SEGS Portal Nacional

Saúde

Agosto Dourado: apoio das empresas e famílias é fundamental para garantir tempo correto de amamentação, diz especialista

  • Sexta, 26 Agosto 2022 12:44
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Lícia Maria Assunção Martins
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
  • Imprimir

De acordo com a pediatra do Hospital IGESP, a volta ao trabalho é um dos fatores que influenciam negativamente nos índices de aleitamento no Brasil

Criado com o objetivo de melhorar os índices e conscientizar as pessoas sobre a importância da amamentação no país, o Agosto Dourado marca o início da Campanha Nacional de Amamentação, do Ministério da Saúde, que em 2022 tem como tema “Apoiar a amamentação é cuidar do futuro”. Como curiosidade, a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno.

Autoridades em saúde recomendam manter o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais, oferecendo só leite do peito até o sexto mês. As metas da OMS sobre a questão para 2030 são altas: garantir a 70% dos bebês amamentação na primeira hora de vida; a 70% nos primeiros seis meses, de forma exclusiva; a 80% no primeiro ano; e a 60% aos dois anos de vida.

Infelizmente, o Brasil ainda está distante de atingir esses números, já que registra atualmente apenas 62,4% de amamentação na primeira hora de vida; 45,8% de aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses; 52,1% aos 12 meses; e 35,5% aos 24 meses de vida.

Entre as causas apontadas para tal desempenho, está a falta de uma rede apoio à amamentação, como explica a pediatra e neonatologista, Patricia Terrivel, coordenadora do serviço de pediatria do Hospital IGESP. “Infelizmente a taxa de aleitamento materno no Brasil é muito baixa. Em média, são 50 dias de amamentação exclusiva, e a OMS recomenda 6 meses. Existe pouco apoio à amamentação, além do que, a mulher às vezes passa por intercorrências, e nem todas possuem acesso a profissionais capacitados, como pediatras pró-amamentação e consultoras de amamentação, ou mesmo o apoio familiar”, esclarece a médica.

Outra questão apontada pela especialista é o fato de que a mãe precisa voltar ao mercado de trabalho. “As mulheres precisam voltar a trabalhar, mas nem todas as empresas dão esse apoio para a lactante. No Brasil, a licença é de 4 meses na iniciativa privada, algumas empresas são “Amiga da Criança” e concedem 6 meses, mas não são todos os casos. Como fazer se a amamentação deve ser cumprida nesse período?”, questiona ela.

Os benefícios da amamentação para as crianças incluem desde a diminuição dos riscos de infecções respiratórias e intestinais, de obesidade e de distúrbios psiquiátricos, até o aumento do QI. “E para a mãe, assim que o aleitamento inicia, acontece a diminuição das chances de sangramento uterino, de depressão pós-parto e, a longo prazo, ela conta com a diminuição do risco de desenvolver câncer de útero, ovário e mama”, informa a pediatra do Hospital IGESP.

Bancos de Leite

Algumas mulheres produzem um volume de leite maior do que a necessidade do bebê quando estão amamentando, o que possibilita que se tornem doadoras de um banco de leite humano. De acordo com a legislação RDC Nº 171, além de apresentar excesso de leite, a doadora deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente a um banco de leite humano.

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) foi estabelecida em 1998 e hoje está em mais de 200 locais do país, com a missão de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, coletar e distribuir leite humano com qualidade certificada e contribuir para a diminuição da mortalidade infantil.

Em 2001, a OMS reconheceu a rBLH-BR como uma das ações que mais contribuíram para redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 70,5%.

A doação de leite humano passa pelo processo de coleta, processamento e distribuição do leite humano para bebês prematuros internados de baixo peso (menos de 2,5 kg) e com patologias, principalmente do trato gastrointestinal, e que não podem ser alimentados diretamente pelas próprias mães.

Sobre o Hospital IGESP

Fundado em 1956, o Hospital IGESP é um hospital geral de máxima eficiência e perfil cirúrgico, conceito atestado em sua competente equipe de profissionais da saúde, mobilizada para cuidar dos pacientes de forma global. O corpo clínico é composto por especialistas renomados que estão em constante processo de atualização e aprimoramento de novas técnicas que visam garantir a eficiência da assistência e o bem-estar dos pacientes. 


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+SAUDE ::

Mar 30, 2026 Saúde

Exposição constante à própria imagem aumenta procura…

Mar 30, 2026 Saúde

Ginecomastia não é gordura: a confusão que atrasa o…

Mar 30, 2026 Saúde

Terrorismo nutricional serve banquete de desinformação…

Mar 27, 2026 Saúde

Endometriose: Entender a dor é o primeiro passo para o…

Mar 27, 2026 Saúde

Os impactos do excesso de chocolate na pele, na…

Mar 27, 2026 Saúde

Medicina de precisão aumenta pressão por testes capazes…

Mar 26, 2026 Saúde

Medicina do estilo de vida: o que é e por que está…

Mar 26, 2026 Saúde

Chegada do outono alerta para aumento de doenças…

Mar 26, 2026 Saúde

Fome fora de hora e queda de energia? Saiba quando isso…

Mar 25, 2026 Saúde

Câncer de colo do útero está entre os mais incidentes…

Mar 25, 2026 Saúde

Nem todo mundo precisa emagrecer: o risco invisível…

Mar 25, 2026 Saúde

Outono intensifica preocupação com doenças…

Mar 24, 2026 Saúde

Enfrentamento do câncer de mama requer aplicação…

Mar 24, 2026 Saúde

Saúde bucal na infância: 41% das crianças sofrem com…

Mar 24, 2026 Saúde

Tosse persistente: quando é hora de procurar um…

Mar 23, 2026 Saúde

Hipertensão mascarada: quando a pressão parece normal…

Mais SAUDE>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version