SEGS Portal Nacional

Agro

Armadilhas inéditas utilizam ondas eletromagnéticas no monitoramento de pragas no campo

  • Quinta, 23 Abril 2026 18:54
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Kassi Bonissoni
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

Divulgação

Tecnologia é uma solução eficaz principalmente no controle do bicudo-do-algodoeiro, inimigo que gera prejuízos de R$ 3 bilhões por safra aos produtores

O cultivo do algodão, uma das culturas de maior valor agregado do agronegócio brasileiro, exige um nível elevado de manejo e atenção por parte dos produtores. Altamente sensível a fatores climáticos, nutricionais e, principalmente, ao ataque de pragas, o algodoeiro demanda estratégias precisas e eficientes para garantir produtividade e rentabilidade no campo. Entre os principais desafios enfrentados, destaca-se o bicudo-do-algodoeiro, considerado a praga mais temida dos cotonicultores, responsável por prejuízos que ultrapassam R$ 3 bilhões a cada safra no Brasil.

Diante desse cenário desafiador, a busca por soluções inovadoras torna-se essencial para a sustentabilidade da produção. É nesse contexto que a Fox Agritech, uma startup mato-grossense, apresenta ao mercado uma armadilha inédita, desenvolvida para auxiliar no controle do bicudo-do-algodoeiro, reunindo tecnologia de ponta, eficiência no monitoramento e compromisso com práticas mais sustentáveis no campo.

A solução, que utiliza ondas eletromagnéticas, foi desenvolvida pelo técnico agrícola, Kennedy Martins Gnoatto, um jovem empreendedor de apenas 25 anos que superou dificuldades familiares e financeiras em busca de um futuro melhor. “Tive uma infância muito difícil; inclusive, fui morar em um colégio interno em decorrência de desentendimentos familiares. Porém, sempre foquei em trabalhar e estudar. Formei-me e comecei a pesquisar sobre pragas nas lavouras. A partir daí, fui me aprofundando na compreensão dos padrões de comportamento dos insetos, como migram e como identificam as culturas que podem atacar”, disse.

Munido dessas informações, as pesquisas avançaram até as ondas eletromagnéticas. O objetivo era descobrir o quanto os insetos enxergam de fato, quais são os seus cones de visão e quais são suas faixas do espectro. “Virei muitas noites sozinho estudando e pesquisando maneiras de diagnosticar o que podia ou não atrair os insetos para a armadilha. O desafio foi ajustar a tecnologia para não aproximar inimigos naturais, como abelhas e joaninhas, algo que desestabilizaria o ecossistema, além de configurar um crime ambiental”, destacou Gnoatto.

Solução na prática

A armadilha desenvolvida pelo empreendedor conta com um “cérebro tecnológico” que ajusta automaticamente o índice de ondas eletromagnéticas e a refração necessária para cada LED, a fim de atrair os insetos para o equipamento. Essa frequência é baseada em padrões identificados por meio de IA preditiva, cruzando dados de temperatura e umidade com a adaptação dos insetos a essas condições.

Segundo o desenvolvedor, o funcionamento da armadilha é simples de explicar. “Quando a câmera capta a imagem do inseto dentro da armadilha, ela realiza a leitura e envia a informação para o processador. Este, por sua vez, identifica e detalha qual é o invasor, o horário de pico populacional das pragas, além de registrar temperatura, umidade, data, hora e local da captura”, explica.

A tecnologia da Fox Agritech também possibilita aos produtores o acesso a análises de dados e relatórios por meio do aplicativo Fox Fieldcore, otimizando a ida dos técnicos ao campo. Munido dessas informações, ele pode agir antes que a praga se estabeleça na cultura, tomando decisões mais assertivas, algo que faz toda a diferença no campo. “Nosso objetivo é monitorar a fazenda de ponta a ponta, ou seja, informar ao cliente, na tela do telefone, o que está acontecendo em todos os talhões da propriedade”, detalhou Gnoatto.

