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Onda de frio pode causar danos em lavouras e impactar oferta e preços de alimentos

  • Quinta, 29 Julho 2021 08:47
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Aline Porfírio
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Brastece monitora situação especialmente nas centrais de abastecimento da região sul do país

A chegada de uma massa de ar polar está prevista para o final de julho, e, segundo os meteorologistas, o fenômeno pode trazer geada e temperaturas abaixo de zero. Com o alerta, produtores estão preocupados com as lavouras e os cultivos em andamento, visto que uma frente fria dessa proporção pode causar danos muito intensos às plantações e, consequentemente, aumento de preço e diminuição da oferta em determinados produtos.

As baixas temperaturas afetam a produção em dois momentos: durante o desenvolvimento vegetativo e durante o estádio reprodutivo. Com o frio, a planta demora mais para atingir a soma térmica necessária, o que pode prejudicar seu desenvolvimento. Baixas temperaturas do solo promovem também o congelamento dos tecidos das sementes, inibindo a germinação uniforme. Então, no inverno, os agricultores precisam redobrar a atenção e monitorar frequentemente a previsão do tempo, para tentar evitar perdas e danos na produção.

Café, milho, hortaliças e frutas são alguns dos alimentos que podem registrar alta de preço devido ao clima frio. O café já sentiu os impactos do inverno deste ano e viu as cotações subirem no mercado internacional. Os contratos futuros do grão arábica chegaram a subir 20% na semana passada. As geadas são a parte mais temida do inverno pelos produtores, especialmente os que cultivam milho. Isso porque o congelamento da estrutura das folhas dessa planta pode impedir o enchimento dos grãos de forma satisfatória, e às vezes leva até mesmo a morte dos tecidos vegetais. O milho é um grão muito versátil, utilizado, principalmente, na produção de ração animal. Com perdas de produção o preço sobe e torna-se mais caro alimentar os animais, o que pode impactar a longo prazo o preço do leite e até da carne.

O presidente da Brastece (Confederação Brasileira das Associações e Sindicatos de Comerciantes em Entrepostos de Abastecimento), Waldir de Lemos, explica que os alimentos que costumam apresentar alteração de preço de forma mais rápida e expressiva são aqueles que são cultivados a céu aberto nas lavouras. “Geralmente hortaliças de folhas, como couve, alface e agrião são altamente impactadas e acabam sofrendo aumento de preço rapidamente. Essas verduras normalmente são plantadas a céu aberto, e aí recebem de forma direta as geadas, que causam queimaduras e acabam matando as plantações”. No Rio de Janeiro, segundo o presidente, ainda não foi possível medir a alteração de preços nos produtos de hortifruti, esse fator deve ocorrer nas semanas posteriores às geadas.

A entidade vem dialogando e acompanhando a situação em vários estados do Brasil, especialmente na região sul. Os produtores dessa localidade já sofreram perdas nas lavouras no final de junho, quando as temperaturas caíram bruscamente. À época, cultivos de hortaliças e milho foram atingidos por geadas. As plantações frutíferas também sofreram impactos e causaram danos aos produtores, principalmente as de abacaxi e banana. Os permissionários das centrais de abastecimento de Santa Catarina demonstram preocupação com o novo alerta de frio. Segundo Fabiano Kuhnen, presidente da Associação dos Usuários Permanentes da CEASA/SC (AUPC), diversos produtos já apresentam oferta diminuída, situação que deve se agravar se houver geadas no estado. “Hoje já trabalhamos com uma oferta muito reduzida de alguns alimentos, como pepino, pimentão e hortaliças em geral. Se vier esse frio intenso que está previsto, podemos esperar a falta de alguns desses produtos e até mesmo alta de preço”.

A dica do presidente da Brastece é monitorar com frequência o clima e os preços dos produtos, para não ter surpresas na hora da compra. “Sabendo desses fenômenos com antecedência podemos nos planejar para possíveis aumentos e substituições. Nessa hora o que vale é a atenção aos preços e a paciência com a mãe natureza, aguardar o tempo adequado para a nova colheita dos alimentos que mais sofreram nesse período”, destaca Waldir.

Brastece - A Confederação Brasileira das Associações e Sindicatos de Comerciantes em Entrepostos de Abastecimento existe desde 2010 e exerce o papel de defesa dos trabalhadores atacadistas da cadeia de alimentos, buscando validar o trabalho do comerciante dos entrepostos e trazer inovações, investimentos e melhorias para o setor. Hoje ela representa 27 entidades distribuídas por todo o país.


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