PMEs enfrentam fluxo de caixa apertado em cenário de crise e buscam estratégias para evitar falhas
Quase metade das pequenas e médias empresas fecha por descontrole do caixa e 90% enfrenta crises por falta de gestão estruturada, segundo Sebrae e Instituto Locomotiva
Em um cenário de juros altos e crédito caro, a maioria das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras enfrenta dificuldades financeiras e muitas não sobrevivem. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 90% das PMEs lidam com crise por falta de gestão estruturada, incluindo planejamento financeiro e controle de caixa. Dados do Sebrae indicam que 48% delas fecham as portas por descontrole do fluxo de caixa, e quase 30% não chegam aos cinco anos de atividade, em grande parte por falhas na gestão financeira.
Para o especialista Luiz Carlos Lima, fundador da Action Consultoria, “o contexto de juros altos e crédito caro intensifica problemas que já existem na gestão das PMEs. Sem planejamento financeiro estruturado, qualquer desafio externo, como aumento de custos ou dificuldade de acesso a capital, pode se tornar uma ameaça à sobrevivência do negócio”. Ele acrescenta que “empresas que projetam receitas e despesas de forma detalhada conseguem antecipar esses impactos, tomar decisões estratégicas com mais segurança e evitar surpresas que comprometam o caixa”.
Eduardo Lopes Sandre, também da Action Consultoria, ressalta que o cenário atual torna ainda mais urgente organizar as finanças da empresa: “quando recursos pessoais e empresariais se misturam, a empresa perde clareza sobre sua real saúde financeira, dificultando decisões estratégicas e aumentando o risco de endividamento. Manter contas separadas e acompanhar rigorosamente entradas e saídas é essencial para navegar em um momento de crédito caro e incerteza econômica”.
A seguir, os especialistas destacam cinco erros comuns que comprometem o fluxo de caixa das PMEs e mostram como corrigi-los para fortalecer a gestão financeira do negócio:
1. Falta de planejamento financeiro estruturado: muitas PMEs operam sem um planejamento financeiro detalhado, confiando apenas na experiência do dia a dia. Esse comportamento pode levar à subestimação de custos, falta de reservas e dificuldades para honrar compromissos financeiros. Segundo Luiz Carlos Lima, “um planejamento financeiro consistente permite projetar receitas e despesas, antecipar gargalos de caixa e tomar decisões estratégicas com segurança, evitando surpresas desagradáveis".
2. Mistura entre finanças pessoais e empresariais: Eduardo alerta que muitos empreendedores acabam utilizando recursos pessoais para cobrir despesas da empresa ou retirando valores sem planejamento. “Essa prática compromete a visão real do fluxo de caixa e dificulta identificar a verdadeira lucratividade do negócio”, explica. Segundo o especialista, manter contas separadas e controlar rigorosamente entradas e saídas não só ajuda a acompanhar o desempenho financeiro, mas também evita surpresas, permite planejar investimentos e garante uma gestão mais segura e profissional.
3. Inadimplência e gestão de recebíveis precário: o atraso no recebimento de pagamentos é outro fator que impacta o caixa. Sem um acompanhamento adequado, a empresa corre risco de não conseguir arcar com suas próprias obrigações. “Implementar processos de cobrança claros e prazos bem definidos para clientes reduz o risco de inadimplência e melhora a previsibilidade do fluxo de caixa”, explica Luiz.
4. Falta de controle de custos e despesas: empresas que não monitoram detalhadamente seus custos e despesas operacionais acabam tomando decisões com base em informações incompletas, o que pode comprometer o fluxo de caixa. Eduardo destaca: “Mesmo pequenas despesas recorrentes, quando não controladas, podem comprometer significativamente o caixa. Ferramentas de gestão e indicadores financeiros ajudam a identificar desperdícios e otimizar recursos, permitindo decisões mais estratégicas para o crescimento sustentável da empresa.”
5. Endividamento mal planejado: o uso inadequado de crédito é um problema frequente nas PMEs. Muitas vezes, linhas de financiamento são contratadas sem avaliar o impacto no fluxo de caixa ou o custo total da operação, o que pode comprometer a saúde financeira do negócio. Luiz ressalta: “Antes de buscar crédito, é essencial projetar o efeito no caixa, entender juros e prazos, e garantir que o endividamento seja sustentável e alinhado ao crescimento do negócio. Um planejamento cuidadoso evita surpresas e permite que o crédito seja um instrumento de crescimento, e não de risco financeiro.”
Sobre a Action Consultoria
A Action Consultoria é uma empresa especializada em finanças corporativas, fundada por Luiz Carlos Lima e Eduardo Lopes Sandre. Com vasta experiência em gestão financeira, os sócios atuam como consultores e conselheiros em empresas de diferentes setores, ajudando a melhorar a performance e a sustentabilidade dos negócios.
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