitos de ocupantes de automóveis, de uma ocorrência em janeiro de 2021 para duas no mesmo período deste ano.
Estado
O Estado de São Paulo teve queda de 10% nas mortes no trânsito na comparação entre os meses de janeiro de 2021 e 2022. Foram apontadas 362 ocorrências fatais no ano passado contra 326 no primeiro mês deste ano.
A queda também ocorre no número total de acidentes com vítimas, que incluem ocorrências não fatais, com uma diminuição de 11% na comparação entre janeiro de 2021 com 2022, de 14.276 para 12.677 ocorrências.
Houve diminuição de 21% nas mortes de motociclistas na comparação entre os meses de janeiro de 2021 e 2022. O número de 151 óbitos no trânsito no ano passado caiu para 119 neste ano. Em relação às ocorrências fatais com ciclistas, em janeiro de 2021 foram apontados 26 casos contra 19 óbitos registrados no mesmo período em 2022, queda de 27%. Também foi registrada redução de 3% nos óbitos de pedestres, de 69 ocorrências em janeiro de 2021 para 67 no mesmo período deste ano. Em relação às ocorrências fatais com ocupantes de automóveis, foi registrado pequeno aumento nas fatalidades no trânsito, de 87 em janeiro de 2021 para 88 em janeiro de 2022.
Sobre o programa Respeito à Vida
Programa do Governo do Estado de São Paulo, atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Governo por meio do Detran.SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência.
O Respeito à Vida também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes com vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. O programa mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização.
Diversas medidas têm sido adotadas para reduzir a mortalidade relacionada nas rodovias do Estado de São Paulo. Entre elas, algumas de maior impacto podem ser destacadas.
Velocidade no atendimento
A redução no tempo de atendimento às vítimas de acidentes pode reduzir a mortalidade em até 60%. Em rodovias, esse aspecto é ainda mais relevante, dado os tempos naturalmente dispendidos entre o deslocamento da equipe de resgate até o local do acidente e, em situações mais graves, dali para o hospital mais próximo. Os socorristas chamam esse período crítico de “A Hora de Ouro”, que é absolutamente relevante para as estatísticas de salvamentos de acidentes de trânsito.
Iluminação em trechos urbanos
Estudos indicam forte redução de mortalidade em trechos urbanos de rodovias que foram iluminadas. Um estudo que reuniu resultados de 50 pesquisas referentes ao impacto sobre os acidentes da iluminação em vias previamente não iluminadas concluiu pela de redução de 60% em acidentes fatais nessas áreas.
Cinto de segurança no banco traseiro
Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) em rodovias concedidas indicou, em 2019, que em torno de 10% das pessoas não usam o cinto de segurança nos bancos dianteiros e 30% no banco traseiro. Essa prática é de extrema importância e vem sendo estimulada por meio de campanhas educativas e fiscalização, uma vez que estudos indicam redução de mortalidade em torno de 25% para ocupantes do banco traseiro e 45% para os bancos dianteiros.
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