Red flags empresariais: sinais de alerta antes de fechar um negócio
Entenda como identificar riscos ocultos e proteger o investimento a longo prazo
No ambiente corporativo, a empolgação de uma nova oportunidade de negócios pode, por vezes, ofuscar a necessidade de uma avaliação mais criteriosa e profunda. Enquanto planilhas financeiras e projeções de crescimento ocupam o centro das discussões, uma dimensão igualmente importante pode ser deixada de lado: a verificação do background ético e operacional da organização com a qual se pretende estabelecer uma relação.
Essa verificação se torna ainda mais crítica diante da Lei da Empresa Limpa (Lei 12.846/2013), que estabelece a responsabilização da empresa contratante pelos atos irregulares de seus parceiros, ainda que praticados sem seu consentimento. Portanto, negligenciar a due diligence pode comprometer não apenas o retorno financeiro, mas a própria reputação do investidor.
Um dos primeiros passos nesse processo é a consulta à situação cadastral da empresa no CNPJ, que pode ser feita manualmente pelo site da Receita Federal. Seja na homologação de um novo fornecedor, no fechamento de uma parceria B2B ou em uma operação de fusão e aquisição, essa verificação inicial serve como um termômetro de solidez.
No entanto, Augusto Duarte, CEO da BGC Brasil - empresa especializada em verificação para gestão de riscos - alerta que a consulta manual ao CNPJ, embora seja um bom ponto de partida, é insuficiente para uma análise de risco robusta. “O comprovante da Receita oferece uma visão estática e limitada, uma simples fotografia do momento. Ele não revela o histórico da empresa, seus litígios judiciais, a reputação de seus sócios ou sua possível inserção em listas restritivas”. Para o especialista, "a due diligence moderna exige um olhar multidimensional. A regularidade cadastral é a porta de entrada, mas a gestão de risco começa quando cruzamos informações jurídicas, fiscais e reputacionais para construir um perfil completo da organização".
Na prática, essa verificação mais profunda pode revelar riscos críticos. A opacidade no quadro societário surge como um dos primeiros alertas, especialmente quando sócios ou administradores figuram em listas de restrição creditícia ou possuem passivo em processos por crimes contra a ordem tributária ou econômica. Tais indicativos apontam para uma governança potencialmente frágil e operações que podem se aproximar de zonas cinzentas da legalidade.
Da mesma forma, um volume anormal de ações judiciais – sejam trabalhistas ou consumeristas – costuma ser reflexo de uma cultura organizacional conflituosa, práticas comerciais agressivas ou mesmo o desrespeito a direitos básicos. Esses elementos somados a pendências fiscais graves ou à presença recorrente em cadastros restritivos como SPC e Serasa, comprometem a saúde financeira e operacional do negócio.
A esfera reputacional também deve ser analisada. Um histórico consistente de reclamações em órgãos de defesa do consumidor, pode representar falhas na qualidade de produtos ou serviços, além de deficiências na relação com o cliente. De modo análogo, a presença constante na mídia por questões negativas – como investigações, ações regulatórias ou debates públicos sobre suas práticas – mede o clima reputacional que cerca a empresa, influenciando diretamente sua sustentabilidade no longo prazo.
Para navegar por essas camadas de risco de forma eficiente, a prática do background check automatizado ganha destaque. Esta abordagem permite ir além da verificação pontual, automatizando consultas e cruzando dados de múltiplas fontes públicas de maneira ágil e precisa.
“Identificar que um potencial parceiro possui sócios com passivo regulatório conhecido ou que a operação principal da empresa é constantemente alvo de ações judiciais não inviabiliza, necessariamente, o negócio. Contudo, equipa o investidor com o conhecimento necessário para ponderar os riscos reais, estruturar garantias mais sólidas ou, simplesmente, optar por seguir outro caminho com maior segurança", conclui Duarte.
Sobre a BGC Brasil
Fundada em 2017, a BGC Brasil é uma empresa especializada em verificação de antecedentes de pessoas, empresas e ativos para gestão de riscos. Com atuação em todo o território nacional e acesso a mais de 200 fontes de pesquisa nacionais e internacionais, todas em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a empresa realiza mensalmente mais de 500 mil verificações. A BGC Brasil é parceira de grandes marcas, como Hapvida, 99, Pandora e Leroy Merlin, os auxiliando na tomada de decisões mais seguras e assertivas. Em 2025 foi adquirida pela norte-americana HireRight, líder global em verificação de antecedentes.
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