Segurança digital no DNA se torna fator estratégico para empresas
Por Eduardo Lopes
O tempo que separa uma invasão do prejuízo efetivo encolheu drasticamente. Segundo a Mandiant (Google Cloud, 2025), o intervalo médio entre a invasão e a execução de um ataque caiu de oito dias para menos de 24 horas. Isso muda tudo. Enquanto muitas empresas ainda estão detectando o problema, o prejuízo já está consolidado.
Nesse cenário, pensar em segurança apenas como reação não funciona mais. Ter cibersegurança no DNA significa incorporar a proteção como parte natural da rotina corporativa, não como etapa final.
Estamos falando de Security by Design. Ou seja, projetos de tecnologia, novos produtos e até parcerias comerciais precisam nascer com controles de proteção embutidos. Isso reduz falhas, facilita auditorias e diminui custos a longo prazo.
Mas essa transformação só acontece quando a cultura acompanha o discurso. A segurança precisa ser um valor organizacional, disseminado do C-level aos times operacionais. Não se trata apenas de instalar ferramentas ou contratar especialistas, mas de criar consciência coletiva sobre o papel de cada um na proteção da informação.
O Cost of a Data Breach Report da IBM Security traz um dado revelador: 51% das violações envolvem falhas em credenciais e erros de configuração na nuvem. São pontos que poderiam ser mitigados com políticas claras, treinamento recorrente e governança madura. O problema técnico muitas vezes nasce de uma lacuna de gestão.
A segurança da informação só se fortalece quando consegue dialogar com o negócio. Traduzir riscos técnicos em impactos tangíveis (financeiros, reputacionais ou regulatórios) é o caminho para engajar os conselhos de administração e justificar investimentos.
É por isso que o alinhamento entre CISO, CEO e CFO é fundamental: segurança não é custo, é continuidade.
Empresas que desejam estar à frente adotam práticas preventivas: monitoramento constante, automação de resposta a incidentes, revisões periódicas de acessos e autenticação multifatorial. Realizam exercícios de simulação, testam planos de crise e tratam a gestão de identidade como prioridade.
A proposta é evitar ataques, mas também desenvolver resiliência, que é a capacidade de absorver impactos e seguir operando com agilidade. O crime digital é inevitável, mas as consequências não precisam ser.
A verdadeira maturidade em cibersegurança não vem do investimento isolado em tecnologia, mas da soma de cultura, processos e estratégia. Ter segurança no DNA é compreender que proteger o agora é a única forma de garantir o amanhã.
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