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Com redução das cirurgias eletivas, hospitais fazem campanhas para administrar déficit orçamentário

  • Terça, 11 Agosto 2020 18:33
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Vera Longuini
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Centro Cirúrgico do Hospital maternidade de Campinas

Dependentes da saúde suplementar (convênios) e dos atendimentos particulares para compor suas receitas e fazer frente às despesas crescentes, os hospitais filantrópicos têm recorrido às campanhas junto à população e empresas para administrar o orçamento. No Hospital Maternidade de Campinas elas representam cerca de 40% do faturamento e, por isso, a sociedade tem sido mobilizada para contribuir com doações financeiras ou até com produtos para ajudar a reduzir as despesas.

Nunca a ajuda financeira foi tão necessária para que os hospitais filantrópicos possam seguir prestando assistência à toda a população. Com a proibição das cirurgias eletivas neste período de quarentena imposta para evitar o contágio pela Covid-19, instituições como o Hospital Maternidade de Campinas viram suas receitas serem reduzidas em cerca de 40% e as despesas ampliarem com o aumento da demanda e dos preços de produtos de higiene – como o álcool gel - e equipamentos de segurança (máscaras e luvas de proteção, aventais etc.)

Até março, quando foi decretada a quarentena e a proibição das cirurgias eletivas, o Hospital Maternidade de Campinas realizava de 70 a 90 procedimentos por dia. Com a suspensão, foram autorizados apenas as cirurgias de emergência, que resultaram em não mais do que oito procedimentos diários. “Nosso faturamento despencou de R$ 7,9 milhões/mês para R$ 4,4 milhões, acumulando um déficit mensal de R$ 3,5 milhões. Para manter a filantropia, que representa mais da metade dos nossos atendimentos (cerca de 60%), tivemos que recorrer às campanhas de arrecadação, pedindo a ajuda da população para conseguir honrar os nossos compromissos com fornecedores, com o corpo clínico e com os funcionários”, explica o presidente da instituição, Dr. Carlos Ferraz.

O presidente explica que o retorno parcial do agendamento dos procedimentos represados, autorizados apenas no início de agosto, tem acontecido de maneira cuidadosa e apenas com indicação em prontuário médico. Ele estima que, no início, a retomada estará limitada a 50% da capacidade instalada. “Precisamos fazer os agendamentos de forma gradual, respeitando as taxas de ocupação dos leitos de UTI, e conforme a evolução da cidade nas fases no Plano São Paulo”, diz.

No Hospital Maternidade de Campinas são realizadas cirurgias avançadas nas especialidades de endometriose e endoscopia ginecológica, de oncológica abdominal, de cirurgia bariátrica e metabólica e de urológica e patologias masculinas. Além dos modernos equipamentos para cirurgias de alta complexidade, a instituição conta, a seu favor, com os baixíssimos índices de infecção hospitalar. A taxa de infecção em cirurgia limpa é de apenas 0,03%, abaixo da referência P50 (50% dos hospitais do Estado de São Paulo) que é de 0,44%.

Esforços financeiros

Toda a diretoria do Hospital Maternidade de Campinas é voluntária, ou seja, seus diretores não recebem salários para administrar a instituição, e mais de 200 médicos são associados e contribuem com mensalidades para ajudar o hospital. Mas não é o suficiente. A população pode contribuir por meio de depósitos bancários (Banco Itaú, agência 1026, conta corrente 03979-0, CNPJ 46.043.980/0001-00) ou adquirindo títulos de capitalização por R$ 12,00, o Doacap, para concorrer a prêmios de R$ 120 mil reais (https://doacap.mapfre.com.br/maternidadedecampinas).

As pessoas também podem contribuir por meio do fornecimento de produtos, como álcool em gel, fraldas para recém-nascidos, termômetros digitais e papel sulfite ou de equipamentos de proteção, como luvas, máscaras, aventais, papel lenço, óculos etc. Essas doações ajudam na redução dos gastos.


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