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Vitiligo: entenda a doença que atinge mais de 1 milhão de brasileiros

  • Segunda, 22 Agosto 2022 10:38
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Máquina CWe
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Especialista da Rede de Hospitais São Camilo de SP dá dicas sobre cuidados e formas para tratar a doença

O vitiligo é uma doença que tem como característica a perda da cor da pele. Considerada uma desordem de pigmentação, o corpo passa a apresentar manchas com acromias, que são popularmente conhecidas como áreas completamente brancas.

Conforme dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença atinge cerca de 1% a 2% da população mundial. Já no Brasil, estima-se que 0,5% dos brasileiros sofram com o quadro, totalizando mais de 1 milhão de pessoas.

“Não sabemos até hoje todos os fatores que estão envolvidos no surgimento do vitiligo. Até o momento, sabemos apenas que é uma doença autoimune, ou seja, em que os linfócitos, que são células de defesas do organismo, reagem contra outras células do nosso corpo. No caso do vitiligo, as células-alvo são os melanócitos, que produzem melanina e dão cor à nossa pele”, explica Dr. Bruno de Castro, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP.

As áreas mais comuns em que o vitiligo aparece são ao redor dos olhos, do nariz e da boca. As regiões genitais e áreas de extremidades, como mãos e pés, também são frequentemente acometidas. Apesar disso, a doença não fica concentrada apenas nestes locais, podendo atingir qualquer parte do corpo.

As lesões não se manifestam desde o nascimento, ou seja, não se nasce com vitiligo. O comum é que as manchas passem a aparecer em outras fases da vida. “É muito raro vitiligo congênito. Existem fatores genéticos, então, quando há alguém na família com o quadro, há risco de o paciente desenvolver quando adulto, por exemplo”, afirma Dr. Bruno.

Diagnóstico

Para o reconhecimento da doença, é necessária uma avaliação médica. “O diagnóstico é clínico. Isso significa que não é necessário nenhum exame para realizá-lo. O dermatologista analisa o paciente e, de acordo com as características, é possível identificar o vitiligo. Em alguns casos, se utiliza a lâmpada de Wood, com luz azul, que deixa as lesões mais evidentes e raramente é preciso biopsia”, ressalta o médico.

Por ser uma doença autoimune, o dermatologista destaca que outras doenças do grupo também podem estar associadas à saúde do paciente. Por isso, além do cuidado com o quadro, é necessário investigar enfermidades como hipotireoidismo, tireoidite de hashimoto, doenças da adrenal e diabetes mellitus tipo 1, entre outras.

Tratamento

Para amenizar o vitiligo, é preciso tratamento. Mas a forma de cuidar do quadro vai depender do grau da doença.

“Se for uma doença localizada, que é a maior parte dos casos, trata-se com cremes de corticoides e com imunomoduladores. Quando a doença é generalizada, pode-se fazer fototerapia, conhecida também como banho de luz. Se for uma doença que está evoluindo muito rápido, utiliza-se corticoides orais. Atualmente, existe um medicamento novo nos Estados Unidos. Esse creme reduz a inflamação e volta a pigmentar a pele”, reitera Dr. Bruno.

A recente aprovação do creme Opzelura (ruxolitinib) é a grande novidade no tratamento da doença. Liberado pela agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), a sua utilização torna possível tratar o vitiligo em pacientes adultos e pediátricos de 12 anos ou mais.

Cuidados

Um dos cuidados necessários é o uso diário de protetor solar. Como nas lesões não há melanina, isso impacta em menos proteção contra radiação ultravioleta.

“Os pacientes com vitiligo devem evitar traumatizar a pele, porque existe o Fenômeno de Koebner, ou seja, quando você tem um traumatismo na pele pode surgir lesões de vitiligo no local. Imagine um paciente com o quadro, que tem em seu braço uma queimadura ou um corte, naquele local pode sim surgir uma lesão de vitiligo. Então o ideal é evitar traumatismo”, finaliza o profissional.

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo

Especializada na assistência em saúde baseada em valor, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo conta com 5 unidades, que prestam atendimentos em mais de 60 especialidades, cirurgias de alta complexidade e transplantes de medula óssea. São 3 unidades de hospital geral, 1 especializada em oncologia e 1 em reabilitação e cuidados paliativos. A Rede conta também com um Núcleo de Pesquisa Clínica que é referência no país, sendo considerado Top Recruitment - o maior recrutador de pacientes com mais de 40 estudos patrocinados na área de Oncologia.

Os hospitais privados da Rede subsidiam as atividades de cerca de 40 unidades administradas pela Sociedade Beneficente São Camilo e que atendem pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) em 15 Estados brasileiros.

No Brasil desde 1922, a Sociedade Beneficente São Camilo, que pertence à Ordem dos Ministros dos Enfermos, foi fundada por Camilo de Lellis e conta, ainda, com 25 centros de educação, dois colégios e dois centros universitários.


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