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Uso de vitamina D em excesso pode causar danos graves, principalmente em idosos, alertam especialistas

  • Segunda, 19 Outubro 2020 18:04
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Erika Nascimento
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Foto: Freepik

Uma das vitaminas essenciais para a regulação dos ossos quando usada em excesso pode desencadear problemas graves como arritmia e perda de função renal

A vitamina D em quantidades excessivas pode apresentar diversos riscos à saúde, principalmente em idosos. Especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE), referência em atendimento geriátrico, alertam para os riscos da superdosagem deste suplemento vitamínico que pode levar à arritmia, perda de função renal com surgimento de pedras nos rins.

Considerada um pré-hormônio, a vitamina D tem sido prescrita e indicada com mais freqüência para idosos. "A ingestão deste suplemento regula o cálcio no organismo, porém o uso indiscriminado induz o surgimento da osteoporose (fraqueza nos ossos), da hipercalcêmica (excesso de cálcio no organismo), entre outros problemas ósseos", explica o diretor do serviço de geriatria do HSPE, Maurício Ventura.

Em um estudo publicado pelo Serviço de Geriatria do HSPE foi registrado o caso de uma idosa de 80 anos com intoxicação por vitamina D. A paciente apresentava cormobidades comuns como hipertensão arterial, artrose difusa e insônia. Deu entrada na emergência do hospital com perda de dez quilos em apenas 15 dias e quadro de insuficiência renal.

Durante o período em que esteve internada foi realizada uma investigação rigorosa. Por meio de análises dos exames, a paciente relatou fazer tratamento para dor crônica com o uso de um produto natural durante dez anos. O medicamento natural era composto por ginkgobiloba 80mg, colágeno (tipo II) 40mg, sulfato de glicosamina 1,5g e vitamina D com 2000 UI, para ser tomado uma vez ao dia.

"Com este estudo foi possível alertar que o uso desregrado deste hormônio pode acarretar diversos sintomas sistêmicos graves. Pesquisa realizada na cidade de São Paulo demonstrou que 92% de 177 idosos que viviam institucionalizados tinham valores insuficientes de vitamina D. A pesquisa foi concluída em 2004 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e revelou que dos 243 idosos que residiam em domicílios, 85% apresentavam insuficiência da vitamina D, principalmente por serem pacientes mais susceptíveis aos efeitos colaterais de medicamentos, pessoas idosas devem ter prescrição médica e monitoramento realizado por especialistas", explica o geriatra, Maurício Ventura.

Segundo pesquisadores do Congresso de Medicina Esportiva realizado em Denver, Estados Unidos, em junho deste ano, existe a necessidade de rever os níveis de suplementação vitamina D. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) anunciou que estão sendo aceitos como normais os valores séricos acima de 20 ng/mL para a população saudável, contra os acima de 30 ng/mL. Para grupos de risco como idosos, pacientes com osteoporose, osteomalácia, raquitismo, hiperparatireoidismo secundário, doenças inflamatórias, autoimunes, renal crônica e pré-bariátricos o valor recomendado é entre 30 e 60 ng/mL. Valores entre 10 e 20 ng/mL aumentam o risco de osteoporose e fraturas. Os níveis acima de 100 ng/mL são considerados de risco para intoxicação.

De acordo com o geriatra do HSPE, Dr. Mauricio Ventura, para monitorar os níveis de vitamina D no organismo é necessário acompanhamento médico. O especialista irá avaliar a suplementação correta e qual o momento ideal para interrompê-la, conforme o que foi estabelecido para cada paciente.

Sobre o Iamspe

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) é o sistema de saúde do servidor público estadual. Com uma rede de assistência própria e credenciada presente em mais de 100 municípios, o Iamspe oferece atendimento a 1,3 milhão de pessoas, entre funcionários públicos estaduais e seus dependentes. São mais de duas mil opções de atendimento no Estado, incluindo hospitais, clínicas de fisioterapia, médicos e laboratórios de análises clínicas e de imagem, além de postos de atendimentos próprios no interior, os Ceamas, e o Hospital do Servidor Público Estadual, na Capital. O Iamspe é um órgão do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão.


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