Altas temperaturas e irregularidade das chuvas acendem alerta no campo
Clima quente e seco preocupa a segunda safra do milho e reforça importância do manejo nutricional e preparo adequado do solo
A reta final do plantio da segunda safra de milho no Brasil ocorre sob atenção redobrada dos produtores diante do clima quente e seco em importantes regiões produtoras. Segundo levantamento divulgado pelo Cepea, a irregularidade das chuvas e as altas temperaturas em estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná aumentam a preocupação com o desenvolvimento das lavouras.
Embora a produção da segunda safra 2025/26 ainda seja considerada elevada, a combinação entre estiagem e calor pode comprometer o potencial produtivo, especialmente em fases decisivas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos. Nesse cenário, especialistas destacam que o manejo correto do solo e da nutrição das plantas se torna estratégico para reduzir perdas e preservar a produtividade.
Para Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro, no ano passado (2025), “o gasto do Brasil com fertilizantes alcançou US$ 8,8 bilhões, representando 5,2 % de nossas importações totais, número que subiu em relação a 2024 (4,9 %) . Isso expõe uma fragilidade: estamos reféns da volatilidade dos preços internacionais e das decisões políticas de outros países”, afirma Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro .
O preparo adequado do solo influencia diretamente a capacidade de retenção de água, o desenvolvimento radicular e o melhor aproveitamento dos nutrientes. Áreas com boa estrutura física, correção de acidez e equilíbrio químico tendem a oferecer maior resiliência em períodos de estresse hídrico.
A adubação também assume papel central nesta safra. O fornecimento equilibrado de nitrogênio, fósforo e potássio, aliado ao uso de micronutrientes conforme análise técnica, contribui para o vigor inicial da planta, formação de espigas e enchimento de grãos. Em momentos de clima adverso, plantas bem nutridas costumam responder melhor às oscilações ambientais.
“O processo é simples: aplica-se um inoculante contendo estirpes eficientes de bactérias nas sementes antes da semeadura. Garante-se a presença de micro-organismos capazes de colonizar o sistema radicular da planta, de forma associativa. Realizada corretamente, a prática promove maior produtividade. Mas, essa eficiência pode variar de acordo com diversos fatores ambientais e agronômicos, como condições climáticas, características do solo, práticas de manejo e disponibilidade de nutrientes”, enfatiza Fellipe Parreira, Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro.
Outro ponto relevante é o uso de fertilizantes de maior eficiência e tecnologias que favoreçam a disponibilidade gradual de nutrientes, reduzindo perdas por volatilização ou lixiviação e aumentando a performance agronômica.
Para o produtor, a segunda safra exige cada vez mais planejamento integrado: escolha de híbridos adaptados, janela correta de plantio, monitoramento climático e estratégia nutricional personalizada. Em um ano de incerteza climática, produtividade não depende apenas da chuva, mas da qualidade das decisões tomadas antes e durante o ciclo.
Com a safrinha representando parcela decisiva da produção nacional de milho, o desempenho das lavouras nas próximas semanas seguirá no radar do mercado e de toda a cadeia do agronegócio.
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