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Mente sã, vida longa: um olhar voltado para a saúde mental dos idosos

  • Segunda, 23 Outubro 2023 18:18
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Comunicação do HEF
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Equipe do Hetrin faz degermação com os novos aparelhos (Foto: IMED)

No Hospital Estadual de Formosa, a humanização é um diferencial no atendimento de idosos em situação de adoecimento mental

Humanização nos cuidados de pessoas idosas e com sua saúde mental

Segundo dados do Ministério da Saúde, a depressão é um problema de saúde mental que afeta milhões de brasileiros. Estima-se que cerca de 5,8% da população brasileira, equivalente a aproximadamente 12 milhões de pessoas, sofrem de depressão. Esse número coloca o Brasil como o país com a maior prevalência de casos na América Latina. Considerando esse importante dado, a humanização é um diferencial no atendimento de idosos em situação de adoecimento mental no Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade do governo de Goiás.

É de extrema importância discutir abertamente sobre saúde mental em todas as faixas etárias, incluindo os idosos, pois a depressão entre pessoas desse grupo é um problema significativo, que merece atenção e ações efetivas. A conscientização, educação e apoio podem ajudar a melhorar a qualidade de vida dos idosos e reduzir o impacto da doença em suas vidas. Além disso, é crucial que familiares, amigos e a comunidade estejam atentos aos sinais de sofrimento mental e ofereçam apoio às pessoas que estão passando por momentos difíceis.

Depressão em idosos

A depressão em idosos é um tema muitas vezes negligenciado, apesar de sua prevalência e impacto significativo na qualidade de vida desses indivíduos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a depressão afeta cerca de 7% da população idosa em todo o mundo. No entanto, esse número pode ser subestimado devido à estigmatização em torno da saúde mental e à falta de diagnóstico adequado.

Vários fatores podem contribuir para o adoecimento mental dos idosos, incluindo o isolamento social, doenças crônicas, perda de entes queridos e mudanças significativas na vida, como a aposentadoria. Além disso, o estigma associado a esse quadro muitas vezes impede que os idosos busquem ajuda.

Nesse grupo, a depressão normalmente está associada a uma série de consequências negativas, incluindo aumento do risco de doenças cardiovasculares, comprometimento cognitivo e até mesmo maior taxa de suicídio. Além disso, afeta a qualidade de vida, tornando as atividades diárias mais desafiadoras e diminuindo a capacidade de desfrutar de momentos simples.

Fachada do Hospital Estadual de Formosa

A importância do atendimento humanizado

Considerando esse cenário, em que a condição de saúde mental afeta não apenas o bem-estar emocional, mas também o físico e social dos idosos, a humanização no atendimento desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida e no tratamento eficaz dessa população vulnerável.

“A transição de uma vida com autonomia para uma vida que depende do cuidado e assistência do outro, naturalmente já traz um desgaste emocional para o idoso. Muitos deles, infelizmente, não têm o cuidado devido. É comum recebermos idosos em condições de vulnerabilidade, carentes de cuidado e atenção, por isso nosso trabalho e dedicação ao paciente se faz tão necessário. Quando chega um profissional e oferece a possibilidade de ouvi-lo e dedicar-lhe um cuidado, nós percebemos imediatamente uma mudança de comportamento”, afirma Hellen Santana, enfermeira do Pronto-Socorro do Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade gerida pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED).

A humanização no atendimento permite a construção de vínculos emocionais positivos, o que pode aumentar a adesão ao tratamento e melhorar os resultados. Segundo Jussara Vieira, enfermeira do Pronto-Socorro do HEF, o principal trabalho, muitas vezes, é acolher o paciente idoso e estabelecer uma conexão com ele.

“Na maioria das vezes, é exatamente isso que ele precisa. Escutar, dar atenção, chamar pelo nome, são coisas simples, mas que fazem diferença para o paciente. Já houve casos em que recebemos pacientes com relato de que não estavam se alimentando e após o atendimento e acolhimento, acabavam cedendo e aceitavam se alimentar. O nosso desafio é esse: manter um olhar humanizado do paciente, enxergando mais do que uma comorbidade, mas vendo a pessoa como um todo”, ressalta a enfermeira.

Lidar com idosos sensibilizados emocionalmente ou que sofrem de depressão envolve uma preparação da equipe, o que inclui estar pronto para acolher de maneira humanizada, a sensibilização para o estigma, o desenvolvimento de habilidades de comunicação empática e a compreensão das particularidades do envelhecimento.

“A equipe do Pronto-Socorro está muito bem orientada e capacitada para fazer esse primeiro acolhimento e identificar essa fragilidade nos idosos. Na sequência, ele é direcionado para o cuidado psicossocial, onde poderá receber o tratamento especializado e a devida assistência. Trabalhamos assim, como uma só equipe, pois nosso objetivo é o bem-estar do paciente”, explica Mayara Rocha, enfermeira coordenadora do Pronto-Socorro.

Em um mundo onde o adoecimento mental em idosos é uma realidade crescente e preocupante, fica ainda mais evidente a importância da conscientização deste problema. Nesse contexto, as equipes de saúde desempenham um papel vital ao adotar abordagens humanizadas para acolher e auxiliar os idosos.

Ao combinar conhecimento técnico com empatia, respeito e compreensão das necessidades individuais, essas equipes não apenas tratam as condições de saúde mental, mas também proporcionam conforto e esperança, permitindo que os idosos enfrentem seus desafios com dignidade e qualidade de vida. A abordagem humanizada, como a praticada no HEF, é um farol de esperança para aqueles que enfrentam o adoecimento mental, iluminando o caminho para uma sociedade mais compreensiva e solidária.


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