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Área da saúde busca por profissionais especializados em Cuidados Paliativos

  • Segunda, 14 Março 2022 11:38
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Eduardo Sotto Mayor
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UFSCar recebe inscrições para pós-graduação. Aulas começam em março

O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população brasileira têm desafiado os profissionais da saúde e a sociedade como um todo para buscar formas de garantir mais qualidade de vida na terceira idade. Junto com o crescimento do número de habitantes mais velhos, a quantidade de pacientes com doenças crônicas, não transmissíveis ou infecciosas também deve se expandir. Por consequência, o número de pessoas que vão precisar de Cuidados Paliativos será ampliado significativamente no futuro, o que é visto com preocupação pelos especialistas, já que na rede assistencial brasileira a oferta desse tipo de atendimento ainda é escassa.

Segundo o "Atlas da Academia Nacional de Cuidados Paliativos", publicado em 2020, o Brasil contava com 191 serviços desse tipo, número insuficiente para a cobertura de toda a demanda atual, sendo a maioria deles concentrada na região Sudeste. No País, em pelo menos 2.500 hospitais com mais de 50 leitos, somente 5% deles disponibilizam uma equipe nesse padrão. Os Cuidados Paliativos compõem uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes - adultos ou crianças, que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida e a de suas famílias. Nesses casos, uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, psicólogos, dentre outros profissionais, atua visando à prevenção e o alívio do sofrimento e de sintomas desagradáveis, por meio do tratamento da dor e de outros problemas, sejam eles físicos, sejam psicossociais ou espirituais.

"De acordo com o perfil do paciente, o profissional cria um protocolo de atendimento com ajuda de instrumentos de avaliação, levando em consideração os sintomas de cada patologia, a biografia do sujeito, os sentidos de vida, a funcionalidade e ocupações da pessoa atendida, seja na atenção primária, secundária ou terciária", explica a professora Tatiana Bombarda, docente do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSCar e especialista na área. Foi Cicely Saunders, assistente social, enfermeira e médica inglesa, que na década de 1950 começou a estruturar os Cuidados Paliativos na Inglaterra. Suas ideias desembarcaram no Brasil na década de 1980 e, desde então, o atendimento integral de pacientes e familiares tem ocorrido de forma tímida, tanto em hospitais, quanto na atenção básica ou nas casas dos pacientes.

"Tivemos uma melhora nos últimos anos, mas ainda está muito longe de ser ideal. Ainda há muita procura no mercado de trabalho por profissionais capacitados. O número de pessoas com titulação é crescente, porém a carência assistencial é maior", afirma a professora Esther Ferreira, docente do Departamento de Medicina da UFSCar. Um dos principais desafios desse processo de expansão está relacionado à formação profissional e à educação continuada. Há ainda um distanciamento dos serviços de Cuidados Paliativos dos cursos de graduação e pós-graduação da área da Saúde, o que dificulta a formação de profissionais.

"Até pouco tempo atrás, os profissionais precisavam ir para fora do Brasil para poderem se especializar. Hoje em dia, a maioria dos cursos de especialização - que ainda são poucos - estão centrados nas capitais. A UFSCar, de forma pioneira, abriu o curso de pós-graduação em Cuidados Paliativos no interior de São Paulo certificado pelo Ministério da Educação", ressalta Tatiana Bombarda. Ao lado de Esther Ferreira - duas referências nessa área de pesquisa -, a professora coordena a especialização, que conta com um currículo atualizado e docentes experientes em diferentes áreas.

"A academia tem um papel importante de levantar dados, produzir pesquisas, mas também de capacitar equipes de atendimento. É um curso acessível. Temos módulos específicos para tratar tanto do atendimento a pacientes com doenças crônicas, mas também conteúdos relacionados ao estágio de fim de vida e ao controle de sintomas mais complexos e sedação paliativa. A especialização ainda capacita em relação ao autocuidado do profissional, com abordagem física, emocional e espiritual. A primeira turma do curso conta com estudantes de diferentes estados que estão formando equipes de cuidados paliativos espalhados por todo o País", orgulha-se Ferreira.

O Curso de Especialização em Cuidados Paliativos da UFSCar está com inscrições abertas. As aulas começam em março. 


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