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Manejo biológico impulsiona a produtividade do sorgo

  • Sexta, 27 Março 2026 18:45
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Irvin Dias
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Uso de bioinsumos contribui para enfrentar estresses hídricos, térmicos e desafios fitossanitários

O cultivo do sorgo na safrinha tem avançado no Brasil. No ciclo 2024/2025, a produção atingiu 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 35% em relação ao ciclo anterior. Com sistema radicular que pode alcançar até dois metros de profundidade, a cultura se destaca pela maior tolerância a condições de estresse hídrico e térmico, além do menor custo de produção. Atualmente, é utilizada principalmente na alimentação animal e, de forma crescente, também na produção de etanol.

Essa maior tolerância, no entanto, não significa ausência de risco. Em cenários de seca prolongada e temperaturas elevadas, o sorgo também sofre impactos fisiológicos que podem comprometer o desenvolvimento da planta e reduzir o potencial produtivo.

“O manejo biológico no sorgo, desde o tratamento de sementes, contribui para mitigar os efeitos do estresse hídrico e fortalecer o desenvolvimento inicial da cultura”, explica Latoya Ruschel, engenheira de bioprocessos, biotecnologista e desenvolvedora de mercado da Biotrop.

Arranque inicial e estresse climático

Os primeiros 20 dias após a emergência são considerados críticos para o sorgo. Isso porque a semente possui baixa reserva de energia, o que torna a fase inicial mais sensível.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com ação promotora de crescimento pode favorecer o estabelecimento da lavoura. “Há tecnologias que estimulam a produção de fitormônios, como auxinas, que promove o crescimento dos órgãos das plantas, contribuindo para o desenvolvimento radicular e para a uniformidade do estande”, afirma Latoya.

Entre essas soluções, o Bioasis Power, da Biotrop, atua no estímulo ao crescimento radicular e na mitigação de estresses abióticos. Sua tecnologia biológica favorece a formação de um biofilme no entorno das raízes, um aglomerado de bactérias que mantém a região hidratada por mais tempo e contribui para uma planta mais resiliente.

Além disso, o estresse térmico também representa um fator limitante. Em condições adversas, o sorgo reduz a perda de água por meio do fechamento dos estômatos e pode apresentar desequilíbrios metabólicos. “Os microrganismos benéficos auxiliam na regulação desses processos fisiológicos, contribuindo para maior equilíbrio da planta”, complementa.

Segundo a especialista, tecnologias como o Bioasis Power contribuem para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo da lavoura, favorecendo um crescimento mais uniforme e equilibrado que, ao final, se traduz em maior rentabilidade para o produtor.

Desafios fitossanitários e proteção da lavoura

Além das condições climáticas, o sorgo também enfrenta desafios fitossanitários, principalmente doenças causadas por fungos que permanecem na palhada entre safras, como a antracnose (Colletotrichum ssp.) e outras manchas foliares.

O manejo preventivo, especialmente no início do ciclo, pode contribuir para reduzir a pressão desses patógenos. Nesse contexto, o Bombardeiro, biofungicida multissítio da Biotrop, atua tanto na palhada quanto na parte aérea, ajudando a limitar o desenvolvimento de doenças.

A solução combina diferentes mecanismos de ação, incluindo produção de metabólitos, formação de biofilme na superfície foliar e estímulo aos mecanismos naturais de defesa da planta. Como resultado, há maior proteção ao longo do ciclo e manutenção da área foliar ativa por mais tempo, favorecendo a fotossíntese.

“Tecnologias biológicas bem-posicionadas no manejo podem contribuir para maior estabilidade produtiva, especialmente em cenários de maior pressão climática e fitossanitária”, finaliza Latoya.

Sobre a Biotrop

De origem brasileira e com atuação integralmente voltada a soluções biológicas e naturais para o agronegócio, a BIOTROP é reconhecida entre as líderes do segmento. Guiada por um forte DNA de inovação, conta com Centros de pesquisa no Brasil e no exterior, além de modernos Centros Avançados de Multiplicação de Microrganismos em Curitiba (PR) e Jaguariúna (SP). Com uma ampla rede de distribuidores parceiros no Brasil e em forte expansão internacional, oferece aos agricultores de diferentes países tecnologias que impulsionam uma agricultura sustentável, produtiva e rentável. Desde 2023, integra o Grupo BioFirst, líder global em tecnologias biológicas e naturais, presente em mais de 70 países.


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