Comércio exterior brasileiro movimentou US$ 629,1 bilhões em 2025 (Destaque)
Em dezembro de 2025, o Brasil exportou US$ 31,038 bilhões e importou US$ 21,405 bilhões, registrando um superávit de US$ 9,633 bilhões. Com esse desempenho, a corrente de comércio brasileira atingiu US$ 52,443 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de US$ 68,293 bilhões, o terceiro melhor resultado da série histórica iniciada em 1989. Apesar do montante expressivo, houve queda de 7,9% em relação ao superávit de 2024, quando o saldo foi de US$ 74,177 bilhões. A redução foi provocada pelo avanço das importações, que cresceram em ritmo superior ao das exportações, além da retração nos preços de importantes commodities no mercado internacional.
No acumulado de 2025, o Brasil alcançou recordes históricos tanto em vendas quanto em compras externas. As exportações somaram US$ 348,676 bilhões, uma alta de 3,5%, mesmo diante de desafios como o “tarifaço” imposto pelo governo dos Estados Unidos e a queda nos preços globais de petróleo e minério de ferro. As importações, por sua vez, subiram 6,7%, atingindo US$ 280,382 bilhões. O fluxo total de comércio (corrente de comércio) alcançou a marca inédita de US$ 629,1 bilhões, demonstrando que a economia brasileira ampliou sua inserção internacional apesar das pressões externas.
No ano, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, impulsionadas pelo aumento de 6% em volume, alcançando o montante recorde de US$ 189 bilhões. Nesse setor, destacaram‑se os recordes nas vendas externas de carne bovina (US$ 16,6 bilhões), carne suína (US$ 3,4 bilhões), alumina (US$ 3,4 bilhões), veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões), caminhões (US$ 1,8 bilhão), café torrado (US$ 1,2 bilhão), máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bilhão), máquinas e ferramentas mecânicas (US$ 729 milhões), produtos de perfumaria (US$ 721 milhões), cacau em pó (US$ 598 milhões), instrumentos e aparelhos de medição (US$ 593 milhões) e defensivos agrícolas (US$ 495 milhões).
A indústria extrativa registrou aumento de 8% no volume exportado, com recordes de embarque de minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas). Já os bens agropecuários cresceram 3,4% em volume e 7,1% em valor. O café verde atingiu valor recorde de US$ 14,9 bilhões, enquanto a soja registrou volume recorde de 108 milhões de toneladas, assim como o algodão em bruto, com 3 milhões de toneladas.
Nas importações, os bens de capital tiveram o maior crescimento (+23,7%), seguidos pelos bens intermediários (+5,9%) e pelos bens de consumo (+5,7%). As compras externas de combustíveis, por sua vez, recuaram 8,6%.
Para 2026, o governo projeta que as exportações oscilem entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com esse desempenho, a soma de exportações e importações poderá alcançar o patamar histórico de US$ 670 bilhões.
Aparecido Rocha – insurance reviewer
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