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Avanços na medicina para a remissão do Lúpus

  • Quarta, 06 Mai 2026 18:04
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Maria Helena Antoniadis
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Clinica EV Citi _ Lúpus - divulgação

Estudos e experiências clínicas mostram impacto direto na qualidade de vida com menos hospitalizações e no futuro, as terapias celulares apontam para uma verdadeira revolução

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) vive hoje uma transformação silenciosa, porém profunda. Durante décadas, o tratamento esteve centrado em corticoides e imunossupressores, eficazes para controlar a inflamação, mas frequentemente associados a efeitos colaterais importantes e impacto negativo na qualidade de vida. Nos últimos anos, no entanto, o Brasil passou a incorporar terapias mais modernas, direcionadas e com melhor perfil de segurança, mudando o paradigma da doença.

Um dos marcos mais relevantes foi a incorporação de imunobiológicos como o anifrolumabe e o belimumabe, agora com cobertura obrigatória na saúde suplementar. “Essas medicações representam uma mudança conceitual importante: em vez de suprimir o sistema imunológico de forma ampla, atuam em vias específicas da doença”, diz o reumatologista Humberto Clemente da FMUSP e integrante da equipe da clínica EV Citi. “O belimumabe reduz a atividade de linfócitos B autorreativos, diminuindo a produção de autoanticorpos e o anifrolumabe bloqueia a via do interferon tipo I, central na fisiopatologia do lúpus”, explica o médico, que está doutorando em Reumatologia, com foco em vacinação contra herpes zoster em pacientes portadores de LES.

Traduzindo, na prática clínica são vários benefícios como a redução da atividade inflamatória sistêmica, menor número de crises (flares), possibilidade de redução progressiva de corticoides e menor dano cumulativo a órgãos como rins, pele e articulações.

Além disso, estudos e experiências mostram impacto direto na qualidade de vida com menos hospitalizações, maior capacidade funcional e melhor reintegração às atividades sociais e profissionais. Ainda segundo o reumatologista, esse avanço também reflete uma tendência global, saindo de terapias “generalistas” para uma medicina mais personalizada e baseada em mecanismos imunológicos específicos.

Para o paciente com lúpus, o ganho vai além do controle laboratorial. A possibilidade de reduzir o uso crônico de corticoides — historicamente associado a osteoporose, diabetes, ganho de peso e infecções — representa uma mudança decisiva no prognóstico a longo prazo.

O futuro: terapias celulares e a possibilidade de cura

A medicina tem avançado a passos largos e as últimas pesquisas entre 2024 e 2026 indicam que o lúpus está entrando em uma era de remissão profunda e prolongada, algo que antes parecia inalcançável.

Se os imunobiológicos representam uma evolução, as terapias celulares apontam para uma verdadeira revolução. Entre elas, destaca-se a terapia CAR-T Cell, já consolidada na oncologia e agora em rápida expansão para doenças autoimunes. “As células T do próprio paciente são geneticamente modificadas em laboratório para reconhecer e eliminar células B autorreativas, responsáveis pela produção de autoanticorpos no lúpus”, diz Humberto Clemente.

O resultado observado em estudos iniciais é impressionante: com a eliminação profunda das células imunes patológicas, há o desaparecimento de autoanticorpos e um ‘reset’ do sistema imunológico”, continua o especialista.

Em estudos conduzidos pelo grupo de Erlangen, na Alemanha, pacientes com lúpus grave e refratário entraram em remissão completa após uma única infusão de CAR-T, sem necessidade de novas medicações.

Ainda há relatos de pacientes acompanhados por vários anos mantendo remissão sustentada sem imunossupressão, sugerindo algo que até pouco tempo parecia inalcançável, ou seja, a possibilidade de cura funcional da doença.

Com todos esses avanços, é possível dizer que o lúpus está entrando em uma nova era. O futuro terapêutico se expande rapidamente, com novas tecnologias e terapias celulares, trazendo uma expectativa inédita de superação definitiva da doença.

Humberto Campos Clemente - é médico integrante da equipe da Clínica EV Citi, é formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, com residência em Reumatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutorando em Reumatologia com foco em vacinação contra herpes zoster em pacientes portadores de Lupus Eritematoso Sistêmico em uso de Hidroxicloroquina em monoterapia. Atuou como preceptor da residência em Reumatologia do HCFMUSP e

Sobre Clínica EV Citi

Fundada em 2008, a clínica nasceu com o propósito de oferecer atendimento especializado a pacientes que necessitam de terapias imunobiológicas e acompanhamento multidisciplinar para doenças imunomediadas. Especializada em áreas como reumatologia, dermatologia, gastroenterologia e neurologia, tornou-se referência no atendimento a pacientes com doenças autoimunes e raras, oferecendo terapias assistidas e acompanhamento clínico de alta complexidade. Além da atuação em suas unidades próprias, está presente em hospitais de referência, ampliando o acesso às terapias infusionais e oferece também vacinas.

A instituição é acreditada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) – Nível 3 (Excelência), o mais alto nível de certificação nacional em qualidade em saúde. E, possui o selo DNA USP, iniciativa da Agência USP de Inovação, que identifica empresas ligadas ao ecossistema de inovação, pesquisa e empreendedorismo da Universidade de São Paulo, reconhecendo organizações que mantêm conexão com pesquisadores, ex-alunos ou iniciativas acadêmicas da USP.

A EV Citi é liderada pela reumatologista Dra. Carla Saad, também técnica responsável pelas imunizações e pelo reumatologista Dr. Júlio Cesar Moraes.

Clínica EVCiti – Grupo CITA
Av. 09 de Julho, 3755 – Jardim Paulista – São Paulo – SP
Telefone: (11) 30512233 / 94191-9911
@clinicaevciti


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