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Oftalmologia em tempos de coronavírus

  • Segunda, 27 Abril 2020 09:18
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fabiane Giusti
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Por Dr. Jonathan Lake, diretor médico do Grupo Opty

Relatos recentes têm demonstrado a presença do coronavírus na conjuntiva de pacientes internados. A conjuntivite foi reconhecida como um dos sinais que podem ser manifestados na síndrome respiratória aguda grave causada pelo coronavírus. Ainda não é possível saber com exatidão quais são as incidências de conjuntivite em pacientes contaminados, devido aos imensos desafios nessa pandemia sem precedentes. No entanto, mesmo antes de ser declarada a pandemia, as principais associações de oftalmologia, entre elas o Conselho Brasileiro de Oftalmologia e a Academia Americana de Oftalmologia, estavam atentas à disseminação do vírus e às suas repercussões sistêmicas e oculares. Como oftalmologistas, temos que estar alertas à identificação de pacientes com risco de coronavírus para auxiliar os dados de coleta e informação sobre a doença. Além disso, é nosso dever tomar os devidos cuidados para minimizar os efeitos – em todos os aspectos sociais e sanitários – sobre algo extremamente importante: a preservação da visão.

O oftalmologista convive com diversas doenças oculares infecciosas, que apresentam manifestações em outras partes do organismo. A ceratoconjuntivite epidêmica, um tipo de conjuntivite que afeta a córnea e a conjuntiva, é a principal causa de conjuntivite infecciosa no mundo. Ela é causada por adenovírus e está frequentemente associada a quadros gripais. Uma das principais características das conjuntivites causadas por vírus é a sua transmissibilidade. Existem diversos surtos históricos no Brasil de conjuntivites que se espalharam de maneira assombrosa por diversos estados. Embora não seja de notificação compulsória, esse comportamento fez com que o oftalmologista já esteja muito familiarizado com as práticas de proteção individual dos pacientes e dos profissionais de saúde.

Para evitar a contaminação pelo coronavírus – ou outros agentes patológicos – deve-se redobrar os cuidados com a higienização das mãos e evitar o máximo possível levá-las aos olhos. Óculos devem ser lavados frequentemente com água e detergente neutro. É bom não usar álcool para higienizar esse acessório, pois a composição química do produto pode danificar as lentes e a armação. Quem usa lentes de contato está familiarizado com os cuidados necessários para evitar contaminação, e o líquido usado para higienizar e armazenar as lentes será o suficiente para matar o vírus, caso ele entre em contato com as lentes. Também é importante frisar que não há comprovação científica que lágrimas possam transmitir o vírus.

A onipresença nas redes sociais e dos aplicativos de mensagem fez com que a disseminação de informações sobre a Covid-19 – falsas, verdadeiras, positivas e negativas – tenha ocorrido de maneira vertiginosa. O filtro sobre esse tipo de informação se tornou um desafio imenso e a orientação para a população sobre dados reais de maneira serena se assemelha a enxugar gelo. Um exemplo bem contundente é o uso da cloroquina e azitromicina. Os oftalmologistas conhecem há muito tempo os efeitos imunomoduladores destes medicamentos. Conhecem também as doses de segurança e seus efeitos deletérios. No entanto, sabemos como são importantes os critérios clínicos e científicos rigorosos na abordagem e tratamento de qualquer doença, e reforçamos constantemente a importância da ciência no combate à desinformação.

Nas clínicas do Grupo Opty foram instituídos processos rigorosos para auxiliar o diagnóstico e acompanhamento de problemas oculares de maneira ultrassegura. Além da abertura controlada de unidades, espaçamento de atendimento e protocolos de prevenção para todos os pacientes e profissionais de saúde, implantamos plataformas diversas de teleorientação e telemedicina.

Um paciente com irritação ocular e suspeita de conjuntivite pode entrar em contato com a clínica, realizar uma primeira consulta de teleorientação e telemedicina em casa. A gravidade do caso é avaliada pelo médico à distância. De acordo com a avaliação, o paciente pode receber orientações em casa ou ser encaminhado para o atendimento presencial. Ao chegar à clínica, recebe máscaras e álcool gel e é atendido de maneira rápida, em ambiente preparado. Nossos pacientes crônicos e graves, já em acompanhamento, também recebem atenção especial e monitoramento à distância.

A pandemia marca um momento de transformação. Mesmo fisicamente separados, estamos em um momento em que a união é mais importante do que nunca. Juntos, sairemos mais fortes e mais preparados, apesar das perdas muitas vezes irreparáveis. Temos que nos apoiar nesse momento de crise que afeta a nós e a nossos entes queridos. Isso vale não somente para família e amigos, mas para todos nós, independentemente de fronteiras.

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas. O Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o HOB Taguatinga, o HOB Hélio Prates, o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ) e Hospital Oftalmológico da Barra (RJ) fazem parte dos associados, resultando em 40 unidades de atendimento. Visite www.opty.com.br.


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