Absorvente, coletor ou calcinha menstrual: qual impacta mais na saúde íntima?
Ginecologista explica quais os riscos para a saúde e as formas corretas de utilização
Com tantas opções de absorventes para escolher no mercado, como saber qual é o mais indicado para evitar problemas com a saúde íntima? A verdade é que cada corpo reage de uma forma a certos materiais e independentemente do método, é importante sempre se atentar ao modo e tempo de uso de cada material.
A ginecologista Fernanda Nassar explica que cada mulher tem suas preferências, que geralmente envolvem praticidade, conforto e até mesmo questões financeiras. O absorvente externo, por exemplo, é um dos métodos mais populares por conta da praticidade na utilização e descarte. Ele também é um dos mais acessíveis financeiramente. No entanto, por ficar em contato direto com a região íntima, pode contribuir com o risco de proliferação de bactérias e odor mais intenso, além de ter mais chances de irritação devido a fricção com o material e o perfume que alguns carregam. Com ele, é indicado a troca em, no máximo, quatro horas de uso.
Em relação aos métodos reutilizáveis, as calcinhas absorventes têm ganhado cada vez mais espaço por dar mais conforto e produzir menos lixo. Porém, a ginecologista faz um alerta para a forma correta de utilizar o método. “O principal cuidado está na higienização. Essa peça deve ser lavada logo após o uso, com água corrente fria e sabão neutro, sem uso de amaciantes ou produtos perfumados, e precisa secar completamente antes de ser reutilizada. Quando essa limpeza não é feita de forma adequada, há risco de proliferação de bactérias e fungos, o que pode levar a infecções e irritações.”
Já o coletor menstrual, que também tem ganhado popularidade, é uma ótima alternativa de método pois evita o contato prolongado da pele com a umidade. No entanto, é preciso lavar bem a peça a cada retirada (de preferência, até oito horas após introdução) e fazer a esterilização correta entre os ciclos. Quando esses cuidados não são seguidos, há risco de proliferação de micro-organismos, alteração da flora vaginal e infecções.
Em se tratando de absorventes internos descartáveis, o uso costuma ser priorizado durante a realização de atividades físicas. Porém, se não utilizado da forma correta, pode trazer riscos sérios à saúde.
"O mais grave, embora raro, é a Síndrome do Choque Tóxico, que está associada ao tempo prolongado de permanência do tampão. Além disso, o absorvente interno pode causar ressecamento da mucosa vaginal, principalmente quando a absorção é maior do que o necessário, e também alterar a flora vaginal, favorecendo infecções como a candidíase. Por isso, o uso precisa ser sempre orientado e com trocas regulares de, no máximo, quatro a seis horas”, explica a especialista.
Sobre Fernanda Nassar
Formada em medicina pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS) há 16 anos, a Dra. Fernanda Nassar é ginecologista especialista em cirurgia íntima a laser, e possui outras duas especializações em medicina estética e ortomolecular. Ela é fundadora da La Femme Bem-Estar íntimo da mulher a primeira clínica dedicada exclusivamente a procedimentos íntimos do Brasil. Combinando seus conhecimentos avançados com tecnologia de ponta, oferece tratamentos que promovem a saúde, a qualidade de vida, a autoestima e o bem-estar das mulheres. Inaugurada em 2021, a La Femme é uma referência em estética íntima e atende pacientes em Santos, São Paulo e em todo o Brasil.
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