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HPV contribui para aumento nos casos de câncer de cabeça e pescoço entre os jovens

  • Sexta, 06 Agosto 2021 08:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Estela Capra
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Infecção transmitida sexualmente, bebidas alcoólicas e tabaco são os principais fatores de risco para o aparecimento de tumores nessas áreas

No dia 27 de julho foi celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A data faz parte do calendário da campanha Julho Verde, que pretende debater as principais causas da doença, que pode atingir a boca, faringe, laringe, seios da face e tireoide, e incentivar a prevenção.

Um dos fatores de risco é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). O vírus vem contribuindo para o aumento dos casos de câncer nessa região, principalmente entre os jovens.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são estimados mais de 36 mil novos casos da doença até o final desse ano, sendo 19.480 em homens e 17.140 em mulheres. Destes, cerca de 30% a 40% são jovens que não fumam e não ingerem bebidas alcoólicas, mas que possuem o vírus HPV. “A infecção pelo HPV é fator de risco para o câncer de orofaringe (amígdalas e base de língua), além de fator de risco para o câncer de colo de útero”, diz a médica otorrinolaringologista Martina Iavarone.

Embora a infecção pelo HPV tenha elevado a incidência desse tipo de câncer, os principais fatores de risco para a doença ainda são o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas. “O tabagismo, seja ele com cigarros de palhas, cigarros tradicionais, cigarros eletrônicos ou narguilé pode favorecer o surgimento do câncer em nosso organismo e esta ação é aumentada quanto maior o consumo e maior frequência de utilização”, fala o cirurgião de cabeça e pescoço Otávio Iavarone. O médico destaca ainda que a junção desses hábitos pode ser perigosa. “Quando existe a união desses dois importantes fatores de risco (etilismo e tabagismo), o risco de desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço aumenta em até vinte vezes.”

Prevenção

Além de evitar álcool e tabaco, faz parte da prevenção do câncer de cabeça e pescoço o uso de preservativo em relações sexuais, inclusive no sexo oral, e a vacina contra o Papilomavírus, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, evitando assim o contágio do HPV. Além do câncer de cabeça e pescoço, a vacina pode ser uma forma eficiente de prevenir tumores no colo do útero, vulva e pênis.

Martina avalia que, apesar da prevenção, é importante ficar atento às alterações e feridas que possam surgir nessas áreas e procurar um médico para investigação. “A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece os resultados negativos da pandemia do coronavírus no tratamento do câncer em geral. Portanto, a campanha reforça a detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço, visto que quanto mais precoce for diagnosticado, maiores as chances de cura.”

Tratamento e reabilitação

O tratamento dos carcinomas de cabeça e pescoço é feito com cirurgia,

quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou a associação dessas técnicas. “O tratamento do câncer de cabeça e pescoço é eminentemente cirúrgico, ou seja, quando possível e indicado, a cirurgia traz, na maioria das vezes, melhor chances de cura ao paciente. Contudo, atualmente faz-se a análise de vários fatores para decidir pela terapêutica do paciente, pesando não só a cura, mas uma boa qualidade de vida pós tratamento”, explica o cirurgião, Otávio Iavarone.

A doença é uma das que mais trazem impactos aos pacientes, pois pode acarretar alterações na aparência física, respiração, fala e alimentação. Por isso, o Hospital Amaral Carvalho oferece atendimento individualizado focado na reabilitação dos pacientes. “Após o tratamento, alguns pacientes precisam restabelecer funções como fala, mastigação, deglutição. Precisamos auxiliá-lo a retomar esses hábitos simples do dia a dia para devolver qualidade de vida e bem-estar e reinseri-los na sociedade”, explica a fonoaudióloga do HAC, Renata Furia Sanchez.

Além disso, a unidade conta também com o setor de Odontologia, que mantém o serviço de laserterapia, tecnologia inovadora que previne e trata lesões que podem surgir na boca durante o tratamento radioterápico contra o câncer. O setor tem ainda o departamento de Prótese Bucomaxilofacial, para confecção de próteses com tecnologia 3D sob medidas para pacientes que sofreram mutilações na face em decorrência do tratamento oncológico.


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