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Rally da Safra inicia avaliação de lavouras de milho em cenário de contrastes

  • Sexta, 08 Mai 2026 18:19
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ana Carolina Silveira
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Etapa milho da expedição técnica começa nesta segunda-feira, 11 - Divulgação

 Plantio tardio e irregularidade das chuvas pressionam a produtividade em boa parte das áreas; Mato Grosso mantém desempenho positivo

As equipes do Rally da Safra começam os trabalhos de campo a partir desta segunda-feira, dia 11 de maio, para avaliar a segunda safra de milho. Em um cenário de contrastes marcado por plantio tardio em diversas regiões e irregularidade das chuvas, a produtividade média deve recuar, com a safra 2025/26 ficando abaixo do recorde do ciclo anterior.

O primeiro contraste está relacionado ao calendário de plantio, que, em algumas regiões, foi prejudicado pelo excesso de chuvas em fevereiro e março que alongou o ciclo da soja e limitou o ritmo de colheita, atrasando a implantação da segunda safra. É o caso de Goiás, onde 46% das lavouras foram implantadas fora da janela ideal, num calendário considerado de alto risco. O destaque positivo fica para o Oeste e Médio-Norte de Mato Grosso, com cerca de 95% das lavouras implantadas dentro da janela ideal e de baixo risco.

Outro ponto de atenção diz respeito ao comportamento do clima. Neste ano, o mês de abril foi mais seco e algumas regiões ficaram até 30 dias sem chuva. Coincidência ou não, as regiões que plantaram dentro de uma janela de risco maior são as que registraram menores volumes de chuva.

Segundo avaliação da Agroconsult, organizadora do Rally da Safra, a safra 25/26 tem, em média, uma proporção de lavouras consolidadas com alto potencial produtivo ligeiramente menor do que a registrada na temporada passada, embora haja diferenças expressivas entre os estados e até entre regiões de um mesmo estado.

Em Goiás e Mato Grosso do Sul, neste momento, apenas 39% das lavouras mantêm alto potencial produtivo assegurado, frente a 62% e 53% registrados na safra anterior, respectivamente. Em Minas Gerais, apenas 25% das lavouras têm alto potencial assegurado, ante 46% no ciclo passado. Já em Mato Grosso, o cenário permanece mais favorável, com cerca de 80% das lavouras sustentando ainda um elevado potencial produtivo.

Apesar do cenário mais apertado em algumas regiões, ainda há espaço para ajustes, a depender do clima, afirma André Debastiani, coordenador da expedição. “O comportamento das chuvas em maio será decisivo para consolidar o potencial das lavouras, e as avaliações de campo tornam-se essenciais para aprofundar as análises e ajustar nossos números até o final de junho, quando encerraremos a etapa milho”, explica.

Na comparação com a safra passada, a produtividade média estimada no pré- Rally apresenta queda, passando de 114,4 sacas por hectare para 101,9 sacas. Com exceção de São Paulo, todos os principais estados produtores devem ter queda de produtividade sobre 2024/25. Isso ocorre não somente pelas adversidades climáticas desse ano, mas também porque a safra 2024/25 foi uma das melhores da história.

Goiás deve registrar a maior redução de produtividade. O estado tem estimativa de 90 sacas por hectare, contra 127 do ano passado. No Mato Grosso do Sul, a projeção é de 90,5 sacas, contra 102 no ciclo anterior. O Paraná deve registrar produtividade de 92,5 sacas por hectare, ante 104,5 na safra passada. Já o Mato Grosso, apesar de também registrar queda, segue como destaque positivo, com estimativa de 123 sacas por hectare, contra 131,9 em 2024/25, resultado que ainda será validado pelas equipes em campo.

A área plantada 2025/26 também traz comportamentos distintos. Enquanto Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentam crescimento em torno de 4%, Goiás e Minas Gerais têm queda em torno de 5%. A área de milho segunda safra estimada é de 18,3 milhões de hectares, 1,5% acima da safra anterior. “Esse crescimento poderia ser ainda maior, não fosse a prorrogação do calendário de plantio que levou muitos produtores a alterar seu planejamento de semeadura, para não entrar numa janela de risco muito grande”, afirma André Debastiani.

Os dados pré-Rally da Agroconsult apontam para uma segunda safra de milho de 112,1 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 123,9 milhões de toneladas em 2024/25. Já a produção total de milho no país é estimada em 140,5 milhões de toneladas, frente a 151 milhões de toneladas no ciclo anterior.

Trabalho de campo

A expedição técnica estará em campo entre 11 de maio e 23 de junho para avaliar as condições da segunda safra de milho em cinco estados, observando as condições do clima, da janela de plantio e do investimento realizado nas lavouras.

Seis equipes percorrerão as áreas plantadas: as duas primeiras irão avaliar o Médio-Norte e Oeste do Mato Grosso, saindo de Cuiabá e visitando as regiões de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Juína e Vilhena, em Rondônia, até 24 de maio.

A terceira e a quarta equipe farão o levantamento no Leste e Sudeste do Mato Grosso, Sudoeste de Goiás e Norte do Mato Grosso do Sul. No MT, o roteiro inclui as regiões de Sinop, Gaúcha do Norte, Canarana, São José do Xingu, Querência, Água Boa, Primavera do Leste, Paranatinga, Rondonópolis. Em GO, os técnicos avaliarão lavouras nas regiões de Paraúna, Rio Verde, Jataí e Mineiros. Já no MS, os trabalhos acontecerão nas regiões de Sonora, São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, sendo concluídos em Campo Grande, em 6 de junho.

As duas últimas equipes estarão no Sul do Mato Grosso do Sul e Norte e Oeste do Paraná entre 07 e 23 de junho, saindo de Campo Grande em direção às regiões de Maracaju, Dourados, Ponta Porã e Naviraí. No PR, os técnicos irão avaliar lavouras nas regiões de Guaíra, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Cascavel, Ubiratã, Goioerê e Campo Mourão, Maringá, concluindo os trabalhos em Londrina.

Patrocinam a 23ª edição da expedição BASF, Credenz® e SoyTech® (marcas de sementes da BASF), xarvio® (plataforma digital oficial do Rally), OCP Brasil, Banco Santander, Agrivalle, John Deere, Mitsubishi, TIM e JDT Seguros.

Em sua primeira etapa este ano, o Rally avaliou as condições de mais de 1,7 mil lavouras de soja durante as fases de desenvolvimento e de colheita em 14 estados. As lavouras avaliadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho no país.


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