Retrospectiva 2020: Apesar da crise e pandemia, empresas vencem desafios e apontam crescimento expressivo
Telemedicina, sustentabilidade, tecnologia e beleza foram alguns dos setores que se destacaram e apresentaram bons resultados
Para muitos, o ano de 2020 foi um dos mais difíceis de todos os tempos. Ano de pandemia, isolamento social, crise financeira, muitos desafios e adversidades. Desde o começo da pandemia, cerca de 720 mil empresas fecharam as portas, de acordo com a Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas se por um lado, o impacto foi negativo, para outros o ano foi de crescimento.
Entre as soluções que mais foram procuradas estavam as ligadas ao combate à pandemia. E um dos negócios que mais ficou em evidência foi a telemedicina. Após a lei sancionada permitindo o atendimento médico por vídeo chamada, o setor deslanchou. Um dos exemplos é a Iron, criada por brasileiros e com uma forte presença na Europa, onde a prática já era utilizada. O grupo dispõe de um programa que promove hábitos saudáveis e o verdadeiro bem-estar, que se reflete na longevidade e qualidade de vida das pessoas. A empresa iniciou suas atividades no território nacional com atendimentos virtuais particulares e serviço para empresas como CASSI. Desde a sua entrada no Brasil, no mês de Abril, quando a pandemia estava no seu auge, a Iron registrou mais de 490 mil atendimentos e aponta um crescimento de 65%. Segundo a diretoria da marca, esse é um legado do momento que passamos este ano. A empresa acredita que para 2021, os números em atendimentos podem ultrapassar 1,5M. "Estamos em uma contínua e grande expansão no mercado de telemedicina no Brasil, sendo agregados diversos novos serviços e funcionalidades, bem como espera uma legislação atual e possibilitando a inovação no segmento", reflete Jorge Ferro, CEO da Iron.
O E-commerce, um dos setores responsáveis por manter a economia de pé, gerou empregos e não deixou o varejo parar. A Tatix, uma das principais empresas de Full Commerce do país, que ajuda empresas a migrarem seus negócios para o Online, cuidando de toda operação, teve um crescimento superior a 200% no faturamento se compararmos jan-ago de 2019 com o mesmo período em 2020. A mudança, que precisou ser feita de forma rápida, trouxe muitos desafios para empresas que tiveram que adaptar o seu negócio para o digital. No entanto, criar uma loja pode demandar muito tempo e custo, afinal, para que o negócio digital funcione 100% é necessário toda uma infraestrutura para viabilizar a operação e é aí que entra o full commerce. "São muitas etapas para o empresário pensar e dentro de um universo que muitas vezes é novo para ele. O que uma empresa pode levar anos para construir nós normalmente conseguimos fazer em 2 ou 3 meses, e entregar com qualidade. Porque não adianta pensar somente em ter uma loja online, é necessário pensar em toda cadeia para gerar uma boa experiência para o consumidor final", observa Luís Fernando Miller, CEO da Tatix.
Ainda na área de tecnologia, mas atuando na compra e venda de carros, a startup Carupi. Em menos de 1 ano de atuação, a empresa já cresceu 8 vezes desde sua fundação. Mesmo em meio à crise do coronavírus, a expectativa é fechar o ano com R﹩ 160 milhões em valor transacionado na plataforma. A startup oferece uma solução segura que gerencia e desburocratiza todo o processo de venda ou compra tanto para vendedor como comprador desde o começo até o final e de forma totalmente digital, com apenas alguns cliques no aplicativo, sem sair de casa. O processo de ponta a ponta desde o envio de um fotógrafo para fazer imagens profissionais do carro do vendedor até a documentação para a compra efetiva do veículo é 100% gerenciado pela Carupi, que garante melhores preços, além de conveniência. "A nossa solução permite que o vendedor fique satisfeito por ter seu carro vendido rapidamente com segurança e conveniência e que o comprador tenha o carro de interesse entregue na porta de casa com um clique para test-drive grátis e após a compra. Segundo nossos investidores e clientes, é o serviço mais sofisticado de compra e venda de carros que existe", afirma Diego Fischer, CEO da Carupi.
