Burnout em mulheres pode gerar sintomas físicos e afetar a qualidade de vida
A tensão acumulada pelo ritmo intenso do dia a dia manifesta-se de forma física e alerta para a necessidade de cuidados
No Mês da Mulher, cresce o alerta para o avanço do burnout feminino e seus impactos na saúde física. A sobrecarga que vai além do ambiente profissional, somando trabalho, casa, filhos e responsabilidades familiares que tem levado muitas mulheres ao esgotamento físico e emocional. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como fenômeno ocupacional, o burnout, entre elas, também tem origem no estresse crônico mantido por longos períodos.
Os reflexos desse cenário aparecem no corpo. Dores persistentes em ombros e pescoço, tensão muscular, enxaquecas frequentes, alterações no sono e sensação contínua de cansaço indicam um organismo submetido a níveis elevados de estresse. A repetição desses sintomas, muitas vezes tratada apenas como desconforto pontual, pode sinalizar um quadro mais profundo de exaustão.
De acordo com o terapeuta corporal Marcio Nagahashi, é comum que mulheres procurem atendimento inicialmente por causa da dor física, sem perceber a ligação com o estresse prolongado.
“O corpo responde à sobrecarga diária com tensão muscular, especialmente em ombros e pescoço. Essa rigidez pode alterar a postura, modificar padrões respiratórios e manter o organismo em estado constante de alerta, favorecendo o surgimento de dores recorrentes, fadiga persistente e outros desconfortos que impactam diretamente a qualidade de vida”, explica.
Para ajudar a minimizar esses sintomas, é possível recorrer a estratégias que aliviam a tensão e promovem bem-estar, mesmo enquanto se lida com o quadro de burnout.
“Práticas como quiropraxia, shiatsu e exercícios terapêuticos podem ajudar a aliviar a tensão muscular, melhorar a postura e reduzir o impacto do estresse no organismo, proporcionando algum alívio físico enquanto se busca acompanhamento profissional e estratégias para recuperar o equilíbrio emocional”.
A atenção aos sinais do corpo e a busca por estratégias de cuidado físico e emocional têm se tornado cada vez mais importantes para prevenir o agravamento do quadro. Reconhecer os limites, criar momentos de pausa e buscar acompanhamento profissional são atitudes fundamentais para preservar a saúde e o bem-estar diante das múltiplas demandas do cotidiano.
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