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Sobrepeso pode causar gordura no fígado e levar à necessidade de transplante

  • Segunda, 10 Outubro 2022 17:09
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Cinthia Jardim
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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No Dia Mundial da Obesidade (11/10), é preciso olhar com atenção para o problema bastante comum e que pode trazer diversas complicações à saúde

A esteatose hepática não alcoólica, também conhecida popularmente como gordura no fígado, pode trazer complicações, como a cirrose, e até mesmo causar o comprometimento do órgão - sendo necessário transplante. Apesar da grande maioria dos casos não gerar maiores problemas, é preciso estar sempre atento à saúde para evitar a situação ou revertê-la.

O problema possui como fator de risco a obesidade e dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia apontam que cerca de 30% da população global tenha esteatose hepática. De acordo com o Dr. Ronaldo Andrade, cirurgião especializado em transplante de órgãos abdominais, o excesso de peso contribui para maiores chances de gordura no fígado. "O problema passa a acontecer quando as células de gordura começam a crescer e aparecem em locais onde não deveriam estar, como é o caso do fígado", explica.

Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2022, pesquisa realizada pela Federação Mundial da Obesidade, é estimado que quase 30% dos adultos sejam obesos em 2030. Além disso, os dados mostram ainda que o aumento anual dos casos será de 2%, enquanto a obesidade infantil deve crescer 3,8% ao ano.

Sintomas

Nos estágios iniciais de esteatose hepática, o paciente pode ser assintomático. Contudo, a partir da evolução da doença e comprometimento do órgão, é possível que os sintomas passem a aparecer. Os mais comuns são:

Perda de apetite
Inchaço na barriga
Dor abdominal (principalmente na região superior direita)
Dor de cabeça
Coceira
Pele e olhos amarelados
Fezes esbranquiçadas
Fadiga

Graus de gordura no fígado

De acordo com o cirurgião, a gordura no fígado pode ser classificada em três estágios. "Quando menos de 33% das células do fígado estão afetadas, chamamos de grau 1. No caso de 33% a 66%, podemos classificar como grau 2. Por fim, se mais de 66% das células foram atingidas, a doença é de grau 3", comenta.

O diagnóstico é comumente realizado através da ultrassonografia abdominal, mas a tomografia computadorizada, biópsia de fígado ou ressonância magnética também são formas de identificar esteatose hepática. Nos exames laboratoriais, as taxas de TGO, TGP e bilirrubinas podem ser complementares para avaliar o funcionamento do fígado.

Tratamento

Nas fases iniciais, a gordura no fígado pode ter seu tratamento através de hábitos de vida mais saudáveis, como mudanças alimentares, prática regular de atividades físicas e estar atento à hipertensão, colesterol alto e diabetes.

Vale lembrar ainda que a prescrição de medicamentos também pode ser recomendada pelo médico. Contudo, nos casos avançados de esteatose hepática, dependendo da lesão, pode ser necessário a realização de transplante hepático.

"Prevenir é sempre melhor do que remediar, por isso, invista em uma dieta nutricional adequada, tenha acompanhamento médico de forma periódica e pratique atividades físicas regularmente para o equilíbrio do corpo. Apesar da obesidade ser um dos principais fatores de risco, é possível reverter a situação através dos cuidados necessários. Por isso, caso algo fora do comum seja percebido, procure um especialista imediatamente para o diagnóstico e tratamento precoce", finaliza.
Sobre o Dr. Ronaldo Andrade

Dr. Ronaldo Andrade é Cirurgião Geral e Videolaparoscópico especializado em Cirurgia do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares. É membro da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), da International Hepato-Pancreato-Biliary Association (IHBPA) e do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD)

Fez treinamento – fellowship program – no Departamento de Cirurgia Geral, Visceral e de Transplantes, na Universität Tübingen, na Alemanha, Fellow em Transplantes de Fígado e Multivisceral, na University of Nebraska Medical Center, nos Estados Unidos, Fellow em Transplantes de Fígado, Rim e Pâncreas na Oslo universitetssykehus, na Noruega e Transplante de Fígado Intervivos no Chang Gung Memorial Hospital, em Taiwan. Além disso, fez sua capacitação em Cirurgia Robótica – da Vinci Robotic System Training as a Console Surgeon – na da Vinci Training Center, Colômbia.


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