Fim do DPVAT deixa lacunas e amplia papel do corretor de seguros
O mercado oferece opções de cobertura, mas a informação ainda é o principal desafio para proteger vítimas.
Mesmo com a extinção do DPVAT em 2024, vítimas de acidentes de trânsito continuam enfrentando dificuldades para obter indenizações e atendimento adequado. Em entrevista ao CQCS, Carlos Valle, presidente do Sincor-PE e vice-presidente da Fenacor, explica quais alternativas de cobertura estão disponíveis no mercado de seguros e como o corretor pode orientar o segurado para evitar lacunas de proteção que deixem o cliente desamparado em caso de sinistro.
De acordo com o executivo, o fim do DPVAT não afetou quem já possui seguro, mas atingiu diretamente pedestres, motociclistas, ciclistas, passageiros e famílias inteiras. Para ele, quem mais sofre no trânsito fica sem proteção. “O DPVAT era o único amparo de quem não tinha escolha. Sem ele, a vítima precisa provar culpa, enfrentar a Justiça ou ficar sem nada. Isso não é economia. É exclusão”, enfatiza.
A principal preocupação, segundo Valle, está na lacuna de proteção deixada para as vítimas de acidentes. “Para quem não precisa de dinheiro, não iria fazer tanta falta, mas a maioria das pessoas são pessoas humildes e esse dinheiro é importantíssimo para que essas pessoas possam custear seus tratamentos, que hoje são muito caros”, afirma.
Nesse cenário, o setor de seguros, em conjunto com os corretores, pode apresentar soluções mais adequadas para garantir segurança financeira e amparo imediato às vítimas de trânsito.
“Seguro de acidentes, de passageiros, existe hoje quem faça seguro para morte, invalidez e despesas médicas, mesmo para motociclistas. Ou seja, independentemente de haver um causador terceiro ou a própria pessoa ter sido única nesse sinistro, não poder comprovar a responsabilidade de outras pessoas, existe quem faça esse tipo de seguro, que é para condutor e passageiro”, explica o executivo.
Segundo Valle, essas modalidades também são indicadas para transporte escolar, motoristas por aplicativo e taxistas. Já o seguro pessoal pode abranger tanto o motorista quanto os passageiros. Para ele, o corretor assume um papel central como difusor desse tipo de informação. “É importante o corretor fazer o cumprimento do seu papel de agente do bem-estar social. E aí serve um alerta, nesta própria matéria, de informar aos corretores o que está acontecendo e a oportunidade que se tem de fazer negócio e proteger as pessoas”, destaca.
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