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Saúde mental: viver um dia de cada vez e praticar o autocuidado são hábitos essenciais para cuidar da mente durante a pandemia

  • Sexta, 28 Mai 2021 13:16
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Luisa Marques
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Coordenadora de Psicologia da Care Plus explica o motivo de, mesmo após um ano de pandemia, o tema está tão presente na vida das pessoas e dá dicas de mudanças de hábitos na rotina que podem ajudar

Segundo uma pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pelo Fórum Econômico Mundial, 53% dos brasileiros declararam que seu bem-estar mental piorou um pouco ou muito no último ano. Essa porcentagem assusta, mas tem sido a realidade de mais da metade da população brasileira que convive com tantas perdas e dores desde o ano passado.

Outra pesquisa, do Instituto de Psiquiatria da USP, mostrou que, até agora, em um universo de quase sete mil crianças e adolescentes (com idade entre 5 e 17 anos), 26% apresentam sintomas clínicos de ansiedade e depressão. Segundo Melina Cury Haddad, coordenadora de psicologia da Care Plus, operadora de saúde premium, a pandemia torna esse cenário ainda mais alarmante ao afetar o convívio social dessas pessoas:

“O distanciamento prolongado pode influenciar a vida social de duas maneiras. Na primeira é nos trazer um sentimento de solidão, desamparo e que pode acarretar uma depressão. Somos seres sociáveis e precisamos viver e nos relacionar para estarmos bem. Alguns grupos estão sentindo muito isso, como os idosos, que já poderiam sentir solidão antes mesmo da pandemia; as crianças que estão afastadas dos seus amigos da escola e precisam brincar para aprender; os jovens que não estão perto dos grupos sociais importantes para seu desenvolvimento; os solteiros que estão com dificuldade de se relacionar. A outra forma de influenciar é que, com o distanciamento, vamos desaprendendo algumas habilidades sociais importantes para viver, como a forma de conversar, abordar um desconhecido, pedir uma informação, conhecer alguém novo, bater um papo tranquilamente; e, para algumas pessoas, isso pode levar ao isolamento extremo”, revela.

De acordo com a especialista, as pessoas não têm preparo emocional ou aprendizado de vivências anteriores para lidar com uma situação de pandemia estendida como a que estamos vivendo. Melina diz ainda que, para reconhecer possíveis sinais que possam indicar atenção maior à nossa saúde mental, é preciso colocar em prática a auto-observação.

“Devemos sempre praticar a auto-observação dos nossos pensamentos, emoções e ações. Se notarmos um desconforto grande, observarmos que sentimentos e pensamentos desagradáveis estão durando muito tempo e com uma intensidade muito grande, talvez seja a hora de buscar ajuda de algum profissional de saúde mental”, comenta.

Além disso, é importante que as pessoas entendam que saúde mental vai além de bem-estar. Quando falamos em saúde mental, estamos nos referindo a um conceito que implica a forma em como lidamos com as experiências e mudanças da vida, com os nossos pensamentos, emoções e como reagimos a eles. Portanto, a saúde mental contempla a sensação de bem-estar e felicidade.

O autocuidado também é um recurso importante que deve ser praticado diariamente. É preciso que o cuidado com a saúde física, como se alimentar bem, dormir pelo menos 8 horas por noite, praticar exercícios ao ar livre, ter momentos de lazer, contato com a natureza, relaxar e descansar, seja o mesmo com a saúde mental. “Evite passar muito tempo conectado às redes sociais, assim como acompanhar notícias ruins o dia todo. Manter contato com familiares e amigos, mesmo que seja a distância, ajuda bastante a estabelecer o sentimento de conexão com as pessoas e evita o sentimento de solidão. Também é essencial que as pessoas saibam que as oscilações de humor são normais, não há como estar bem o tempo todo diante deste cenário tão desafiador. É muito importante acolher as emoções que estamos sentindo, não nos julgar nem nos cobrar tanto. Precisamos aceitar que dias bons e ruins irão acontecer, mas nem sempre poderemos mudá-los”, completa Melina.

Sobre o futuro, a esperança deve prevalecer. A especialista diz que se conectar com o hoje, com o aqui e agora ajuda a diminuir a ansiedade. “O que deveria ser esperança pode se tornar sofrimento, angústia; então devemos esperar por dias melhores, fazer a nossa parte ao cuidar de nós e dos outros, viver um dia de cada vez”, finaliza.


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