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Março Azul Marinho: Seis fatos importantes que você deve saber sobre câncer colorretal

  • Quinta, 17 Março 2022 09:59
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Raquel Mattos
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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No mês de conscientização e prevenção deste tipo de câncer, oncologista responde dúvidas a respeito da doença que ocupa a segunda posição no ranking dos tumores malignos mais frequentes no Brasil

O câncer colorretal compreende todos os tumores que acometem o intestino grosso e o reto. Atualmente, ocupa a segunda posição entre os tumores mais frequentes nos homens e também nas mulheres no Brasil. É também, a terceira causa de morte no país! São aproximadamente 40 mil casos por ano, com uma estimativa de aumento significativo até 2030, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Diante da sua importância, no mês de conscientização sobre a doença, o oncologista David Pinheiro Cunha, sócio do Grupo SOnHe – Oncologia e Hematologia, responde seis perguntas importantes sobre esse tipo de câncer que todos devem saber. Confira:

1) É possível reduzir o risco de desenvolver o câncer colorretal?

A predisposição genética individual para se desenvolver um câncer ainda não pode ser modificada, porém a minoria dos cânceres tem origem hereditária. Sabemos que evitar a exposição aos fatores risco pode reduzir de forma significativa as chances de ter um câncer de intestino. Por isso, é importante um estilo de vida saudável, com atividade física regulares, manter o peso adequado, realizar dieta rica em fibras, evitar o tabagismo, etilismo, o excesso de carne vermelha e embutidos.

2) A idade avançada é o principal fator de risco para o câncer colorretal?

A maioria dos tumores de intestino ocorre após os 50 anos. Outros fatores de risco importantes são a história familiar de câncer colorretal, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de carne vermelha (acima de 500 gramas por semana) ou alimentos processados, dieta pobre em frutas ou fibras. Outras condições como a pólipos e adenomatosa familiar, câncer hereditário sem pólipos e, doença de Crohn e retocolite ulcerativa, também aumentam de forma expressiva o risco.

3) Na fase inicial, o câncer colorretal é uma doença silenciosa, não causa sintomas. Como diagnosticar cedo?

Na fase inicial o câncer de intestino pode ser assintomático. Com o aumento do tamanho da lesão os sintomas podem se desenvolver. As principais queixas são: alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor ou desconforto abdominal, fraqueza ou anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma das fezes, massa abdominal ou sangue nas fezes. É importante salientar que muitas vezes esses sintomas também estão relacionados a doenças benignas, por isso a importância de sempre passar por uma avaliação médica.

4) A colonoscopia pode prevenir o câncer colorretal?

O câncer de cólon na maioria das vezes tem origem a partir de um pólipo no intestino. Essas lesões são inicialmente benignas, mas podem sofrer atipias durantes os anos e desenvolver o câncer. Durante o exame de colonoscopia pode ser realizada a retirada dos pólipos ainda nos estágios iniciais, evitando a formação do câncer. No Brasil,esse exame é recomendado para homens e mulheres entre 50 a 74 anos. Em casos de história familiar para câncer de intestino, o exame deve ser realizado 10 anos antes da idade que o familiar apresentou o diagnóstico.

5) A maioria dos casos é curada com o tratamento?

Quando o diagnóstico é realizado em fases iniciais a chance de cura é acima de 80%. Por isso a importância de realizar o exame de rastreamento como a colonoscopia e sempre investigar precocemente os sintomas relacionados à alteração do hábito intestinal ou sangramento. O tratamento depende de diversos fatores como localização tumor, tamanho e se ocorreu a disseminação para outros órgãos (metástase). Na doença localizada, a cirurgia é o tratamento, podendo ser associada a quimioterapia no pós-operatório. Já na presença de metástase, o tratamento geralmente se inicia com quimioterapia associada a anticorpos.

6) O fígado é o local mais frequente de metástase?

Metástase é quando o câncer dissemina do local de origem para outros órgãos. Quando isso ocorre as chances de cura reduzem de forma significativa. O principal local de metástase do câncer de intestino é o fígado, seguido pelo pulmão. Nestes casos, os tratamentos mais empregados são as quimioterapias, associadas ou não aos anticorpos monoclonais. Recentemente foi aprovado no Brasil o uso da imunoterapia para pacientes com metástase com deficiência em genes relacionados ao reparo do DNA, com excelentes resultados!

* David Pinheiro Cunha é graduado em medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas). Fez residência em Clínica Médica pela PUC Campinas. Possui residência em Oncologia Clínica pela Unicamp, e título de especialista em Oncologia Clínica pela Associação Médica Brasileira – AMB/SBOC. É membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO). David é sócio do Grupo SOnHe –Oncologia e Hematologia, e atua na oncologia do Instituto do Radium, do Hospital Santa Teresa, do Hospital Madre Theodora e na Santa Casa de Valinhos.

Sobre o Grupo SOnHe

O Grupo SOnHe - Oncologia e Hematologia é formado por oncologistas e hematologistas que fazem atendimento oncológico alinhado às recentes descobertas da ciência, com tratamento integral, humanizado e multidisciplinar no Hospital Santa Tereza, Radium Instituto de Oncologia e Madre Theodora, três importantes centros de tratamento de câncer em Campinas, e na Santa Casa de Valinhos. O Grupo oferece excelência no cuidado oncológico e na produção de conhecimento de forma ética, científica e humanitária, por meio de uma equipe inovadora e sempre comprometida com o ser humano. O SOnHe é formado por 11 especialistas sendo cinco deles com doutorado e três com mestrado. Fazem parte do Grupo os oncologistas André Deeke Sasse, David Pinheiro Cunha, Vinícius Correa da Conceição, Vivian Castro Antunes de Vasconcelos, Rafael Luís, Susana Ramalho, Leonardo Roberto da Silva, Higor Mantovani e Isabela de Lima Pinheiro e pelas hematologistas Lorena Bedotti e Jamille Cunha.


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