LEGADO QUE SE CONSTRÓI : A Sucessão em Corretoras de Seguros (Destaque)
POR DENIS CROCE
Muitos empreendedores do setor de seguros, à frente de corretoras construídas com dedicação e visão, ainda veem o planejamento sucessório como uma mera formalidade burocrática, um "antecipar do inventário"
Contudo, o verdadeiro valor dessa estratégia reside em um pilar muito mais fundamental: as pessoas e a continuidade do negócio.
O planejamento sucessório, para uma corretora de seguros familiar, transcende a papelada. Ele é a salvaguarda contra a diluição de um esforço de vida em conflitos familiares que podem desestabilizar a operação.
É a garantia de que, na ausência do fundador, a empresa não apenas sobreviva, mas prospere, mantendo seu faturamento, a carteira de clientes em evolução, os empregos seguros e, acima de tudo, as inestimáveis relações familiares preservadas.
Nesse cenário, o papel do advogado estratégico não é o de um mero "vendedor de contratos", mas sim o de um arquiteto da previsibilidade. Ele atua na estruturação de um futuro onde a corretora de seguros, com seu valor intrínseco e sua base de clientes, não se torne refém de disputas internas
É um fato alarmante que muitas empresas familiares, incluindo corretoras de seguros, não sucumbem por falta de lucratividade, mas sim por conflitos sucessórios mal resolvidos.
Por mais incrível que pareça, isso não acontece apenas em novelas, é uma realidade que se manifesta em diversos negócios. A ausência de um plano de sucessão claro e bem comunicado pode, de fato, levar uma disputa familiar ao litígio como destino inevitável, corroendo não apenas o patrimônio, mas o legado construído com tanto esmero.
O ponto de partida para essa estruturação é um diagnóstico aprofundado: um "check-up" que abrange tanto a saúde societária quanto a dinâmica humana da família empresária. Não existem fórmulas prontas, pois cada corretora possui suas particularidades e desafios.
O objetivo primordial é trazer clareza às questões cruciais como:
-O que acontece com a corretora e sua carteira de clientes se nada for feito hoje?
-Quem assumirá a liderança e a gestão operacional da empresa, inclusive como responsável técnico?
-Quem continuará como sócio ativo e quem terá um papel de herdeiro, sem envolvimento direto na gestão?
Quando o empresário do setor de seguros compreende a magnitude do que está em jogo – a perpetuidade de sua corretora, a segurança de seus colaboradores e a harmonia familiar – a decisão de investir em uma reorganização societária ou em um acordo de sócios deixa de ser percebida como um "custo" e se transforma em um investimento estratégico na longevidade de seu sonho e na proteção de seu legado.
O papel do profissional jurídico, nesse contexto, vai além da resolução de contendas, uma vez que se concentra em estabelecer as "regras do jogo" de forma antecipada, minimizando as chances de que conflitos sequer surjam.
A pergunta final é simples e direta: essa abordagem auxilia o empresário a tomar decisões mais assertivas para o futuro de sua corretora?
Se a resposta for afirmativa, o trabalho terá cumprido sua missão ética e estratégica, garantindo que o que se deixa para as próximas gerações seja um legado sólido e próspero, e não uma série de problemas que deverão ser resolvidos pela família.
Contato: Denis Croce -
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