Planejamento financeiro no Brasil passa a incluir o seguro como item essencial
Com baixa cobertura entre famílias e empresas, especialistas alertam para impactos patrimoniais e sucessórios da falta de proteção
Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o Brasil segue com um dos menores níveis de proteção securitária entre economias de porte semelhante, especialmente no seguro de vida. Mesmo com crescimento consistente do segmento nos últimos anos, a maior parte das famílias e pequenas empresas ainda opera sem qualquer tipo de proteção formal, cenário que amplia riscos financeiros, sucessórios e operacionais em caso de morte, invalidez ou eventos inesperados.
É nesse contexto que o planejamento financeiro começa a mudar de lógica. Para o especialista em proteção patrimonial e familiar Leandro Lago, proprietário do Grupo Futuro, o seguro deixou de ser um produto acessório e passou a cumprir papel estrutural. “Não faz sentido falar em investimento sem antes garantir que a renda, o patrimônio e a família estejam protegidos. Seguro não é luxo, é base”, afirma.
Levantamentos do setor indicam que o seguro de vida individual e coletivo tem registrado expansão acima da média do mercado financeiro, impulsionado pela busca por produtos com cobertura em vida, como invalidez, doenças graves e proteção de renda. Esse movimento reflete uma mudança de percepção após a pandemia, quando a fragilidade financeira de famílias sem proteção ficou mais evidente.
Na prática, porém, erros recorrentes ainda afastam brasileiros da proteção adequada. Entre os principais estão a contratação baseada apenas em preço, a ausência de revisão periódica das apólices e o desconhecimento das coberturas contratadas. “Muita gente acredita que tem seguro, mas na hora do sinistro descobre que a cobertura não atende à sua realidade atual”, diz Lago. “Seguro precisa acompanhar a fase de vida, o crescimento do patrimônio e as responsabilidades familiares.”
A falta de proteção também pesa na sucessão familiar. Segundo especialistas em planejamento patrimonial, a ausência de seguro pode obrigar herdeiros a vender bens, assumir dívidas ou enfrentar longos processos judiciais para manter o padrão financeiro após a perda do provedor. “O seguro de vida é um dos poucos instrumentos que garante liquidez imediata em um momento crítico, sem inventário e sem burocracia”, explica.
No ambiente empresarial, o problema se repete. Pequenas e médias empresas respondem por parcela relevante do emprego formal no país, mas muitas operam sem seguros essenciais, como vida para sócios-chave, responsabilidade civil e proteção patrimonial. “Quando um sócio adoece ou falece sem cobertura, o negócio entra em risco imediato. É um erro estratégico tratar seguro como custo e não como ferramenta de continuidade”, afirma o especialista.
A tendência, segundo o setor, é que o avanço do seguro de vida em vida e das soluções personalizadas acelere nos próximos anos, acompanhando o amadurecimento do debate sobre planejamento financeiro no Brasil. “Proteção não é o fim do planejamento. É o começo”, conclui Lago.
Sobre Leandro Lotto Lago
Leandro Lotto Lago é corretor especialista em proteção de riscos financeiros e seguros, além de proprietário do Grupo Futuro. Engenheiro civil formado pela FEI, possui mais de 25 anos de experiência na área comercial e atua há 13 anos no mercado securitário. Com formação continuada em Programação Neurolinguística (PNL) e inteligência emocional, acumula vivência prática no desenho de estratégias de proteção patrimonial e financeira para pessoas físicas e empresas, com foco em planejamento de longo prazo e tomada de decisão baseada em risco.
Sobre o Grupo Futuro
O Grupo Futuro é uma corretora especializada em seguros e proteção de riscos financeiros, com atuação voltada ao atendimento consultivo e personalizado. A empresa oferece soluções em seguros de vida, planos de saúde empresariais, proteção patrimonial e continuidade de negócios, acompanhando a transformação do mercado e o aumento da demanda por planejamento financeiro estruturado. Em 2024, a corretora encerrou o ano como líder regional da Unimed São José dos Campos e da Hapvida, além de segunda colocada na Santa Casa Saúde da região. Em 2025, voltou a se destacar em campanhas nacionais promovidas por seguradoras como Porto e SulAmérica.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
<::::::::::::::::::::>