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Polipose nasal: o "nariz entupido crônico" que muita gente ignora

  • Sexta, 08 Mai 2026 18:02
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Alessio Venturelli
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Crédito: Pexels

Condição inflamatória pode passar despercebida por anos e comprometer a respiração, o olfato e a qualidade de vida; diagnóstico com otorrino é essencial para o tratamento adequado

Respirar mal pelo nariz de forma constante é algo que muitas pessoas acabam normalizando. Mas o que parece apenas um “nariz entupido crônico” pode, na verdade, ser um sinal de polipose nasal — uma condição inflamatória ainda pouco conhecida, mas relativamente comum.

Caracterizada pelo crescimento de pólipos — pequenas formações benignas na mucosa do nariz e dos seios da face —, a doença pode obstruir as vias aéreas e afetar significativamente a qualidade de vida.

Segundo o médico otorrinolaringologista Dr. Luiz Castanheira, do Hospital Paulista, o problema costuma evoluir de forma silenciosa. “Muitos pacientes passam anos respirando mal, usando descongestionantes por conta própria, sem saber que existe uma causa específica por trás desse sintoma persistente”, explica.

O que é a polipose nasal e por que ela surge

A polipose nasal está geralmente associada a um processo inflamatório crônico da mucosa nasal e dos seios paranasais, estando frequentemente associada a quadros de rinite alérgica, asma e alergias a determinados tipos de medicamentos.

De acordo com o documento europeu European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps (EPOS), referência internacional no tema, a condição afeta cerca de 2% a 4% da população adulta, com maior incidência em pessoas acima dos 40 anos.

“A inflamação contínua faz com que a mucosa do nariz e dos seios da face se degenere, formando estruturas gelatinosas, que acabam ocupando espaço dentro do nariz e dificultando a passagem do ar”, detalha o especialista.

Sintomas vão além do nariz entupido

Embora a obstrução nasal seja o sintoma mais marcante, a polipose pode se manifestar de outras formas — muitas vezes ignoradas no dia a dia. Entre os sinais mais comuns estão:

- Dificuldade persistente para respirar pelo nariz
- Redução ou perda do olfato (anosmia)
- Secreção nasal constante
- Sensação de pressão na face
- Ronco e piora da qualidade do sono

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que condições respiratórias crônicas têm impacto direto na qualidade de vida, afetando sono, concentração e produtividade — um reflexo que também se aplica à polipose nasal quando não tratada adequadamente.

“O prejuízo vai além do desconforto físico. A perda do olfato, por exemplo, pode impactar o paladar e até a segurança do paciente, como na percepção de odores de fumaça ou gás”, alerta o Dr. Castanheira.

Automedicação pode mascarar o problema

Um dos principais desafios no diagnóstico da polipose nasal é o hábito da automedicação, especialmente com descongestionantes nasais. O uso frequente desses produtos pode aliviar temporariamente a obstrução, mas não trata a causa — e, em alguns casos, pode até piorar o quadro ao longo do tempo.

Levantamento do Conselho Federal de Farmácia (CFF) mostra que a automedicação é uma prática comum no Brasil, especialmente em sintomas respiratórios, o que contribui para o atraso no diagnóstico de condições crônicas.

Diagnóstico é simples, mas exige avaliação especializada

O diagnóstico da polipose nasal é feito por meio de avaliação clínica com otorrinolaringologista, podendo incluir exames como a nasofibroscopia — que permite visualizar diretamente o interior das vias nasais — e, em alguns casos, tomografia dos seios da face. “A partir do diagnóstico correto, conseguimos definir o melhor tratamento, que pode variar conforme a gravidade do caso”, explica o médico.

Tratamento: controle da inflamação e, em alguns casos, cirurgia

O tratamento da polipose nasal tem como base o controle da inflamação. Em muitos casos, são indicados corticosteroides tópicos (em spray nasal) ou orais, além do acompanhamento contínuo.

Quando há obstrução significativa ou falha no tratamento clínico, pode ser indicada cirurgia para remoção dos pólipos e desobstrução das vias aéreas.

“O mais importante é entender que existe tratamento e que o paciente não precisa conviver com esse desconforto de forma permanente”, reforça o Dr. Castanheira.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial. Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.


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