SEGS Portal Nacional

Saúde

Hepatites virais: um alerta silencioso para a saúde pública

  • Sexta, 14 Julho 2023 18:44
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Central Press
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
  • Imprimir

Hepatite C é mais severa entre os tipos de vírus da doença e representa quase 40% dos casos registrados no Brasil entre 2000 e 2022 - Créditos: Envato

Diagnóstico é desafio, mas os tratamentos são promissores

O Julho Amarelo reforça as ações de conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das hepatites virais. Essa infecção que acomete o fígado pode causar alterações leves, moderadas ou graves, mas, por não apresentar sintomas, pode tornar o quadro do paciente mais delicado. De acordo com dados da Organização Nacional de Saúde (OMS), mais de 1,4 milhão de mortes por ano são causadas por complicações relacionadas a essa doença, em todo o mundo. No Paraná, a Secretaria Estadual de Saúde destaca que a taxa de mortalidade da hepatite C pode ser comparada aos índices do HIV e da tuberculose.

Para o Gastroenterologista e Hepatologista do Hospital São Marcelino Champagnat e do Hospital Universitário Cajuru Jean Tafarel, a dificuldade no diagnóstico é um dos fatores mais preocupantes. Por isso, é aconselhável que médicos solicitem exames de hepatite B e C pelo menos uma vez na vida. “A região Sul registra mais casos de hepatite C, seguindo a incidência desse tipo no Brasil. Atualmente, todas as pessoas identificadas com a doença são tratadas, independentemente do grau. Isso significa que 100% delas se curam tomando um comprimido por três meses, sem efeitos colaterais”, detalha.

Números alarmantes

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2000 e 2022, foram identificados 750.651 casos de hepatites virais no Brasil - todos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Desses, 298.738 (39,8%) são de hepatite C, 276.646 (36,9%) de hepatite B e 169.094 (22,5%) de hepatite A. Em Curitiba, foram registrados 269 casos em 2022.

Diferentes tipos de hepatites

As hepatites virais se dividem em A, B, C, D e E, com diferentes formas de transmissão. “A hepatite A pode ser transmitida por meio do consumo de água e alimentos contaminados por fezes, condições precárias de saneamento básico e falta de higiene pessoal. A transmissão da hepatite B pode ocorrer em relações sexuais desprotegidas e também no compartilhamento de objetos pessoais como lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos, como agulhas e seringas. Além disso, pode ser transmitida verticalmente, de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. O tipo D está associado à presença do vírus da hepatite B e é transmitida pelo sangue e pela relação sexual”, explica o médico.

A hepatite C é a mais severa entre os tipos de vírus, com grande chance de se tornar crônica. É contraída através do sangue contaminado e seus derivados, compartilhamento de seringas e relações sexuais sem o uso de preservativos.

Já a hepatite E é de curta duração e cura naturalmente. Na maioria dos casos, é uma doença benigna transmitida por via fecal-oral, pelo consumo de água contaminada. “Pode ser grave em gestantes, mas raramente causa infecções crônicas em pessoas com algum tipo de imunodeficiência. Assim como a hepatite A, a hepatite E não tem um tratamento específico. A maioria dos casos é registrada em países asiáticos”, alerta Jean.

Sintomas

Não é comum que as hepatites virais apresentem sintomas. Por isso, a testagem é de extrema importância. Os sintomas são: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras.

Tratamento e prevenção

De acordo com o médico, a melhor forma de tratamento ainda é a prevenção. “Existem vacinas disponíveis no sistema público para as hepatites A e B, que estão incluídas no calendário de imunização da criança. A vacina contra a hepatite A é aplicada em apenas uma dose, aos 15 meses de idade do bebê, e a vacina para hepatite B é administrada em quatro doses: ao nascimento e aos 2, 4 e 6 meses de vida. Para outras faixas etárias, três doses garantem a imunidade, mas o uso de preservativos é essencial. Não há vacina para a hepatite C, mas há tratamento e cura, inclusive com medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde”, finaliza o médico.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+SAUDE ::

Mar 27, 2026 Saúde

Endometriose: Entender a dor é o primeiro passo para o…

Mar 27, 2026 Saúde

Os impactos do excesso de chocolate na pele, na…

Mar 27, 2026 Saúde

Medicina de precisão aumenta pressão por testes capazes…

Mar 26, 2026 Saúde

Medicina do estilo de vida: o que é e por que está…

Mar 26, 2026 Saúde

Chegada do outono alerta para aumento de doenças…

Mar 26, 2026 Saúde

Fome fora de hora e queda de energia? Saiba quando isso…

Mar 25, 2026 Saúde

Câncer de colo do útero está entre os mais incidentes…

Mar 25, 2026 Saúde

Nem todo mundo precisa emagrecer: o risco invisível…

Mar 25, 2026 Saúde

Outono intensifica preocupação com doenças…

Mar 24, 2026 Saúde

Enfrentamento do câncer de mama requer aplicação…

Mar 24, 2026 Saúde

Saúde bucal na infância: 41% das crianças sofrem com…

Mar 24, 2026 Saúde

Tosse persistente: quando é hora de procurar um…

Mar 23, 2026 Saúde

Hipertensão mascarada: quando a pressão parece normal…

Mar 23, 2026 Saúde

Nutrição adequada, atividade física e cuidado integrado…

Mar 23, 2026 Saúde

Tosse por mais de três semanas não é normal e pode…

Mar 20, 2026 Saúde

Nova diretriz internacional faz recomendação contra…

Mais SAUDE>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version