Além de auxiliar na tomada de decisões e antecipar ataques de pragas, as armadilhas da Fox Agritech tornam-se importantes aliadas da classe produtora e também do meio ambiente. “Queremos aumentar a assertividade na identificação dos invasores, pois isso impacta diretamente no lucro deles”, afirma o técnico.

Por outro lado, a ferramenta tem forte apelo sustentável, pois ajuda a reduzir as pulverizações. “Nossos estudos indicam que podemos diminuir entre 10% e 20% o uso de inseticidas no campo, o que gera economia e minimiza os impactos na natureza”, reforçou Gnoatto.

Próximos passos

As armadilhas da Fox Agritech seguem em fase final de testes teóricos e práticos. Recentemente, a startup apresentou a tecnologia à Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). A conversa avançou, e as partes assinaram um contrato para potencializar ainda mais os testes contra o bicudo-do-algodoeiro. “Estamos entusiasmados com esse acordo, pois ele vai nos ajudar a aperfeiçoar nossa solução no campo, principalmente ampliando o banco de dados na cotonicultura. Além disso, a tecnologia também vem sendo estudada para a cultura do milho e, futuramente, para outros cultivos”, confidenciou o inventor.

Atualmente, a empresa tem sede em Sinop, no Mato Grosso, e conta com um time de especialistas composto por engenheiros de hardware, software e inteligência artificial, entre outros profissionais. Desde o ano passado, a startup também passou a integrar a Cyklo Agritech, uma aceleradora de projetos e startups.

Segundo Gnoatto, a aceleração tem sido fundamental para orientar o crescimento da empresa, evitando etapas e garantindo decisões mais seguras. “Como eles têm ampla experiência, conhecem os melhores caminhos e os riscos envolvidos. Essa mentoria nos proporciona uma visão mais ampla do negócio, além de ampliar nosso networking e fortalecer a área comercial da empresa”, destacou.

A meta da startup é iniciar a operação comercial até o início de 2028. “Não podemos pular etapas, pois culturas como o algodão exigem alto investimento. Precisamos apresentar dados estatísticos consistentes para transmitir

Cotonicultores interessados em conhecer e testar a tecnologia das armadilhas da Fox Agritech, especialmente na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), podem entrar em contato para agendar uma visita técnica. A equipe comercial vai até a fazenda, apresenta a solução e monta uma área de testes.

 


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Abr 22, 2026 Agro

Café: manejo eficiente garante alta produtividade na…

Abr 17, 2026 Agro

Agrishow consolida protagonismo do Brasil na segurança…

Abr 15, 2026 Agro

Feridas em equinos exigem manejo adequado para evitar…

Abr 14, 2026 Agro

Convênio entre BRANDT, MyCarbon e Banco do Brasil…

Abr 13, 2026 Agro

Período chuvoso desafia tomaticultores e exige híbridos…

Abr 10, 2026 Agro

Acidentes expõem risco invisível na armazenagem de grãos

Abr 09, 2026 Agro

Como evitar desperdício de fertilizantes na prática: do…

Abr 08, 2026 Agro

Manejo inicial correto protege lavouras contra perdas…

Abr 06, 2026 Agro

Com o plantio da safrinha perto de 100%, inscrições…

Abr 02, 2026 Agro

Salmonella pode circular nas granjas sem sinais e…

Abr 01, 2026 Agro

Safra recorde de grãos em 2025/26 pressiona demanda por…

Mar 31, 2026 Agro

Tecnologia para supressão temporária do estro em fêmeas…

Mar 30, 2026 Agro

Silício ganha espaço na agricultura como aliado…

Mar 27, 2026 Agro

Manejo biológico impulsiona a produtividade do sorgo

Mar 26, 2026 Agro

Suplementar bovinos no período das águas vale a pena?

Mar 25, 2026 Agro

Corretivo de solo sustentável entra para o programa…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version