Já o mercado de beleza, habituado ao constante crescimento do setor, viveu um período desafiador em função do fechamento temporário dos salões de beleza em diversos estados do Brasil. Ainda assim, os espaços conseguiram prosperar e chegar ao final de 2020 com saldo positivo. É o caso do Fil Hair & Experience, salão minimalista e com estilo único, comandado pelo hairstylist Felipe Freitas, o top of mind quando se fala de tendência. Após a reabertura, mesmo com a redução da capacidade de atendimento em 50% devido ao decreto municipal em vista da pandemia do coronavírus, o espaço na zona sul do Rio de Janeiro viu crescer o ticket médio em 52% (comparado ao mesmo período de 2019). O feito é resultado da espera pela retomada para os cuidados com a beleza, especialmente aqueles que não eram aconselháveis de fazer no estilo faça você mesmo, como corte e cor, por exemplo. "O aumento do ticket médio, principalmente pela demanda reprimida dos serviços, possibilitou manter em 2020 o mesmo faturamento de 2019. Então fecharemos o ano com saldo positivo, mesmo diante do fechamento por quatro meses. Isto mostra como o setor de beleza supera a crise, sendo essencial por tratar da auto estima das pessoas", aponta Cadu Dutra, sócio do Fil Hair & Experience.
Com os olhos voltados para a questão ambiental e uma vida mais sustentável, com o acréscimo de uma crise financeira, muita gente viu no armário uma forma de rentabilizar peças que estavam paradas no guarda roupa, assim o mercado de roupas de segunda mão teve destaque nesse período. A plataforma Buy My Dress, primeiro e-commerce focada em vestidos second hand do Brasil, apresentou um crescimento de 300% desde a sua criação em Dezembro do ano passado. A marca começou com cerca de 200 peças sociais para eventos, mas com as mudanças comportamentais impostas pela pandemia, a fundadora Carol Esteve percebeu que podia ampliar o leque, passando a incluir peças mais casuais no acervo. Com essa guinada, a Buy My Dress chega ao final do ano com um faturamento de mais de R﹩40.000 e mais de mil vestidos. "Aos poucos, o second hand vai conquistando um espaço importante no mercado. O setor da moda é um dos que mais utilizam recursos naturais e podem dar uma nova chance aquele vestido que está parado no guarda-roupa, conseguimos diminuir muito o impacto no meio ambiente", explica Carol.
Alimentação saudável e medo de sair de casa para ir ao mercado também ajudaram a impulsionar o crescimento de empresas que atuam oferecendo solução. A BeGreen, primeira fazenda urbana da América Latina, apresentou um crescimento de 103% em seu faturamento em 2020, sendo mais de 300% de crescimento nas vendas B2C, diretas para o consumidor final, através da Box BeGreen, venda de entrega de hortaliças direto ao consumidor final. "Ao fazer parte desse ambiente para se aproximar do mercado consumidor, a BeGreen passou a ajudar a introduzir mais verde nas grandes cidades e a promover a conscientização de mais pessoas sobre a importância de inserir práticas sustentáveis para suas vidas, que consequentemente refletem diretamente no meio ambiente", conta Giuliano Bittencourt, CEO da empresa.
Com o isolamento social, a busca por procedimentos estéticos também aumentou. Terceiro no ranking dos mais procurados por homens, o Transplante Capilar ganhou destaque no ano de 2020. Clínica referência na área, a Mais Cabello expandiu sua marca, abrindo novas lojas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. A empresa apresentou um crescimento de 230% com relação ao ano de 2019, fechando este ano com o faturamento de R﹩ 9 milhões. Com a vaidade masculina cada vez mais em destaque, a Mais Cabello encerra 2020 com expectativas altas para o próximo ano. "A nossa previsão é que até o final de 2021, a Mais Cabello abra mais 15 clínicas pelo Brasil", explica Sandra Nobre, sócia da marca.
Devido ao distanciamento social, muitos estabelecimentos tiveram que se reinventar. Um exemplo de sucesso foi a PERSON@LL, franquia digital para profissionais de educação física darem aulas por vídeo. "Eu sempre acreditei que a tecnologia seria uma aliada no setor de saúde e bem-estar, mas não esperava resultados tão promissores. Montamos uma equipe de força-tarefa para conseguir dar conta de tantas clínicas, usuários e microfranqueados interessados em digitalizar seus negócios através do nosso software", explica Helder Montenegro, fundador da marca. Após fechar as portas da sua academia em Fortaleza, com mais de 20 anos de existência, Montenegro acelerou o planejamento de automação e digitalização entre profissionais da área e alunos. Hoje a PERSON@LL soma um total de 160 franqueados e mais de 200 alunos em todo o território nacional. De Agosto até Dezembro o geral de faturamento cresceu 88,39% e em 6 meses de operação foi faturado R﹩ 182.948,35.
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