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Negligenciamento de sintomas cardíacos pode levar a prejuízos graves na qualidade de vida

  • Sexta, 24 Setembro 2021 11:08
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  João A. S. Suckow
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Segundo especialista do Hospital São José, de Tijucas, a insegurança associada à ida aos hospitais durante a pandemia tem prejudicado o diagnóstico e tratamento de diversas cardiopatias

No Brasil e no mundo, a doença cardiovascular é responsável pelo maior número de óbitos, superior às mortes relacionadas a todos os tipos de câncer. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostram que as complicações cardíacas são responsáveis por mais de 1100 mortes diariamente no país. Além disso, a entidade estima que, ao final de 2021, cerca de 400 mil brasileiros terão falecido por condições associadas ao coração ou a circulação. Mesmo com todas estas informações disponíveis, é frequente que as pessoas passem a adotar os cuidados necessários somente após apresentarem sintomas ou quando já são diagnosticadas com alguma cardiopatia, e, em muitos casos, as chances de recuperação completa são menores. Este fenômeno gera ainda mais preocupação em meio a pandemia, visto que os cardiopatas possuem maior vulnerabilidade frente à COVID-19 e, além disso, caso acometidos, estes têm maior chance de apresentar sintomas graves associados à infecção.

De acordo com a Dra. Cristina Silveira, cardiologista do Hospital São José, de Tijucas, o atual cenário pode contribuir para o agravamento de determinadas cardiopatias, devido à insegurança da população em relação às visitas aos hospitais. “Percebemos que muitos pacientes evitam procurar por consultas e exames de rotina, com medo de se contaminar com COVID-19. Assim, pode acontecer um agravamento das doenças crônicas, sobrecarregando ainda mais os hospitais,” adiciona. De acordo com a especialista, o negligenciamento de sintomas cardíacos pode levar à evolução de condições desta natureza que, se não monitoradas adequadamente por um cardiologista, são capazes de causar impactos a longo prazo na qualidade de vida dos pacientes. Um levantamento, conduzido em 2020 por pesquisadores da Sociedade Brasileira de Cardiologia e entidades acadêmicas do país, concluiu que, durante a pandemia, as mortes associadas a complicações cardiovasculares cresceram 132%. Por isso, no caso do surgimento de qualquer sinal associado a estas condições, o agendamento de uma consulta com um especialista é essencial para garantir um diagnóstico precoce.

Mesmo para pacientes isentos de problemas desta natureza, vale lembrar que a infecção causada pelo novo coronavírus pode resultar em sintomas cardiovasculares que devem ser monitorados e, em determinados casos, tratados. Entre estes estão o cansaço, falta de ar, dor no peito e dificuldade para realizar atividades que exijam esforço físico como subir escadas, ou caminhar em aclive. Tais indícios podem estar relacionados à problemas cardíacos que surgiram após a infecção. A pesquisa “More than 50 long term effects of COVID-19: a systematic review and meta analysis”, que reuniu dados de 18 mil pesquisas internacionais sobre a chamada “Síndrome pós-COVID”, identificou que determinadas complicações cardíacas surgem em até 11% daqueles acometidos pelo vírus, após serem curados. “Por isso, é muito importante realizar uma avaliação após ter se recuperado da COVID-19, especialmente antes de retomar a prática de atividades físicas”, complementa a cardiologista.

No atual cenário, a conscientização da importância do acompanhamento e de consultas periódicas é essencial, principalmente para indivíduos de idade avançada. “Estima-se que 60% dos idosos sejam hipertensos, e desses, somente um terço apresenta controle adequado da pressão arterial, o que aumenta as chances de complicações como infarto, AVC e doença renal”, finaliza. Quando o assunto é a prevenção destas complicações, existem diversos cuidados que podem ser adotados no cotidiano, independentemente da idade. Entre as principais estão a manutenção de uma dieta balanceada, a prática frequente de atividades físicas, o controle e monitoramento do peso e a redução no consumo de bebidas alcoólicas.

Drª Cristina Echenique Silveira CRM-SC 20996 RQE: 12315 Cardiologista Centro de Especialidades Médicas do Hospital São José de Tijucas


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