Tecnologia reduz tempo de espera e custos operacionais em hospitais no Brasil
Soluções contribuem para zerar filas para consultas e diminuir custos com medicamentos
As áreas críticas de hospitais – como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Prontos-Socorros e Enfermarias – concentram cerca de 80% da folha de pagamento médica e estão no centro de uma transformação tecnológica. O levantamento TIC Saúde 2024 – do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) – aponta que 17% dos médicos no Brasil utilizam tecnologias de Inteligência Artificial (IA) generativa em suas rotinas profissionais.
Esse percentual demonstra que há espaço para apostar e potencializar a adoção da tecnologia, a exemplo do que já vem sendo feito com a IA na análise dos resultados de exames realizados em PSs e em outras frentes. “Não se trata de substituição de pessoas e postos de trabalho; pelo contrário, a tecnologia possibilita que os profissionais na linha de cuidados críticos tenham informações em tempo real e muito mais rápidas, o que resulta em decisões mais assertivas e desfechos clínicos positivos”, explica Jair Rodrigues, médico, fundador e CEO da H2 Soluções em Saúde, empresa de gestão hospitalar com ênfase em cuidados críticos.
Na avaliação do executivo, a adoção de tecnologias disruptivas e inteligência de dados está transformando a eficiência operacional em instituições públicas e privadas, em todas as áreas da assistência hospitalar. Cases de hospitais em diferentes estados comprovam os resultados alcançados a partir dos investimentos em novas tecnologias. Uma instituição hospitalar de Minas Gerais ampliou o volume de consultas em diferentes especialidades, um crescimento de mais de 165% nos casos de pacientes com problemas vasculares, num comparativo entre os dois últimos anos.
“Foi possível zerar o tempo de espera que, antes da implementação dessas ferramentas, chegava a 75 dias, no comparativo do mesmo período”, analisa Rodrigues. Ainda segundo dados do mesmo hospital, o volume de pequenas cirurgias cresceu quase 200%, enquanto o aumento na realização de exames de colonoscopia foi de 70% e de endoscopia de mais de 50%.
A análise detalhada desses indicadores mostra que o hospital conseguiu agilizar os atendimentos, ampliar a capacidade de realização de exames, identificando as doenças a serem tratadas e possibilitando a realização das intervenções indicadas aos quadros de saúde das pessoas atendidas. O CEO da H2 ressalta que os efeitos dessa eficiência operacional beneficiam tanto os profissionais como os pacientes, em um círculo virtuoso para todos.
Outro indicador, a redução de transferências para unidades de outras cidades confirma a efetividade dos serviços prestados. O custo mensal caiu quase 60%, evitando a necessidade de remoção (via ambulância) para municípios a 220 km de distância do local de residência dos pacientes, o que demandava uma média de 3 horas de deslocamento.
No estado de São Paulo, os indicadores de uma instituição hospitalar apontam que a implementação de soluções em tecnologia gerou uma economia no volume de medicamentos antimicrobianos. Em apenas 10 meses, foi possível reduzir esses custos em 26%, o que ainda trouxe resultados positivos com a redução das taxas de infecção.
Em um setor em que os recursos e o financiamento são predominantemente limitados, viabilizar cuidados eficientes e viáveis é indispensável para que as futuras gerações tenham acesso a serviços em saúde. “A transformação impulsionada pela tecnologia tem relevância para além das operações dos hospitais em si. Os benefícios gerados para pacientes e profissionais têm impacto direto no ecossistema da saúde, à medida que possibilitam rapidez e qualidade nos atendimentos e nos desfechos clínicos, por meio do uso racional de recursos, o que é de suma importância para a sustentabilidade de toda a cadeia”, destaca Rodrigues.
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