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Uso de dados e IA chega à suinocultura brasileira e traz ganhos de produtividade e previsibilidade ao setor

  • Terça, 27 Janeiro 2026 18:18
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  De Heus investe em tecnologia para proporcionar ganhos de produtividade e previsibilidade à suinocultura brasileira - Divulgação - De Heus

Especialista da De Heus projeta que as novas tecnologias redefinirão a competitividade e o futuro do setor de suínos no país

A suinocultura brasileira está entrando em uma nova era, impulsionada pelo avanço da tecnologia e pelo uso de ferramentas que tornam a produção mais previsível, eficiente e lucrativa. A integração de modelagem matemática, inteligência artificial (IA) e big data promete transformar radicalmente o manejo e a gestão das granjas. É o que explica o médico-veterinário e mestre em Ciência Animal, Marcino Pereira Júnior, Gerente de Serviços Técnicos de Suínos da De Heus Brasil, que enxerga nestas ferramentas a chave para a evolução do setor.

De acordo com o especialista, para compreender o funcionamento dessas tecnologias é fundamental, antes de tudo, saber como elas se complementam. “O big data funciona como um grande banco de informações da granja, reunindo históricos de produção, nutrição e sanidade. A modelagem matemática utiliza esses dados para simular cenários e prever resultados, como ganho de peso ou conversão alimentar. Já a inteligência artificial interpreta essas informações em tempo real, automatizando análises e sugerindo as melhores decisões no dia a dia da granja. O resultado será uma produção mais previsível, eficiente e rentável”, elucida Pereira.

Big data e IA proporcionam decisões rápidas e estratégicas

Outro pilar importante neste contexto de evolução tecnológica é o big data. Ele compila e armazena um grande volume de informações da granja, permitindo análises profundas e decisões rápidas. “Hoje, os centros acadêmicos estão resgatando e estruturando dados de granjas para gerar soluções aplicáveis no dia a dia. O segredo é transformar esse volume de dados em conhecimento útil e acessível”, destaca Pereira.

Já a inteligência artificial, por sua vez, interpreta essas informações e automatiza decisões. “Se bem treinada, a IA consegue identificar problemas e sugerir soluções em tempo real. É possível, por exemplo, saber em poucos segundos qual é o melhor ponto de comercialização dos animais com base no preço da ração e no custo de produção daquela semana”, exemplifica.

Além disso, novas tecnologias já estão em uso, como câmeras inteligentes que calculam o peso dos animais automaticamente e aplicativos de análise sanitária, que monitoram o status respiratório do plantel.

Modelagem matemática para prever os resultados com precisão

Segundo o gerente, a modelagem matemática permite simular cenários e prever resultados, como peso e conversão alimentar de suínos, com alta precisão. “A modelagem traz mais acurácia para o trabalho de técnicos e produtores. Hoje, com softwares de gestão e acompanhamento em tempo real, podemos confiar muito mais nas projeções e usar essas informações para ajustar o manejo e a nutrição de forma inteligente”, explica.

Embora seja aplicada à produção de proteína animal há mais de três décadas, a modelagem só se tornou realmente eficiente nos últimos anos, com o avanço da tecnologia e da capacidade de processamento de dados. “A grande diferença agora é que conseguimos medir, acompanhar e corrigir variáveis em tempo real. Isso muda completamente a forma como se administra uma granja”, salienta.

O médico-veterinário observa que a fase de terminação é a que mais se beneficia da modelagem matemática, já que o número de variáveis é menor. “Conseguimos identificar rapidamente qualquer desvio no ganho de peso e atuar de forma precisa para corrigi-lo, garantindo um animal com o peso correto para o abate”, aponta. Já a fase de creche continua sendo um dos maiores desafios. É um período que carrega muitos efeitos da maternidade, o que torna mais difícil prever o desempenho dos animais. Mas, com a evolução das ferramentas, estamos cada vez mais próximos de superar essa barreira”, acredita.

Um grande passo para a suinocultura brasileira

Para Marcino Pereira, o grande desafio está em usar essas tecnologias de forma estratégica e integrada, aproveitando todo o potencial dos dados gerados no dia a dia da granja. “Não basta apenas ter acesso à informação. É essencial contar com profissionais capacitados para interpretar os dados, identificar padrões e transformar esses insights em decisões rápidas e precisas. Quanto mais relevantes forem os dados coletados sobre nutrição, sanidade, desempenho e manejo, melhores serão os resultados”, afirma.

Segundo o gerente da De Heus Brasil, essas tecnologias não apenas elevam a produtividade e reduzem custos, mas também ajudam o produtor a planejar estratégias de curto e longo prazo de forma mais segura. “Com essa abordagem baseada em dados, a suinocultura brasileira se prepara para um grande salto de produtividade e competitividade, que poderá consolidar o país como um dos principais protagonistas no mercado global de carne suína e estabelecer novos padrões de eficiência, qualidade e sustentabilidade para o setor”, finaliza o especialista.

SOBRE A DE HEUS

Organização internacional de origem holandesa, com posição de liderança na indústria de nutrição animal, desenvolvendo todos os grupos de produtos nutricionais – de premixes e núcleos a concentrados e rações completas. Fundada em 1911, a Royal De Heus acumula experiência de 113 anos, está presente em mais de 20 países, possui mais de 90 unidades fabris, distribuição de produtos em 75 países e emprega atualmente mais de 10 mil colaboradores. Destaca-se pelas suas tecnologias inovadoras e comprovados conceitos nutricionais oferecidos aos produtores e atualmente está entre as seis principais empresas de nutrição animal no mundo. Presente no Brasil há mais de 12 anos, possui seis unidades fabris: duas em Rio Claro (SP), Apucarana (PR), Toledo (PR), Guararapes (SP) e Itaberaí (GO); uma unidade administrativa em Campinas (SP) e um centro de distribuição, em Bezerros (PE).

 


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