Estudo da Randstad revela: 95% dos empregadores veem crescimento, mas só metade dos talentos concorda
Workmonitor 2026 revela desalinhamento de expectativas entre empresas e profissionais, avanço da IA no trabalho, fim da carreira linear e papel central dos gestores na estabilidade das equipes
Apesar do otimismo das empresas, o mercado de trabalho vive um momento de forte tensão entre expectativa e realidade. Segundo a nova edição do Workmonitor, estudo global da Randstad, 95% dos empregadores esperam crescimento dos negócios em 2026, mas apenas 51% dos talentos compartilham dessa visão, evidenciando uma lacuna de confiança que pode comprometer o desempenho das organizações.
Para Diogo Forghieri, Diretor de Negócios da Randstad Brasil, o dado evidencia um momento de transição profunda nas relações de trabalho.
“Vivemos uma fase de grandes expectativas por parte das empresas, mas também de cautela por parte dos talentos. O desafio está em alinhar essas visões, criando ambientes mais transparentes, com lideranças mais próximas e caminhos claros de desenvolvimento, capazes de sustentar o crescimento no médio e longo prazo”, afirma.
A pesquisa ouviu 27 mil talentos, 1.225 empregadores em 35 países, além de analisar mais de 3 milhões de anúncios de emprego, e aponta que uma grande adaptação da força de trabalho está em curso. No centro dessa transformação estão a inteligência artificial, novos modelos de carreira e a crescente importância dos gestores diretos para a estabilidade e o engajamento das equipes.
IA avança, mas ainda gera desconfiança entre os talentos
A inteligência artificial já é uma realidade no dia a dia das empresas, mas sua percepção entre os profissionais ainda é desigual. Enquanto os empregadores estimam que até 75% das tarefas serão impactadas pela IA, 27% dos talentos acreditam que ela terá efeito limitado em sua função atual, e 21% não esperam impacto algum.
Além disso, quase metade dos profissionais (47%) teme que os benefícios da IA fiquem concentrados nas empresas e não nas pessoas. Ainda assim, os dados mostram que a tecnologia está ampliando tarefas, e não substituindo empregos. A demanda por profissionais ligados à IA cresce de forma acelerada: as vagas que exigem habilidades de agente de IA aumentaram 1.587%, enquanto a busca por treinadores de IA cresceu 247%. Já a engenharia de prompts desponta como competência transversal, com crescimento de 97% na demanda.
Diante desse cenário, os talentos se movimentam: 65% afirmam que suas empresas poderiam investir mais em capacitação em IA, e 52% já buscam, de forma autônoma, garantir sua empregabilidade no futuro.
A carreira linear perde espaço
O conceito tradicional de carreira também passa por uma ruptura. Apenas 41% dos profissionais ainda desejam seguir uma trajetória linear, enquanto 72% dos empregadores consideram a escada corporativa um modelo ultrapassado. No lugar, ganham força as chamadas carreiras de portfólio, com profissionais combinando funções, projetos e diferentes experiências ao longo do tempo.
Hoje, 40% dos talentos já acumulam uma segunda função, e 36% planejam aumentar sua carga de trabalho como resposta ao custo de vida. Além disso, 38% afirmam querer exceder diferentes tipos de trabalho ao longo da carreira, reforçando a busca por flexibilidade e autonomia.
Embora o salário siga como principal fator de atração (81%), é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional que sustenta a permanência nas empresas: 46% apontam esse fator como decisivo para retenção, frente a 23% que citam o salário.
Gestores ganham protagonismo em um cenário incerto
Em um contexto de instabilidade econômica e transformações aceleradas, a confiança na liderança sênior caiu de 77% para 72%, com impacto ainda maior entre a Geração Z (67%). Em contrapartida, os gestores diretos se consolidam como ponto de apoio para os profissionais: 60% dos talentos afirmam buscar segurança em seus líderes imediatos.
Essa relação se fortaleceu ao longo do último ano: 72% dos profissionais dizem ter um relacionamento forte com seus gestores, ante 64% em 2025. A colaboração entre gerações também se destaca como ativo estratégico: 78% dos talentos afirmam aprender soft skills com colegas mais experientes, enquanto 72% dizem desenvolver habilidades tecnológicas e de IA com profissionais mais jovens.
Encerrando, Diogo Forghieri reforça que a convergência entre tecnologia, pessoas e liderança será decisiva para o futuro do trabalho:
“A inteligência artificial acelera transformações, mas são as relações humanas que sustentam a confiança. As empresas que investirem em lideranças próximas, desenvolvimento contínuo e modelos de carreira mais flexíveis estarão mais preparadas para atravessar esse novo ciclo do mercado de trabalho”.
Baixe e explore o Workmonitor 2026: a grande adaptação da força de trabalho.
Sobre a Randstad
Fundada em 1960, na Holanda, a Randstad é líder em recrutamento e soluções completas de recursos humanos, com presença consolidada em 39 países, onde emprega diariamente mais de 650 mil pessoas. Com quatro especializações, a Randstad atua como parceira dos talentos e atende empresas de todo o mundo em seus desafios de gestão de pessoas e em diferentes áreas de negócios. A companhia também impulsiona a carreira de milhares de profissionais por meio de suas oportunidades de trabalho. No Brasil, desde 2011, conta com mais de 1000 colaboradores, e já contratou mais de 250 mil pessoas em todas as regiões do país.
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