Estresse nas lideranças: 96% dos gestores enfrentam impactos em decisões, engajamento e resultados
A sobrecarga emocional e cognitiva na gestão tem se consolidado como um fator silencioso de impacto direto na performance das equipes, especialmente no início do ano, período marcado por definição de metas, reestruturações e pressão por resultados. Segundo levantamento da Harvard Business Review, 96% das lideranças relatam níveis elevados de estresse relacionados ao excesso de trabalho, e 33% afirmam estar cronicamente esgotados, condição que afeta a qualidade das decisões, o engajamento dos times e os índices de rotatividade nas organizações.
O cenário é reforçado por dados do mercado brasileiro. Pesquisa do LinkedIn indica que 87% dos profissionais no país se sentem sobrecarregados diante das mudanças aceleradas no ambiente de trabalho, colocando o Brasil entre os mercados mais impactados por esse tipo de pressão. Esse contexto amplia os desafios enfrentados por pessoas em cargos de gestão, que passam a operar sob alta demanda emocional, cognitiva e operacional, com reflexos diretos na dinâmica das equipes.
Para Pablo Funchal, CEO da Fluxus Educação Corporativa, especializada no desenvolvimento de lideranças, a sobrecarga na função de gestão impacta diretamente a autonomia e o engajamento das equipes. “Quando a pessoa responsável pelo papel gerencial está sobrecarregada, a equipe sente. A clareza diminui, as decisões se acumulam no topo e o time passa a operar com mais insegurança e dependência, o que compromete a performance no médio e longo prazo”, afirma.
Segundo o especialista, quando as demandas do papel de liderança excedem os recursos disponíveis, há um aumento significativo da tensão psicológica, o que compromete o desempenho no trabalho e deteriora o clima organizacional. Na prática, profissionais tendem a centralizar decisões, comunicar expectativas de forma menos clara e reduzir a frequência e a qualidade dos feedbacks, criando ambientes mais reativos e menos colaborativos.
Nesse contexto, abordagens que integram pensamento sistêmico, segurança psicológica e práticas de gestão consciente ganham relevância nas organizações. Estratégias como alinhamento explícito de expectativas, definição clara de papéis e revisão de prioridades antes da definição de metas contribuem para reduzir a sobrecarga da liderança e criar condições mais sustentáveis de performance.
De acordo com Pablo Funchal, esse movimento é essencial para preservar resultados e pessoas. “Cuidar da estrutura de gestão não é um tema individual, mas organizacional. Quando empresas criam condições para que lideranças decidam com clareza, foco e previsibilidade, a performance deixa de ser reativa e passa a ser sustentável”, conclui.
Sobre a Fluxus Educação Corporativa
A Fluxus é uma empresa de educação corporativa especializada no desenvolvimento de lideranças e responsável por ajudar empresas a instrumentalizar suas equipes e transformar boas intenções em cultura organizacional, com ritmo, clareza e lideranças conscientes. Com foco em liderança, cultura organizacional e inovação, oferece palestras, mentorias e treinamentos para empresas de diversos segmentos.
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