Reforma tributária já impacta decisões estratégicas das empresas
Mudanças no sistema tributário alteram o planejamento financeiro e influenciam a competitividade das empresas
A reforma tributária já deixou de ser apenas um debate legislativo e passou a influenciar decisões concretas no ambiente empresarial. Mesmo com a implementação gradual das novas regras, empresas de diferentes setores e portes já revisam seus planejamentos financeiros, estruturas operacionais e estratégias de precificação diante das mudanças no sistema de tributos sobre o consumo.
A substituição progressiva de impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por novos tributos altera a lógica de incidência, apuração de créditos e formação de preços. Na prática, isso exige das empresas uma análise mais detalhada de sua cadeia produtiva, dos custos envolvidos em cada etapa do negócio e da forma como produtos e serviços chegam ao consumidor final.
Segundo Sandro Wainstein, advogado especializado em direito empresarial e tributário, o impacto da reforma vai além da carga tributária nominal. “Ela interfere diretamente na forma como as empresas planejam investimentos, avaliam margens e tomam decisões estratégicas”, afirma.
Durante o período de transição, a convivência entre o modelo atual e o novo sistema tende a aumentar a complexidade operacional. Ajustes em sistemas, revisão de contratos, reorganização de processos internos e maior integração entre as áreas jurídica, contábil e financeira passam a ser necessários para reduzir riscos e evitar distorções no caixa.
Além do efeito financeiro imediato, a reforma também traz reflexos relevantes para a competitividade. Empresas que antecipam cenários, simulam impactos e ajustam suas estruturas tendem a ganhar eficiência, enquanto aquelas que postergam esse movimento podem enfrentar perda de margem e desvantagem competitiva.
Para Wainstein, tratar a reforma apenas como um tema contábil é um erro comum. “As decisões tomadas agora terão reflexos nos próximos anos. Por isso, o planejamento precisa ser estratégico e não apenas reativo”, pontua.
Na avaliação do especialista, a reforma tributária cria um novo ambiente de negócios, no qual planejamento, governança e capacidade de adaptação serão fatores determinantes para a sustentabilidade das empresas no médio e longo prazo.
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