SEGS Portal Nacional

Saúde

Ansiedade, depressão, distúrbios alimentares: entenda os prejuízos do excesso de telas em crianças e adultos

  • Quarta, 06 Julho 2022 18:46
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Humberta Carvalho
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
  • Imprimir

Exposição excessiva a computadores, celulares e tablets tem afetado o desenvolvimento emocional, social e profissional

Qualquer coisa na vida das pessoas que seja utilizada em exagero não é recomendada por especialistas de diversas áreas. O recomendado para uma vida saudável é o equilíbrio em todas as atividades, seja na alimentação, nos exercícios físicos, vida familiar e nas relações sociais não seria diferente. O excesso de telas na vida das pessoas é um dos desequilíbrios identificados nos dias atuais. Ele tem afetado o desenvolvimento emocional, social e profissional.

Conforme a pesquisa Vigitel Brasil, publicada em abril de 2022 pelo Ministério da Saúde, 66% da população adulta passa, no mínimo, três horas do tempo livre por dia em frente à televisão, computador, celular ou tablets. Já os jovens que têm entre 18 e 24 anos são os que passam mais tempo em frente às telas, totalizando um percentual de 86% nessa faixa etária.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo recomendado em frente à tela é de no máximo uma hora para crianças pequenas. Mas sabemos que esse tempo é facilmente ultrapassado. Para a Psicologia, o uso excessivo de telas antes da pandemia já era uma preocupação e isso se intensificou durante o período pandêmico porque está sendo algo cada vez mais precoce.

A pandemia trouxe a necessidade da participação de crianças em aulas virtuais, o que já aumentou a exposição às telas. Outro fator contribuinte para essa condição foi o isolamento social que pedia que as pessoas evitassem contato presencial e aumentassem o on-line.

A psicóloga e instrutora do Senac Goiás, Cléia Carolina Queiroz de Souza, explica que vários estudos já comprovaram o quanto isso tem prejudicado a vida social e a saúde mental das crianças e adultos. “O isolamento social fez com que todas as nossas atividades migrassem para o mundo virtual, as aulas online, o home office, o que fez com que perdêssemos os limites diante das telas. O prejuízo dessa exposição tem afetado as várias fases da vida, com aumento da ansiedade, depressão e transtornos alimentares”, ressaltou.

Prejuízos

Para a psicóloga, a maior preocupação para os profissionais da saúde mental é com a infância e a adolescência. “Nessa faixa etária, eles não conseguem sozinhos diferenciar o mundo real do mundo virtual, o que acaba dificultando a sociabilização, aumentando a ansiedade, criando dificuldades de aprendizado, aumentando o isolamento e muito outros problemas”, acrescentou.

Ela também explicou sobre os resultados dessa exposição na vida adulta. “Nessa fase, a manifestação acontece com muitos fatores como a irritabilidade, insônia, aumento de peso, o que vai afetando as relações interpessoais e, com o tempo, pode levar a uma depressão severa”, alertou.

Rotina

Segundo a psicóloga, é preciso estabelecer uma rotina, para dar segurança às crianças, estimular o convívio social com amigos, família, comunidade, igreja, entre outros, além estimular a prática de esportes. “Quando organizamos o ambiente, a ansiedade dessa fase diminui”, pontuou.

A profissional ainda deu dicas sobre como os adultos podem organizar uma rotina. “É preciso estabelecer os pilares da saúde mental a serem cuidados, praticar atividades física e determinar de limites do uso das telas, evitando o excesso do uso do celular e das redes sociais”, reiterou.

A recomendação da instrutora do Senac, Cleia Carolina, é a procura de ajuda profissional em casos que a pessoa não consiga se organizar sozinha. “Em muitas situações, é importante buscar um profissional para orientar o desenvolvimento de uma rotina, a criação de limites e melhores resultados para enxergar a situação da maneira adequada e estabelecer mudanças no pensamento e nas atitudes”, concluiu.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+SAUDE ::

Mar 30, 2026 Saúde

Exposição constante à própria imagem aumenta procura…

Mar 30, 2026 Saúde

Ginecomastia não é gordura: a confusão que atrasa o…

Mar 30, 2026 Saúde

Terrorismo nutricional serve banquete de desinformação…

Mar 27, 2026 Saúde

Endometriose: Entender a dor é o primeiro passo para o…

Mar 27, 2026 Saúde

Os impactos do excesso de chocolate na pele, na…

Mar 27, 2026 Saúde

Medicina de precisão aumenta pressão por testes capazes…

Mar 26, 2026 Saúde

Medicina do estilo de vida: o que é e por que está…

Mar 26, 2026 Saúde

Chegada do outono alerta para aumento de doenças…

Mar 26, 2026 Saúde

Fome fora de hora e queda de energia? Saiba quando isso…

Mar 25, 2026 Saúde

Câncer de colo do útero está entre os mais incidentes…

Mar 25, 2026 Saúde

Nem todo mundo precisa emagrecer: o risco invisível…

Mar 25, 2026 Saúde

Outono intensifica preocupação com doenças…

Mar 24, 2026 Saúde

Enfrentamento do câncer de mama requer aplicação…

Mar 24, 2026 Saúde

Saúde bucal na infância: 41% das crianças sofrem com…

Mar 24, 2026 Saúde

Tosse persistente: quando é hora de procurar um…

Mar 23, 2026 Saúde

Hipertensão mascarada: quando a pressão parece normal…

Mais SAUDE>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version